Para explicar como eu penso sobre indicadores no dia a dia da organização, seja na Eximia, seja nos nossos clientes, tenho recorrido com alguma frequência à analogia do carro.
O meu carro faz isso. Tenho certeza de que o seu também. Ele tem centenas, talvez até milhares de sensores coletando informações continuamente. Eu não preciso acompanhar nada disso. Mas, se algo dá errado, ou sai do intervalo aceitável, uma luz acende no painel. Aí, um bom scanner entra em cena, coleta os dados e aponta o que merece atenção.
É essa lógica que, para mim, deveria aparecer nas empresas, principalmente em tempos de “gestão baseada em dados”. Coletar dados de forma ampla e ter mecanismos observando esses sinais. Quando algo foge do esperado, acender uma “luz no painel” que direcione a atenção para o que importa. Ao mesmo tempo, garantir que esses dados estejam sempre disponíveis para análise mais profunda.
Um exemplo concreto que vale observar, na EximiaCo, são os apontamentos de horas dos consultores. Temos um mecanismo que atua como esse “scanner”, acompanhando esses lançamentos continuamente. Ele identifica quando alguém esqueceu de registrar horas, quando a documentação não está adequada ou quando simplesmente deixou para depois e não voltou mais.
Nesses casos, um alerta automático é disparado. Primeiro para os próprios envolvidos. Se necessário, isso escala para outros níveis.
Isso, por si só, não resolve. Mas, sem isso, você nem sabe que tem um problema.