Há tempos venho trabalhando em um livro que chamo de Metamodelo para a Criação. Trata-se de uma metodologia autoral que busca organizar, dar linguagem e oferecer direção ao processo de criar, seja um projeto, um negócio, uma iniciativa intelectual ou uma transformação pessoal.
A versão atual desse trabalho está publicada online e evoluiu ao longo dos anos como um framework vivo. Agora, a intenção é reeditá-lo profundamente e prepará-lo para publicação impressa por uma grande editora. Este texto não é um anúncio editorial. É um registro honesto de onde este projeto está e para onde pretendo levá-lo.
Sempre me incomodou a forma como a criação costuma ser tratada. Ou é romantizada, como algo puramente intuitivo, ou reduzida a métodos mecânicos, descolados de sentido. O Metamodelo para a Criação nasce da tentativa de sustentar as duas coisas ao mesmo tempo: intenção e método, propósito e execução, significado e entrega.
A inspiração original dialoga com a narrativa de Gênesis, não como leitura dogmática, mas como arquétipo estrutural do criar. A partir daí, o modelo se organiza em etapas que ajudam a tornar explícito aquilo que, muitas vezes, permanece implícito nos processos criativos.
O núcleo conceitual do livro está estabelecido. O metamodelo se estrutura em etapas bem definidas, que abordam temas como propósito, conhecimento, método, indicadores, execução, governança e autonomia da criação. Essa base já foi aplicada, testada e refinada ao longo do tempo em contextos diversos.
Também está claro o que este livro não é. Ele não é um manual rápido, nem uma coleção de técnicas isoladas. É um livro para quem está disposto a pensar sobre o ato de criar com mais profundidade e responsabilidade.
Apesar da base sólida, o livro não está pronto. E não deveria estar.
Há capítulos que funcionam bem como textos independentes, mas ainda precisam ser integrados em uma narrativa contínua. Algumas transições conceituais carecem de maior clareza quando deslocadas do contexto web. A voz do texto precisa ser ajustada para leitura linear, no ritmo e na densidade que um livro impresso exige.
Este trabalho agora é menos sobre inventar coisas novas e mais sobre integrar, podar, reorganizar e amadurecer o que já existe.
O caminho à frente não é um cronograma rígido, mas um conjunto de direções em teste.
Reescrita editorial de capítulos centrais, com foco em clareza e fluidez.
Consolidação da estrutura do livro como obra fechada, não como framework aberto.
Testes de leitura com grupos reduzidos, buscando feedback qualitativo.
Preparação de uma proposta editorial consistente para submissão a grandes editoras.
Essas hipóteses podem mudar. O que permanece é a intenção.
O Metamodelo para a Criação dialoga diretamente com outros projetos meus ligados à produção intelectual, estratégia, tecnologia, liderança e sentido. Ele não nasce isolado. É parte de um ecossistema de ideias que se alimentam mutuamente.
Estado: escrita exploratória e consolidação editorial.
Direção imediata: transformar um framework vivo em um livro que se sustente por si só.
Publicar este projeto no formato impresso não é apenas uma decisão editorial. É um compromisso com a maturidade do pensamento, com o rigor da forma e com a responsabilidade de oferecer algo que possa acompanhar outras pessoas em seus próprios processos de criação.
Este texto marca o ponto em que este livro deixa de ser apenas um repositório de ideias e passa a ser, conscientemente, uma obra em gestação.
No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!
Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.