Quando é a hora certa de chamar uma consultoria? Quando o time já tentou de tudo e, ainda assim, o problema continua lá. A meta não vem. A falha persiste.
Anos atrás, ajudei uma grande empresa do varejo a lidar com instabilidades no seu e-commerce. Faltavam poucos meses para a Black Friday. Em um dos períodos mais críticos do ano, os servidores precisavam ser reiniciados de hora em hora. Cada instabilidade ali não era só técnica. Era venda perdida. E o relógio não ajudava.
A raiz estava no código, que fazia alocações de memória de forma ineficiente e pressionava o GC. Até então, a saída vinha sendo colocar mais máquina. É o clássico: o que se economiza no código se paga na lata. Só que escala vertical custa caro e, pior, tem limite. Chega uma hora em que não escala mais. Só quebra mais caro.
A boa notícia é que sabíamos onde mexer. E esse tipo de situação se repete mais do que deveria. No fim das contas, muito problema “de infraestrutura” começa no código. Parece infraestrutura. Não é.
Consultoria, nesse contexto, não é sobre terceirizar responsabilidade. É sobre ganhar perspectiva quando o próprio sistema já ficou difícil de enxergar de dentro. Às vezes, o que falta não é esforço. É ângulo.