Como posso culpar o vento pela bagunça que fez, se fui eu quem abriu a janela?
Durante muito tempo acreditei que compreensão curava confusão. Que paciência transformava tempestades em abrigo. Que, um dia, o vento aprenderia a ser brisa.
Poderia acontecer.
Mas havia outra possibilidade. Fechar a janela.
Definitivamente, não posso culpar o vento. A bagunça não começou quando ele entrou. Começou quando escolhi manter a janela aberta muito depois de compreender a natureza dele.
Há uma linha tênue entre esperança e teimosia. O problema é que quase sempre só percebemos quando já a atravessamos.
O vento é incrível e confuso. Eu sou confuso. Dizem que sou incrível. Problema mais que aparente.
Pessoas confusas machucam pessoas incríveis.