ENSAIO AVULSO
4 de julho de 2026 · 1 min de leitura

Como posso culpar o vento?

Como posso culpar o vento pela bagunça que fez, se fui eu quem abriu a janela?

Durante muito tempo acreditei que compreensão curava confusão. Que paciência transformava tempestades em abrigo. Que, um dia, o vento aprenderia a ser brisa.

Poderia acontecer.

Mas havia outra possibilidade. Fechar a janela.

Definitivamente, não posso culpar o vento. A bagunça não começou quando ele entrou. Começou quando escolhi manter a janela aberta muito depois de compreender a natureza dele.

Há uma linha tênue entre esperança e teimosia. O problema é que quase sempre só percebemos quando já a atravessamos.

O vento é incrível e confuso. Eu sou confuso. Dizem que sou incrível. Problema mais que aparente.

Pessoas confusas machucam pessoas incríveis.

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