Céu e inferno não começam depois. Começam agora. Não como lugares, mas como estados internos. Já percebeu como duas pessoas podem viver a mesma situação e, ainda assim, estar em lugares completamente diferentes por dentro, no exato mesmo instante?
O que aconteceu importa. Há consequências, marcas e limites que não desaparecem por vontade. Mas nada disso decide tudo. A pergunta que pesa é sempre presente. O que eu faço com isso agora? Onde meu coração se posiciona neste momento, diante do que é real e incontornável?
Às vezes nada muda fora, mas algo se desalinha por dentro e o peso cresce. Outras vezes, o cenário é duro, mas há uma mudança silenciosa na direção interior, e o fardo já não é o mesmo. Não porque a vida ficou fácil, mas porque a resposta mudou.
No fim, tudo se concentra no agora. Não no passado que explica, nem no futuro que promete. No instante presente, onde a direção é escolhida. Céu e inferno nascem aí, no modo como respondemos ao que está diante de nós. Agora.