95% dos projetos relacionados à IA estão falhando. O MIT já disse que o problema não está na IA, mas na forma como os projetos estão sendo conduzidos. E eu concordo.
O fato é que muitas empresas não sabem conduzir bem projetos estruturantes. O resultado? Bilhões investidos, literalmente, em provas de conceito que, muitas vezes, não provam nada.
Qualquer projeto estruturante precisa começar respondendo a duas perguntas essenciais. A primeira é o que se quer alcançar: o propósito. A segunda é quais indicadores serão utilizados para demonstrar sucesso ou a falta dele. Assim, temos o Know-why. Só isso já serviria para dar “norte” aos projetos. É a tal “estratégia” que o MIT diz que as empresas não definem. Pelo menos, é a intencionalidade estratégica.
Depois, é necessário definir os conhecimentos necessários: Know-what e Know-how. Aqui, geralmente, é espaço de benchmarks e até consultorias. Eventualmente, esse conhecimento ajuda a afinar o propósito e, consequentemente, os indicadores. Antes tarde do que mais tarde.
Na sequência, é preciso estabelecer a estrutura necessária para conduzir a iniciativa e o método de trabalho. Estrutura garante continuidade. É o que sustenta a iniciativa no tempo. Só depois disso é que se deveria começar a “fazer alguma coisa”, no sentido de colocar para rodar. Para validar o conceito.
Durante a execução, é importante definir um modelo de governança. Governança não é sobre fazer, mas sobre garantir alinhamento. Como assegurar que as coisas continuem de pé ao longo do tempo, sem se descolar do propósito e dos indicadores que, a princípio, garantiram a verba para a iniciativa.
Por fim, é bom também estabelecer uma estratégia de encerramento (phase-out). Um ponto limítrofe que determina que o projeto estruturante foi concluído. Uma “acabativa”.
Enfim. Nada novo. Mas exige organização. Organização não é burocracia. É o que transforma intenção em resultado. Propósito orientando onde fazer, o que fazer e quem faz o quê.
95% dos projetos com IA estão falhando… e a culpa não é da IA.