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15/05/2026

Mateus 17 começa com a transfiguração. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João e, diante deles, revela sua glória. O monte possui forte simbolismo bíblico como lugar de revelação divina. O verbo usado para “transfigurar” indica que Cristo não recebe glória naquele momento, mas torna visível uma glória que já lhe pertencia. O rosto resplandecente e as vestes brilhantes ecoam manifestações divinas do Antigo Testamento e conectam Jesus diretamente à presença de Deus.

Moisés e Elias aparecem ao lado de Cristo. A leitura mais comum é que representem a Lei e os Profetas. Toda a revelação anterior de Israel converge naquele momento. A voz do Pai reforça isso quando declara: “Este é meu Filho amado; a ele ouvi.” O detalhe é importante porque coloca Cristo acima até mesmo das maiores referências espirituais da tradição judaica. Pedro sugere construir tendas, provavelmente em referência à Festa dos Tabernáculos e à ideia da presença divina habitando entre os homens.

Logo depois, Mateus muda completamente o cenário. O texto sai da glória do monte e desce imediatamente para sofrimento e incapacidade humana. Um pai procura ajuda para o filho endemoninhado, mas os discípulos fracassam. O contraste parece intencional. A revelação da identidade divina de Cristo não elimina imediatamente a realidade do sofrimento humano nem resolve automaticamente a limitação espiritual dos discípulos.

Então Jesus fala sobre fé. E o ponto da comparação com o grão de mostarda não parece ser intensidade emocional, mas confiança genuína. No contexto judaico, o grão de mostarda era usado como imagem de algo extremamente pequeno. A ideia parece ser que fé verdadeira, ainda que pequena, participa do poder de Deus. A imagem de “mover montanhas” provavelmente funciona como metáfora para obstáculos aparentemente impossíveis.

O capítulo termina com novo anúncio da morte de Cristo e com a cena do imposto do templo pago através da moeda encontrada no peixe. Jesus afirma que os filhos são livres, indicando autoridade superior ao próprio templo, mas ainda assim escolhe pagar para evitar escândalo desnecessário. A cena final reúne autoridade divina, provisão sobrenatural e humildade prática. Talvez Mateus 17 mostre exatamente isso: a glória de Cristo é real, mas ela não afasta imediatamente o sofrimento, a limitação humana nem a necessidade constante de fé.

14/05/2026

Tenho observado cada vez mais a importância da inteligência emocional dentro e fora das empresas. Porque, no fim, boa parte dos problemas humanos não nasce de falta de capacidade técnica, mas de reações emocionais mal processadas. Relações se desgastam, decisões são tomadas no impulso, conflitos escalam desnecessariamente e ambientes inteiros acabam contaminados por ansiedade, ego, medo ou raiva. Talvez por isso esse seja um tema tão atual. Não porque as emoções tenham se tornado mais fortes, mas porque o mundo ficou rápido demais para gente emocionalmente despreparada.

Inteligência emocional talvez tenha menos relação com “controlar emoções” e mais relação com perceber quando elas assumiram o controle.

Existe um conceito interessante na neurociência chamado “sequestro da amígdala”. A ideia é relativamente simples. A amígdala cerebral é uma estrutura ligada a respostas emocionais rápidas, especialmente medo, raiva, ameaça e sobrevivência.

O problema é que ela reage antes da racionalidade conseguir organizar a situação por completo.

Talvez por isso existam momentos em que alguém responde sem pensar, explode, trava ou toma decisões que depois nem consegue explicar direito. Quando percebe, já falou. Já fez. Já reagiu.

Como se a emoção tivesse tomado o volante por alguns minutos.

E talvez inteligência emocional tenha muito mais relação com criar espaço entre estímulo e resposta do que com virar uma pessoa fria ou “zen”.

Porque não se trata de deixar de sentir. Trata-se de perceber o que está acontecendo dentro de si antes que aquilo passe a conduzir completamente o comportamento.

No fundo, talvez maturidade emocional seja isso: conseguir observar a própria raiva antes dela virar ação. Conseguir perceber medo antes dele virar fuga. Conseguir notar orgulho antes dele virar arrogância.

Poucos segundos de consciência podem evitar consequências que durariam anos.

14/05/2026

Mateus 16 começa com fariseus e saduceus pedindo sinais para Jesus. E isso é curioso porque sinais não faltavam. Milagres já haviam acontecido diante deles inúmeras vezes. O problema não parecia ausência de evidência. Parecia incapacidade de perceber aquilo que estava diante deles.

Talvez por isso Jesus fale sobre interpretar os sinais dos tempos e logo depois alerte os discípulos sobre o “fermento” dos fariseus.

A imagem do fermento é forte porque fermento age silenciosamente. Pequeno no início, mas capaz de contaminar toda a massa. E talvez certas formas erradas de enxergar o mundo funcionem exatamente assim. Elas moldam lentamente percepção, prioridades e até a forma como alguém entende Deus.

Pouco depois acontece a famosa declaração de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Cristo significa ungido em grego. Assim como Messias, em hebraico. Ambos apontam para a ideia de realeza.

Pedro finalmente reconhece quem está diante dele. Não apenas um mestre, profeta ou operador de milagres. O Filho do Deus Vivo.

Mas o capítulo faz questão de mostrar algo importante: reconhecer Cristo não significa compreendê-lo plenamente.

Porque logo depois Jesus começa a falar sobre sofrimento, rejeição e morte. E Pedro imediatamente tenta impedir aquilo. O mesmo homem que acabara de reconhecer Cristo torna-se incapaz de aceitar o caminho que Cristo deveria percorrer. Talvez porque ainda estivesse preso à expectativa de um Messias triunfante segundo a lógica humana de poder, vitória e glória aparente.

E então vem uma das falas mais duras do evangelho: “Para trás de mim, Satanás.”

A frase é extrema. Pedro reconhecia corretamente quem Cristo era, mas ainda interpretava sua missão a partir dos valores do mundo. E talvez seja exatamente isso que Mateus 16 confronte o tempo inteiro: a tendência humana de querer um Deus alinhado às próprias expectativas.

No fim do capítulo, Jesus fala sobre tomar a cruz, perder a vida para encontrá-la e sobre o perigo de ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma. Hoje a cruz virou símbolo religioso comum, mas naquele contexto ela significava humilhação, sofrimento e morte pública. O texto desmonta completamente a ideia de um caminho baseado apenas em triunfo, conforto e reconhecimento.

Talvez reconhecer Cristo nunca tenha sido apenas descobrir quem ele é. Talvez seja também aceitar o caminho pelo qual ele escolheu se revelar.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

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Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

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Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

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Feedback 360 Graus para Autoavaliação

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Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

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Análise de Tendências para Previsão de Mercado

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Design Thinking para Inovação Pessoal

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Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

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Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

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Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

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Quem é você?

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Qual a sua “IDEIA”?

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Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

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Escrita efetiva para não escritores

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Gatilhos!

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Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

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Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

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Análise SWOT de sua marca pessoal

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