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17/03/2026

Tem gente que confunde comportamento esperado de IA com alucinação. Isso explica por que gente bem-intencionada está falhando ao usar IA. A culpa não é da tecnologia, mas da falta de arquitetura. Explico.

Estocástico e determinístico são dois conceitos fundamentais quando se está projetando comportamentos para agentes de IA.

Determinístico é quando, dadas as mesmas entradas, você sempre tem a mesma saída. Não tem surpresa. É previsível, repetível, confiável. Já o estocástico trabalha com probabilidades. Existe método, mas há variação. Você pode chegar em respostas diferentes a partir do mesmo ponto.

Deixa eu te dar um exemplo bem prático, do meu dia a dia.

Outro dia, estava ajustando a Márcia, minha agente de IA, para produzir relatórios semanais de desempenho da minha empresa de consultoria. A ideia era simples: recuperar no nosso sistema de apontamentos quem trabalhou, quando e para quem, e colocar lado a lado os dados da última semana com os da semana anterior.

Uma tabela com todos os consultores, horas na última semana, na anterior e a diferença. Outra com todos os clientes, também com comparativo de horas. Tudo em ordem alfabética, com as cinco maiores variações destacadas em negrito. Nada disso exige interpretação. Tudo isso é determinístico.

A partir daí entra outra camada. Eu queria uma análise crítica, como a de um gestor, olhando para os números e apontando o que parece certo e onde há sinais de problema. Será que tem gente que esqueceu de apontar horas? Será que tem clientes que estão esfriando? Aqui já não existe uma única resposta correta. Essa é a parte estocástica.

E é aqui que muita gente erra. Usa uma LLM, que é estocástica, para fazer trabalho determinístico. Espera que ela consulte dados e monte tabelas sempre do mesmo jeito, sem variação. Não funciona. Uma semana ela faz exatamente o que você quer, na outra “inventa”.

Isso não é alucinação. É comportamento esperado.

Se é determinístico, use código. Programas e scripts. E sim, você pode usar IA para escrevê-los. Se exige julgamento, interpretação ou leitura de contexto, aí sim use LLM. Misturar isso sem critério é pedir problema.

Quando eu peço para a Márcia se preparar para gerar esses relatórios, ela monta bem o setup. Até porque eu deixo os critérios claros. Mesmo assim, às vezes ela erra. E o motivo é simples: meus critérios são determinísticos; ela é estocástica. Eu sempre reviso, mas são poucas interações.

E tem mais um ponto importante. Código, por ser determinístico, custa menos para executar do que prompts. Isso também precisa entrar na conta.

Na prática, isso vira um pipeline bem simples.

Um cron dispara o processo toda semana. Scripts, que eu escrevi com ajuda de IA, consultam os sistemas e levantam os dados. Esses mesmos scripts já montam o esqueleto do documento, com as tabelas exatamente do jeito que eu gosto, e deixam marcados os pontos onde entram as análises.

Aí entram as LLMs. Elas recebem os dados e escrevem as análises. Depois disso, outros scripts incorporam esses trechos no documento final. Antes de seguir, eu ainda rodo um lint para garantir que tudo respeita a estrutura esperada. Se algo saiu do lugar, eu volto até o ponto que quebrou e ajusto.

Quando o lint passa, acabou. O documento está pronto. Converto de Markdown para Google Docs e envio para quem precisa ler o resumo. Tudo isso, de novo, é determinístico.

No fim, isso não é sobre IA. É sobre arquitetura. Quem não separa bem o que é determinístico do que é estocástico acaba culpando a IA por um erro que, na verdade, é de projeto. E não é falta de ferramenta. É falta de arquitetura.

É exatamente esse tipo de problema que eu resolvo nas minhas consultorias e na minha mentoria.

17/03/2026

Amós 8 começa com uma imagem simples: um cesto de frutos maduros. À primeira vista, parece algo positivo. Mas o próprio texto explica o sentido. Chegou o fim para Israel. O fruto não está apenas maduro. Está no limite. Prestes a se perder.

