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22/03/2026

Tem gente que acha que evolução em IA é trocar de modelo. Eu tenho visto outra coisa na prática.

A Márcia, minha agente de IA que opera no OpenClaw, acabou de passar por uma mudança importante de arquitetura.

Mas essa história não começa agora. Há tempos eu projetei um Knowledge Graph justamente para dar à Márcia uma memória semântica e relacional. A ideia sempre foi permitir que ela não só armazenasse informações, mas entendesse como as coisas se conectam. O que mudou agora foi a base tecnológica que sustenta isso.

Até então, esse grafo rodava em SQLite. Funcionava, mas era limitado. Relações diretas, consultas simples. Nada que realmente explorasse o potencial de um grafo.

Resolvi migrar tudo para o Neo4j.

O ganho não foi pequeno.

Com Cypher, a Márcia agora não olha só para relações diretas. Ela navega caminhos. Descobre conexões. Calcula o menor caminho entre entidades. Isso muda o tipo de pergunta que eu posso fazer.

Antes, eu perguntava: “essa pessoa tem relação comigo?”

Agora, eu consigo perguntar: “como essa pessoa se conecta comigo?”

E a resposta pode vir assim: ela trabalha em uma empresa que é cliente da Eximia. Uma relação indireta, mas relevante, passa a ser visível.

Outra mudança foi na forma de interação com o grafo.

O Neo4j traz uma interface visual que vira quase uma janela para dentro da cabeça da Márcia. Eu consigo ver as conexões, inspecionar relações, identificar inconsistências. E pedir ajustes.

“Márcia, essa relação aqui não está boa.”
Ela vai lá, corrige, escreve o Cypher e executa.

Eu não precisei aprender Cypher para fazer a migração. Quem fez foi ela. Migrou os dados do SQLite, estruturou o grafo, ajustou as relações. E continua evoluindo sob demanda.

No fim, o que muda não é só a tecnologia. É a semântica.

Quando você qualifica melhor as relações, dá nome certo para os vínculos, explicita conexões que antes estavam implícitas, o sistema passa a entender melhor o que representa. E isso aparece na qualidade das respostas.

Isso reforça uma conclusão que venho amadurecendo. Boa parte da eficiência de um agente de IA não está no modelo. Está no harness. Na arquitetura. Na forma como memória e contexto são organizados.

Trocar SQLite por Neo4j não foi só uma escolha técnica. Foi uma decisão arquitetural.

Foi uma mudança na forma de representar o mundo dentro do sistema. Saio de uma estrutura mais rígida, orientada a tabelas, para um modelo onde relações são de primeira classe. Isso muda como a informação é organizada, como ela é consultada e o tipo de raciocínio que o sistema consegue fazer.

E isso não é um detalhe isolado. É exatamente o tipo de decisão que separa um sistema que funciona de um sistema que realmente escala em capacidade e inteligência.

Esse tipo de escolha, de onde colocar complexidade e como estruturar memória e contexto, é o que eu venho trabalhando com profundidade na minha mentoria de arquitetura de software. Porque no fim do dia, arquitetura não é sobre tecnologia específica. É sobre fazer escolhas que ampliam ou limitam o que o sistema pode se tornar.

22/03/2026

Jonas 3 começa com Deus falando com Jonas pela segunda vez e dando a mesma missão: ir a Nínive e anunciar juízo. Desta vez, Jonas vai. A cidade era grande, e ele percorre parte dela proclamando uma mensagem simples: em quarenta dias, Nínive será destruída.

A reação é imediata. O povo acredita, proclama jejum e se veste de pano de saco. A notícia chega ao rei. Ele desce do trono, tira suas vestes, se cobre de pano de saco e se assenta em cinzas. Em seguida, decreta que todos devem jejuar, inclusive os animais, e que cada um abandone seus maus caminhos e a violência.

Não há garantia de perdão. O decreto é claro: “quem sabe Deus se volte”. Não existe apelo a mérito. Existe reconhecimento e mudança.

Esse é o ponto central. Não é discurso. É direção. O texto diz que Deus viu que se desviaram dos maus caminhos. Quando a causa é removida, o efeito deixa de fazer sentido.

O aviso não era ameaça. Era consequência anunciada.

E o desfecho muda.

Deus não muda. Mas muda o rumo de quem decide mudar de caminho.

21/03/2026

Jonas 2 acontece no lugar mais improvável possível, dentro do peixe. Depois de fugir, resistir e preferir o mar a obedecer, Jonas chega ao limite. Sem saída, sem controle, sem para onde ir. E é ali que ele ora.

A oração não é improvisada. Ele conhece as palavras, conhece Deus. Mas agora não é teoria, é reconhecimento. Ele descreve o fundo, o cerco, a sensação de morte e, no meio disso, reconhece que Deus está ali. Não como alguém ferido castigando, mas como quem conduz a situação.

Jonas entende que não está só colhendo o que plantou. Está sendo tratado. Deus está lidando com ele. E algo muda. No capítulo 1 ele resistia, aqui ele cede. Não resolve tudo, não se torna outro homem de uma vez, mas para de fugir por dentro.

Quando diz que voltou a olhar para o templo, não está falando de lugar, mas de direção. Ele se volta novamente para Deus. E, no meio da oração, surge uma frase que expõe mais do que parece: quem se apega a ídolos abandona a misericórdia. Jonas está falando de si. Ao se apegar à própria vontade, ele rejeitou a misericórdia que Deus queria demonstrar. Quis decidir quem merece e quem não merece e, com isso, se afastou daquilo que dizia conhecer.

O voto que ele faz não é chegada, é começo. Não é transformação completa, é reposicionamento. Ele para de resistir. E então o cenário muda. Não por um mecanismo automático, mas porque Deus conduz o processo. Quando Jonas cede, Deus encerra aquela etapa. O peixe, que parecia fim, era meio. Antes de cumprir a missão, Jonas precisava lidar com o próprio coração.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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