Quando penso que sou entusiasta de tecnologia, que levo as coisas ao limite, sempre aparece um amigo para provar que ainda tem gente mais doida.
Olha só. O cara configurou o Clawdbot (Moltbot) como assistente pessoal. Número de celular dedicado, acesso à agenda, aos emails, às memórias organizadas no Obsidian, uma máquina só para isso. Até aqui, tudo coisa que eu também fiz. Mas ele resolveu ir um pouco além.
Pediu para a assistente entrar em contato com o consultório do médico. A agente mandou mensagem, se apresentou, pediu opções de horário, bateu com a agenda e marcou a consulta. Incrível. Fico me perguntando se o pessoal do consultório percebeu que estava falando com uma IA, e não com uma pessoa.
Mais tarde, no mesmo dia, veio um pedido mais difícil. Ele queria informações sobre um carro em uma concessionária. A agente pesquisou na internet, usou o Perplexity para entender melhor o modelo, acessou o site da concessionária e quase usou o formulário de contato. Quase. O formulário pedia CPF. Ela achou invasivo demais, recuou, avisou o amigo e decidiu mandar um email. E mandou.
Depois a concessionária respondeu. A agente viu rápido e mandou uma mensagem no WhatsApp para o meu amigo contando como estava o andamento.
Meu amigo, empolgado, já está cheio de ideias meio malucas. Está pensando até em usar Open Finance para dar acesso às próprias contas. Temerário? Visionário? Não sei.
Até para mim, essas coisas de “agência” parecem estar chegando rápido demais.