Essa imagem mostra um processo. A injustiça não surge de repente. Ela cresce, se organiza e vira parte da vida da sociedade. Até chegar ao ponto em que o que parecia maturidade começa a se deteriorar. O auge sem Deus não é crescimento. É o começo do fim.

O capítulo volta então para a vida concreta. Comerciantes manipulam medidas, aumentam preços e exploram os pobres. Até o sábado passa a ser visto como obstáculo. O tempo dedicado a Deus deixa de ser referência e vira interrupção. O lucro ocupa o centro, e a ética se ajusta a ele.

Depois aparece uma das imagens mais fortes do texto. Virá uma fome, não de pão, mas de ouvir a palavra de Deus. O povo vai buscar orientação e não vai encontrar. Depois de ignorar a verdade por tanto tempo, chega um momento em que ela já não está disponível. A sociedade precisa de direção, mas já não sabe onde encontrar.

Sem essa referência, algo inevitável acontece. As pessoas continuam acreditando, mas em coisas erradas. A verdade se distorce. E isso aparece na prática. A falta de misericórdia fica evidente. A forma como as pessoas se tratam mostra o estado real da sociedade.

A mensagem é direta. Quando a vida se afasta de Deus, o que parece estabilidade já é sinal de esgotamento. O fruto amadurece, mas não permanece. Sem a referência correta, a maturidade vira deterioração.

16/03/2026

Outro dia, assistindo uns videozinhos por distração, encontrei um que quase destruiu uma das melhores memórias da minha infância.

Um homem cantava, em pulmões fortes, as primeiras frases da música que abre O Rei Leão. Aquela mesma abertura que a gente cresceu ouvindo como se fosse um mantra africano cheio de mistério, espiritualidade e sabedoria ancestral.

Ele começou cantando a letra original, em zulu:

“Nants ingonyama bagithi baba
Sithi uhm ingonyama
Ingonyama”

E então explicou a tradução aproximada:

“Olha o leão chegando aí, pai…
Sim, é um leão…
Um leão.”

Só isso.

Nada de revelações profundas sobre os ciclos da vida ou sobre a ordem cósmica da savana. É basicamente alguém anunciando para quem está por perto:

“Gente, presta atenção. Tem um leão vindo.”

Alguns vídeos até traduzem de um jeito ainda mais direto, quase cotidiano:

“Olha o leão, meu Deus, um leão! Corre, rapaz!”

E pronto. Em poucos segundos você percebe que aquele canto que parecia uma invocação ancestral também pode ser entendido como a versão musical de alguém avisando a vizinhança:

“Ó o leão passando aí!”

Me indignei. Me senti enganado. Espalhei para mais gente. Mais gente indignada.

Daí eu fiz o que deveria ter feito desde o começo. Fui pesquisar.

E aí descobri que a história é um pouco mais interessante.

A frase “Nants ingonyama bagithi baba” realmente significa algo como “olha o leão aí, pai”. Mas não no sentido banal que a internet gosta de sugerir. Na cultura zulu, chamar alguém de “pai” também é uma forma de respeito, de chamar a atenção de alguém mais velho ou de alguém com autoridade.

E o leão ali não é simplesmente um leão qualquer.

É o leão que chega para assumir o lugar de rei.

Ou seja, o cantor não está só gritando que tem um leão vindo. Ele está anunciando a chegada de um rei. Está chamando os outros para testemunhar isso.

De certa forma, a cena que a Disney construiu no filme está perfeitamente alinhada com o espírito da letra.

Então não, minha infância não foi destruída.

No máximo, ganhou uma camada nova.

E essa pequena história também deixa uma lição curiosa. A forma mais eficiente de mentir muitas vezes é contar uma verdade. Não uma mentira descarada, mas um pedaço correto da história, apresentado de um jeito que leva à conclusão errada. Metade da verdade, quando o resto é omitido, pode virar uma mentira completa.

Isso talvez seja mais relevante hoje do que nunca. Porque nunca foi tão fácil pegar um fragmento verdadeiro, embalar bem, e fazer parecer que ele explica toda a realidade. Muitas vezes o problema não é o que foi dito. É tudo aquilo que ficou de fora.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

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