Ele fala isso em Dartmouth, em 2024.
No tênis, a perfeição é impossível. Nas 1.526 partidas de simples que joguei na minha carreira, eu venci quase 80% dessas partidas. Agora eu tenho uma pergunta para vocês: que porcentagem dos pontos vocês acham que eu ganhei nessas partidas? Apenas 54%. Em outras palavras, mesmo os jogadores de tênis mais bem ranqueados ganham apenas um pouco mais da metade dos pontos que jogam.
Quando você perde, em média, a cada dois pontos, você aprende a não ficar pensando em cada jogada. Você se treina para pensar: “Ok, eu cometi dupla falta, é só um ponto. Ok, eu fui para a rede e tomei a passada de novo, é só um ponto.” Mesmo um grande ponto, um winner incrível, é só um ponto. E essa é uma das maiores lições que o tênis me ensinou.
Quando você está jogando um ponto, ele tem que ser a coisa mais importante do mundo. E é. Mas quando esse ponto fica para trás, ficou para trás. Essa mentalidade é crucial, porque ela te libera para se comprometer totalmente com o próximo ponto, e o próximo, com intensidade, clareza e foco.
A verdade é que, qualquer que seja o jogo que você jogue na vida, às vezes você vai perder um ponto, um jogo, uma temporada, um emprego. Isso faz parte. O que diferencia os campeões não é ganhar todos os pontos, mas saber perder de novo e de novo — aceitar, chorar se for preciso, forçar um sorriso e seguir em frente. Ser implacável, se adaptar e crescer. Trabalhar mais duro. Trabalhar de forma mais inteligente.