E não é que o jQuery ainda não morreu?
Para quem não é da área, o jQuery é como um kit de ferramentas que ajudou a construir boa parte da internet que usamos hoje. Coisas simples, como clicar num botão e abrir um menu ou validar um formulário, eram feitas com ele. Por muitos anos, ele foi o padrão.
O curioso é que ele passou quase dez anos sem uma grande atualização. Muita gente já tratava como peça de museu. Até que chega a versão 4.0.0 com um recado claro: “eu já fui moda, agora sou estrutura”.
Não é que ele voltou a ser novidade. As construções modernas usam tecnologias diferentes. A versão 4.0.0 não está tentando competir com o novo. Ela está cuidando do que já existe.
E o que já existe é gigantesco.
Essa atualização serve para limpar a casa. Tira o que não serve mais, deixa o sistema mais leve e avisa que os prédios construídos com ele vão continuar de pé.
Aqui está o ponto que vale para qualquer negócio. Existe uma diferença enorme entre o que é novidade e o que é base instalada.
Uma parte enorme da internet roda com essa tecnologia. Sistemas de empresas, sites antigos, lojas virtuais que faturam milhões. Não porque alguém escolheria usar isso para começar um projeto hoje. Mas porque o projeto já existe.
Derrubar tudo e fazer de novo tem custo. É caro e arriscado. Para a operação e cria problema onde não tinha. Às vezes, a decisão mais inteligente não é modernizar tudo. É manter o que funciona.
A imortalidade dele vem daí. Não da inovação, mas da realidade. Ele já foi a estrela do show. Agora é alicerce. E alicerce não precisa brilhar. Precisa aguentar peso.