Sabe aquela conversa de criança?
“O meu é melhor que o teu.”
“Meu pai é mais forte.”
É curioso como esse comportamento continua aparecendo na vida adulta.
Muita gente tenta justificar o injustificável demonstrando um desprezo que, no fundo, é falso. Faz pouco caso daquilo que gostaria de ter, mas não tem. Seja por falta de capacidade, de recursos ou simplesmente de coragem.
Você vê isso o tempo todo.
“Nem gostei tanto assim.”
“Que exagerado.”
“No fim, nem é tudo isso.”
Quem não alcança, muitas vezes desvaloriza.
Esse é o desprezo defensivo. Não é uma opinião. É um mecanismo de defesa. Em vez de admitir a própria limitação, a pessoa reduz o valor daquilo que não consegue possuir.
O mais curioso é que existe uma atitude ainda mais infantil: dar importância a esse tipo de crítica.
O mundo sempre estará cheio de gente tentando fazer parecer pequeno aquilo que, no fundo, reconhece como grande.
Siga em frente. Não desperdice energia tentando convencer quem já decidiu desvalorizar.
O desprezo defensivo quase nunca fala sobre o objeto do desprezo. Fala sobre quem despreza.