Oseias 4 é uma virada no livro. A metáfora do casamento sai de cena e entra uma acusação direta. O diagnóstico é simples: falta verdade, falta misericórdia, falta conhecimento de Deus.
E “conhecimento” aqui não é saber teoria. É ter Deus como referência. É o ponto de apoio que permite enxergar a vida com clareza e sustentar a ética quando ela custa caro.
Quando essa referência é rejeitada, a forma de ver a realidade muda. E, junto, a forma de viver muda também. A verdade deixa de ser algo firme e vira ferramenta. A misericórdia deixa de ser compromisso e vira conveniência. O texto não fala só de pecados individuais. Ele mostra uma sociedade se desfazendo: mentira, violência, quebra de confiança, relações rompidas. Até a terra sofre.
O problema começa no jeito de pensar e termina no jeito de viver. Não é apenas castigo vindo de fora. É uma destruição que nasce de dentro, quando se perde o fundamento que organiza percepção e conduta.
Oseias 4 também aponta um caminho: voltar a buscar o conhecimento de Deus de forma real e prática, como relacionamento. Recuperar o alicerce que sustenta verdade e misericórdia. Se a queda começou na mente, a reconstrução começa ali também.