Oseias 7 descreve Israel instável. Reis são derrubados, conspirações fervem como forno aceso, alianças são feitas com Assíria e Egito na tentativa de sobreviver. Muito movimento. Muita articulação. Mas pouca maturidade.
A metáfora do “bolo não virado” explica tudo. Assado de um lado, cru do outro. Parece pronto, mas não está. Cresce por fora, mas é fraco por dentro. A ilusão é achar que isso basta.
Quando a base está comprometida, a falsa segurança inevitavelmente falha. Foi assim com Israel. É sempre assim.
Oseias alertou. Mudanças externas são frágeis. Para mudar de verdade, Israel precisava humildade. Humildade para admitir desgaste. Humildade para rever o fundamento antes que a aparência de força desmoronasse e revelasse um interior despreparado. Não teve. E acabou no exílio.
O que eu aprendi? Dá para crescer por fora e estar cru por dentro. Dá para confundir influência com maturidade. Dá para achar que movimento é transformação.
O capítulo me chama a parar antes de correr para a próxima saída. Antes de buscar outra estratégia, revisar o centro. Porque prontidão é diferente de parecer pronto.