Joel 3 me faz pensar no juízo de Deus menos como punição e mais como uma reorganização da realidade. O profeta fala de injustiças muito concretas. Povos explorando outros povos, gente sendo tratada como mercadoria, estruturas construídas sobre violência. Em algum momento isso chega ao limite. Deus intervém e desmonta essas estruturas.
Lendo o final do livro, eu começo a entender melhor o começo. A crise dos gafanhotos, no primeiro capítulo, não precisa ser vista apenas como castigo direto de Deus. Parece mais um sinal de que algo saiu do equilíbrio. A natureza responde, a sociedade sente e o profeta chama o povo a voltar ao centro.
E esse centro é o conhecimento de Deus. É desse conhecimento que nascem verdade e misericórdia. Quando isso começa a acontecer, não muda só o coração das pessoas. As próprias estruturas da sociedade começam a se reorganizar.
A impressão que fica para mim é simples. O mundo perde o equilíbrio quando se afasta de Deus. E começa a recuperar esse equilíbrio quando volta a buscar o conhecimento de Deus. Quando isso acontece, a vida volta a florescer.