Ezequiel 46 segue falando de como será a reconstrução do templo, mas agora trata da nova rotina e da relação com o poder. É um capítulo sobre dinâmica.
As portas que se abrem e se fecham ensinam que há momento certo para cada coisa. É importante organizar o tempo, criar hábitos e respeitá-los. Isso dá solidez a qualquer relação. E Deus espera uma relação sólida.
O capítulo também reorganiza o poder. O príncipe é o mais limitado de todos. Quanto maior a autoridade, maior a responsabilidade. O líder serve e esse é o seu privilégio. O texto não aposta na boa intenção do governante. Ele impõe limites claros para impedir a repetição dos abusos que levaram ao colapso.
A regra de entrar por uma porta e sair por outra indica que o culto não é retorno, mas deslocamento. O encontro com Deus não permite retrocesso. A vida não volta ao ponto anterior. O tempo só avança. A fé verdadeira produz mudança de direção, não repetição de experiência.
O capítulo termina tratando do preparo das ofertas. O que sustenta o culto não é o momento visível, mas o trabalho invisível. O que não aparece não é menos santo. Sem ordem no bastidor, o rito se esvazia.
Ezequiel 46 ensina que a reconstrução passa por rotina, disciplina e limites ao poder. Cuidar do que há dentro exige o mesmo rigor que organizar o que há fora. O tempo avança. A restauração do templo depende de aprender a habitá-lo com responsabilidade.
Local: Los Angeles