Sem dúvidas, um dos meus álbuns preferidos do Pink Floyd. E não apenas pela faixa-título. Shine On You Crazy Diamond é, por si só, a expressão máxima da psicodelia atravessada pela melancolia.
O álbum recebeu agora uma edição de aniversário muito ampliada. Registros ao vivo, primeiras gravações, ideias ainda em estado bruto. O que emerge é uma atmosfera poderosa, quase íntima, que inclui até uma versão de Shine On You Crazy Diamond com um suingado que já ouvi na banda, mas em outro momento, em Echoes.
A faixa Wish You Were Here aparece em outras três leituras. Um “Take 1”, em ritmo ligeiramente diferente, e uma versão instrumental com pedal steel, delicada, bonita, inesperada.
Outro destaque é “The Machine”, com a demo original de Roger Waters e uma versão revisada, já muito próxima do que viria a ser Welcome to the Machine.
Haveria muito mais a destacar. Muito mesmo. Mas este material não pede descrição excessiva. Pede escuta. Interação. Presença.
É a força criativa vista de perto. Observada pela fechadura. Work in progress. Experimentação.
Pink Floyd além do acabamento perfeito. Além do espetáculo. Além dos palcos cheios de apoio.
Ah, como eu gostaria que a banda continuasse aqui.