Vez ou outra, morre alguém que a gente ama. E fica a pergunta: viver desse jeito louco vale a pena? Quase sempre, acho que não.
Mas, no fim, a vida é assim mesmo.
Um acumulado de objetivos. Ponto A e ponto B. Um caminho entre os dois, cheio de obstáculos, ferramentas e um monte de coisa que a gente nem percebe.
A alegria vem de se aproximar do ponto B, não de chegar. Quando você chega, perde a referência. E aí tudo desmancha.
O mundo parece saber disso. Todo mundo pergunta para os pequenos o que querem ser quando crescer. Bombeiro. Médico. Professor. Feliz, quem sabe.
É assim que a gente se sente perdido. Quando não tem um objetivo. Se for o seu caso, define o teu ponto B. O próximo, depois outro.
Vai chegar um tempo em que não vai mais dar tempo. E talvez você perceba que o que sobrou já não serve pra chegar lá.
No fim, fica o que você escolheu ser, quando já não for mais nada além de lembrança.
O gozo está na jornada. Isso é dom de Deus.
Agora que você cresceu, deixa eu te perguntar: quem você quer ser quando morrer?