Aqui estão os versículos onde Beelzebub é citado explicitamente.
2 Reis 1:2–3
“Caiu Acazias pelas grades do seu quarto alto, em Samaria, e adoeceu; então enviou mensageiros e disse-lhes: Ide, consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.
Mas o anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Levanta-te, sobe ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para que vades consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?”
Aqui, Baal-Zebube aparece como ídolo estrangeiro, associado à negação da confiança em Deus. O nome já carrega tom irônico e depreciativo.
Evangelho de Mateus 12:24
“Mas os fariseus, ouvindo isso, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Beelzebub, príncipe dos demônios.”
Evangelho de Marcos 3:22
“E os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Está possesso de Beelzebub; e é pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.”
Evangelho de Lucas 11:15
“Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Beelzebub, príncipe dos demônios.”
Resposta de Jesus – Lucas 11:17–18
“Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e casa dividida contra casa cairá.
Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino?”
Leitura sintética
Na Bíblia, Beelzebub não age, não fala, não lidera narrativas. Ele aparece sempre como acusação, rótulo, nome dado ao que se julga impuro ou ilegítimo. É o “príncipe” não do poder criador, mas do que se aproveita da desordem.
É exatamente por isso que Golding acerta tão fundo ao escolhê-lo como símbolo. Beelzebub não entra em cena para causar o mal. Ele surge quando alguém precisa dar nome ao que já deu errado