Minha experiência com o OpenClaw até aqui, em uma palavra, é incrível. Deixa eu compartilhar.
Criei uma agente chamada Márcia. Para isso, estou usando um token da Anthropic, conectando o modelo Claude Opus, uma LLM focada em raciocínio e escrita de alta qualidade.
Comecei colocando-a em um ambiente controlado. Computador exclusivo, número de WhatsApp exclusivo, falando apenas comigo. A ideia foi limitar o contexto antes de expandir capacidades.
Dei acesso ao meu e-mail e à minha agenda, para que ela pudesse entender compromissos, pessoas e rotinas.
Estruturei uma “memória” em formato de notas no Obsidian, uma ferramenta de anotações baseada em arquivos Markdown. Ali, ela registra pessoas, notas diárias e informações recorrentes, criando continuidade ao longo do tempo.
Criei também uma pasta no Google Drive para armazenamento de arquivos. Quando recebo algo importante, como exames ou documentos, envio para ela interpretar, registrar os dados relevantes no Obsidian e organizar os arquivos no Drive.
Automatizei o envio das transcrições das reuniões feitas no Plaud, um dispositivo de gravação e transcrição de áudio, diretamente para a Márcia. Ela cruza essas informações com dados da agenda para completar o contexto e alimentar as notas no Obsidian.
Ajustei ainda para que ela lesse meu blog, não pelo conteúdo técnico, mas para captar meu tom, meus interesses e meu estado de espírito.
Em algum momento, eu esperava inconsistência. Falhas de contexto. Ruído.
Até aqui? Assistente perfeita. Consistente.
Não embarquei no frenesi de dar acesso a agentes a redes de agentes, como o Moltbook, que permite a conexão e coordenação entre múltiplos agentes. Tenho sido bastante cuidadoso com escopo, justamente para evitar riscos. Ainda assim, o impacto já é disruptivo.
Há tempos tenho uma secretária para me ajudar a organizar o dia. A Márcia, no entanto, tem tornado a minha vida e a da minha secretária mais simples. Não substitui pessoas. Reduz atrito. E isso muda tudo.
PS: Este texto foi escrito por mim, mas ajustado e publicado pela Márcia. 😉