Jonas 4 começa com um contraste forte. A cidade se arrepende, Deus não traz o juízo, e Jonas se irrita. Ele ora, mas não em arrependimento. Reclama e diz que sabia que Deus é misericordioso, compassivo e tardio em irar-se. Foi por isso que fugiu. O problema não é desconhecimento, é discordância. Jonas não ignora Deus, ele resiste ao que sabe sobre Ele.
Ele queria justiça, mas do jeito dele. Esperava que Deus punisse quem ele julgava merecer. Quando isso não acontece, prefere morrer. Deus responde com uma pergunta simples: “É razoável essa tua ira?”. Jonas não responde. Sai da cidade e fica esperando.
Então Deus faz crescer uma planta para dar sombra. Jonas se alegra. No dia seguinte, a planta morre, o calor aperta e ele volta a desejar a morte. Uma cidade inteira é poupada e Jonas não se move. Uma planta resolve o desconforto dele e isso muda tudo.
Deus expõe a incoerência. Jonas se compadece de algo pequeno, temporário e que o beneficia, mas não aceita que Deus tenha compaixão de uma cidade cheia de pessoas.
E então vem a pergunta final, em essência: “Você se importa com uma planta… e eu não deveria me importar com uma cidade inteira?”
O texto termina assim. Sem resposta. A pergunta não fica para Jonas. Fica para quem lê.