02/01/2026

E se o desempenho das pessoas tivesse menos a ver com talento e mais com o que esperam delas?

Nos anos 1960, Robert Rosenthal resolveu testar essa hipótese em uma escola. Disse aos professores que um novo teste havia identificado alguns alunos com alto potencial de desenvolvimento ao longo do ano. O detalhe decisivo: o teste não media nada disso. Os nomes foram escolhidos ao acaso.

Meses depois, o resultado parecia confirmar a previsão. Aqueles alunos “promissores” tinham evoluído mais. Aprendido mais. Crescido mais. Não porque fossem diferentes, mas porque foram tratados como se fossem. Receberam mais atenção, mais estímulos, mais paciência. A expectativa mudou o comportamento dos professores. O comportamento mudou o ambiente. O ambiente moldou o resultado.

A conclusão é desconfortável. Expectativas não são apenas opiniões sobre o futuro. Elas são forças em ação no presente. Quem lidera, educa ou influencia nunca é neutro. Ao esperar mais, você age diferente. E, ao agir diferente, cria exatamente aquilo que dizia apenas prever.

02/01/2026

Fui dar uma conferida, nem sei o porquê, na lista dos dez mais ricos do mundo em janeiro. Fiquei impressionado, mas não surpreso. Impressionado pelos números. Não surpreso pelo padrão. As fortunas são estimativas, baseadas principalmente nos rankings da Forbes e do Bloomberg Billionaires Index, que variam com o mercado, mas raramente mudam o desenho geral.

Elon Musk lidera, com fortuna estimada entre US$ 240 e 260 bilhões. A Tesla segue central, mas a SpaceX ganhou peso decisivo, somada a apostas em IA e infraestrutura tecnológica. Musk controla posições em setores que ainda estão em expansão.

Larry Page, com cerca de US$ 150 a 160 bilhões, e Sergey Brin, logo atrás, ilustram bem o poder da Alphabet. Publicidade, cloud e IA sustentam um domínio baseado em dados e escala global, mais do que em produtos isolados.

Jeff Bezos mantém algo em torno de US$ 155 a 165 bilhões. Mesmo fora do comando da Amazon, segue colhendo os frutos de uma combinação difícil de replicar: e-commerce, logística e, sobretudo, a AWS, base silenciosa da internet moderna.

Larry Ellison aparece com cerca de US$ 140 a 150 bilhões. Menos visível, mas revelador. A Oracle se reposicionou em cloud e IA corporativa, mostrando como software empresarial também constrói impérios duradouros.

Mark Zuckerberg figura entre US$ 120 e 130 bilhões. Após anos de desconfiança, a Meta voltou a ser vista como plataforma eficiente e agressiva em IA. Atenção continua sendo um ativo central.

Bernard Arnault é o grande fora da curva, com algo próximo de US$ 170 bilhões. Seu poder vem de marcas, desejo e capital simbólico. Mesmo num mundo digital, status ainda escala.

Jensen Huang entrou recentemente nesse topo, com cerca de US$ 110 a 120 bilhões. A Nvidia tornou-se infraestrutura crítica da IA. Quem fornece os componentes captura mais valor do que quem apenas constrói sobre eles.

Warren Buffett segue no grupo, com cerca de US$ 120 bilhões, lembrando que disciplina e tempo ainda funcionam fora do hype tecnológico. A lista se fecha com Steve Ballmer, também na faixa dos US$ 120 bilhões, graças à valorização contínua da Microsoft.

Toda época tem seus barões. Já foram donos de terras, trilhos, aço e petróleo. A nossa trocou matéria-prima por código e fábricas por plataformas. O mecanismo é antigo. O formato é novo.

02/01/2026

Gente, vocês já ouviram a tal Sina de Ofélia? A música que soa como uma “versão brasileira” de um sucesso da Taylor Swift, nas vozes da Sonza e do Dilsinho? É grude. Você ouve e ela fica.
O detalhe curioso e perigoso é que ela foi feita por IA. E sem pagar um centavo aos artistas.

Isso mesmo. A música foi traduzida por IA. Gerada por IA. Usou versões sintetizadas das vozes da Sonza e do Dilsinho. Explodiu. E levou dias até ficar claro que não havia ninguém ali cantando de verdade. As plataformas começaram a derrubar, mas, como quase tudo na internet, já era. Publicou, não morre mais.

Alguns pontos merecem debate.

Primeiro. A qualidade da IA já não é mais uma hipótese. É um fato. Funcionou aqui de forma inquestionável, ainda que o gosto musical por trás da obra seja discutível.

Segundo. A IA não apenas facilita deepfakes. Ela democratiza. Qualquer pessoa, com um pouco de conhecimento, e esse pouco diminui a cada dia, pode produzir o próximo “hit”, não copiando como um artista, mas copiando artistas.

Terceiro. A própria lógica da produção artística tende a mudar. Se já vivíamos cercados por hits descartáveis, baseados em fórmulas, imagine agora, quando a experimentação pode ser escalada. Testar milhares de variações deixa de ser custo criativo. Vira rotina computacional.

Pois é.
Talvez o problema não seja a IA fazer música.
Talvez seja o quanto estamos dispostos a aceitar qualquer coisa, desde que soe bem.

Precisamos falar mais sobre isso.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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