Daniel 11 é uma das profecias mais detalhadas e precisas da Bíblia. Por isso mesmo, há quem considere que o texto tenha sido escrito depois dos acontecimentos, como uma releitura histórica apresentada em forma de profecia. Outros sustentam que se trata de revelação antecipada, mostrando que Deus já conhecia e conduzia os fatos.
O capítulo começa no período persa e avança até a conquista de Alexandre, o Grande. Após sua morte, o império é dividido entre seus generais. A partir daí surgem dois blocos principais: o reino do Norte, ligado à Síria selêucida, e o reino do Sul, ligado ao Egito ptolomaico. Israel fica entre esses dois poderes e sofre as consequências das guerras sucessivas.
O texto descreve alianças políticas, casamentos estratégicos e traições. A Palestina, chamada de “terra gloriosa”, passa de mão em mão. O povo judeu, mesmo após o retorno do exílio, continua sob domínio estrangeiro, vivendo instabilidade constante.
O ponto culminante é a figura de Antíoco IV Epifânio. Ele assume o poder por intriga, impõe costumes gregos, profana o templo e persegue os fiéis. O conflito deixa de ser apenas militar e se torna religioso. Nesse cenário surgem aqueles que “conhecem seu Deus” e resistem, mesmo diante de perseguição e morte.