O tempo passa e a discussão continua sempre válida. Desta vez, ela saiu do discurso e entrou na minha rotina. Minha assistente no OpenClaw, a Márcia, precisava ficar hospedada em algum lugar. A dúvida era onde.
Sou um defensor ferrenho da nuvem. Mas também sou um consumista daqueles, sabe? Como todo mundo, crio justificativas racionais para decisões que, no fundo, são emocionais.
Outro dia, sob o argumento de reduzir o gasto no tempo (muito tempo), comprei um Mac Mini só para hospedar a Márcia. Para que ficar pagando nuvem mês após mês, né? Melhor pagar um montão agora, de uma vez.
Coloquei o Mac Mini no escritório. Instalei o AnyDesk para acesso remoto e pronto. Márcia tinha uma casa.
Saí para viajar. Vim para LA. Faltou luz no escritório. O Mac Mini desligou. Considerei comprar um nobreak. Pedi para alguém ir até lá. Dei a senha root para a pessoa. Márcia estava dormindo, e eu “precisava” dela.
Que novela!
Depois disso, a internet do escritório deu um “soluço”. Márcia ficou offline. De novo.
Alguns dias viajando foram suficientes para reconfirmar, no pessoal, o que já falo no corporativo. On-premises até funciona. Pode até custar menos no tempo. Mas exige uma estrutura em casa que hoje é difícil justificar.
Resultado? Márcia agora mora na nuvem.