ENSAIO AVULSO
7 de julho de 2026 · 1 min de leitura

Gente certa no lugar certo

Numa empresa, sempre existe mais trabalho para fazer do que gente para fazê-lo. Essa é a realidade da gestão.

Por causa dessa escassez, é comum vermos pessoas executando atividades nas quais não são especialistas e, muitas vezes, nem gostam de atuar.

O resultado é previsível. A execução dificilmente será excelente. Em alguns casos, pode até ficar abaixo da expectativa. E isso nem sempre acontece por falta de competência. Muitas vezes, acontece simplesmente porque a pessoa está desempenhando uma função para a qual não é a mais indicada.

O que um bom gestor faz diante disso? Gerencia as expectativas e decide, com muito cuidado, onde vale a pena improvisar. Porque, se você quer desempenho superior, precisa colocar a pessoa certa na atividade certa.

Pensa no Haaland. Ninguém avalia um centroavante pela capacidade de marcar o atacante adversário. Essa não é a função dele. A função dele é fazer gols. Ele toca poucas vezes na bola, mas, quando toca, faz exatamente aquilo em que é excepcional.

Na administração, nem sempre é possível colocar a pessoa ideal em cada atividade. A escassez obriga o improviso. O papel do gestor não é ignorar essa realidade. É decidir onde o improviso é aceitável e onde ele custa caro demais.

O problema não é improvisar. O problema é improvisar justamente onde a excelência faz diferença.

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