Um novo paradigma para arquitetura de soluções.
A Márcia é minha assistente virtual, construída sobre a plataforma do OpenClaw. Ela não é apenas um bot com LLM. É resultado de uma arquitetura de soluções sofisticada, autoajustável, composta por camadas que cooperam entre si e podem evoluir de forma independente. É a implementação concreta de uma arquitetura de software de referência, bem estruturada e orientada à expansão.
De um lado, dispositivos de interação. WhatsApp, Telegram. São as portas de entrada da minha intenção. É por ali que descrevo necessidades em linguagem natural.
No centro, um núcleo de orquestração com a LLM como motor de raciocínio, interpretando contexto, tomando decisões e coordenando fluxos. Sustentando tudo, memória estruturada, arquivos persistentes, histórico, RAG para acesso ampliado a dados.
Do outro lado, ferramentas. Capacidade de escrever scripts, interagir com o ambiente, pesquisar na internet, salvar artefatos em repositórios, gerar documentos.
Nada disso, isoladamente, é revolucionário. O diferencial está na composição. Componentes pequenos, especializados, conectados por contexto. A força não está em cada peça, mas na interação entre elas. Comunicação, memória, orquestração e ação formando um ecossistema coeso. É essa malha que constitui a Márcia.
Se quero um novo canal, adapto uma interface. Posso integrar Slack sem reescrever o sistema. Se preciso de uma nova capacidade, adiciono uma ferramenta. Foi assim ao conectar a escrita direta no Google Docs. Antes, os artefatos iam para o GitHub. Bastou integrar um novo dispositivo de saída e a arquitetura absorveu a mudança sem ruptura estrutural. O mesmo fluxo, novas possibilidades.
O ponto mais interessante é que a própria seleção e configuração de novos componentes pode ser automatizada. A LLM identifica lacunas, sugere extensões e controla o terminal para instalar dependências e ajustar arquivos de configuração. A arquitetura não apenas executa. Ela participa da própria expansão.
Isso altera a noção clássica de arquitetura de solução. O objetivo sempre foi evoluir sistemas com segurança e coerência. O que mudou foi o meio. Agora, a própria arquitetura contém mecanismos para se adaptar, estender e se reorganizar.