Difícil não confundir com utilidade.
Mas identidade não deveria ser sobre o que você faz, e sim sobre quem você é.
“Quem é você? Quem sou eu?”
É diferente de “O que você faz? O que eu faço?”.
A resposta, portanto, não deveria ser a mesma. Mas qual é?
Se eu sou a minha utilidade, o que serei quando já não servir para mais nada?
Conhecer minha identidade me exige confrontar a minha inutilidade.
Pois bem. Identidade, então, é sobre quem eu serei no meu último suspiro.
Não é estado. É direção.
Eu sou a tentativa de me tornar aquilo que quero ser quando morrer.
Quando já não servirei para mais nada. Além de saudade.