Nada atrasa mais a transformação digital de uma empresa do que uma área de TI tarefeira, que se limita a fazer o que o negócio pede.
Nada atrasa mais a carreira de um profissional de TI do que adotar essa mesma postura, vivendo de puxar tickets.
No curto prazo, isso até parece eficiência. Disfarça a falta de compromisso com o resultado. “Cada um no seu quadrado” vira justificativa.
Mas não existe atividade relevante em uma empresa que não dependa de TI. Ela está no centro de tudo, ajudando ou atrapalhando.
Quando a TI se torna tarefeira, abre mão do protagonismo no sucesso do negócio. Seus profissionais seguem o mesmo caminho: deixam de gerar impacto, tornam-se substituíveis e passam a ser tratados como restrição. Se não impulsiona o negócio, vira peso.
Em tempos de IA, isso fica ainda mais evidente. Quem só faz o que pedem passa a competir diretamente com a máquina. Pode até levar vantagem hoje, mas é questão de tempo. A máquina evolui e executa esse tipo de trabalho melhor do que nós, todos os dias, por uma fração do preço.
Uma TI estratégica, que de fato colabora com a transformação digital, trabalha de mãos dadas com as áreas de negócio. O profissional de TI que prospera é aquele que facilita e, quando possível, lidera esse movimento.
É sobre isso que tenho falado nas minhas consultorias e mentorias.