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19/02/2026

Acabei de facilitar mais um encontro de mentoria de Arquitetura de Software com ênfase em IA. O objetivo era claro: mostrar que arquitetura agêntica muda a forma como construímos soluções.

Comecei apresentando o modelo de referência que utilizamos na Eximia.co. Ele organiza o sistema em três blocos: interação, núcleo do agente e recursos. Na interação estão os pontos de contato, usuários, eventos, serviços e outros agentes. No núcleo, objetivo, orquestração, LLMs, ferramentas e memória de curto e longo prazo. Nos recursos, APIs externas, informação acessada via RAG e execução de código. É uma estrutura que orienta o pensamento antes da escolha da tecnologia.

Mostrei então como o OpenClaw é aderente a esse modelo. A plataforma já nasce organizada nesses mesmos blocos. E a Márcia, minha assistente pessoal construída sobre o OpenClaw, é uma materialização prática dessa estrutura.

Abrimos o sistema. WhatsApp e Telegram funcionando como canais de interação. O gateway atuando como orquestrador. Diferentes modelos de LLM sendo coordenados conforme a tarefa. Memória estruturada no vault. Arquivos indexados para busca semântica. Ferramentas externas integradas. Subagentes especializados, skills modulares e cron jobs disparando automações. Tudo convergindo para o mesmo núcleo.

Até aqui, teoria. A partir daqui, execução.

Durante o encontro, descrevemos em linguagem natural um novo componente: um sub-agente de segurança para analisar vulnerabilidades semanalmente, gerar relatório com findings classificados por severidade e sugerir mitigações automatizáveis. A Márcia recebeu a intenção, propôs a implementação, executou testes e integrou ao sistema já em produção.

Em seguida, solicitamos a criação de um script em Python para coleta automatizada de RSS, substituindo um sub-agente que consumia tokens de LLM para uma tarefa mecânica. O custo operacional dessa rotina caiu a zero. A decisão foi arquitetural: usar código determinístico onde não era necessário raciocínio probabilístico.

Sem deploy manual. Sem repositório separado. Sem pipeline adicional. O sistema incorporou novas capacidades enquanto permanecia em execução.

A diferença não está apenas na velocidade. Está na natureza do trabalho. No mundo agêntico, arquitetura deixa de crescer na construção de estruturas rígidas e passa a crescer na definição estática de guidelines e guardrails que sustentam a evolução do modelo, que agora é dinâmica. O desenho estabelece limites, critérios e padrões de interação. Dentro desses contornos, o sistema evolui por conversa, em tempo real.

Quando o primeiro relatório de segurança apareceu na tela ainda durante a mentoria, com findings reais sobre o ambiente em produção, o modelo deixou de ser conceito. Tornou-se evidência.

19/02/2026

Márcia, minha assistente digital construída sobre o OpenClaw, uma plataforma para criação de agentes com LLM e automações, agora faz algo que eu jamais teria conseguido organizar sozinho.

Ela captura automaticamente as partidas que jogo no Lichess, plataforma online de xadrez, salva tudo no meu Vault pessoal em formato PGN, o padrão universal de registro de partidas, e submete os jogos à análise do Stockfish 16, um dos motores de xadrez mais fortes do mundo. Mas não para aí.

A análise opera em três camadas complementares. Primeiro, um resumo via API do Lichess, a interface que permite acesso estruturado aos dados: resultados, variação de rating, aberturas jogadas, gestão de tempo. Depois, a avaliação posicional do Stockfish lance a lance, identificando blunders, momentos críticos e alternativas superiores. Por fim, a leitura de padrões, cruzando partidas para detectar tendências recorrentes de abertura, comportamento do relógio em bullet e erros que se repetem ao longo do tempo.

Tudo isso entra automaticamente no meu diário do dia seguinte, dentro do briefing matinal. Não preciso pedir. Acordo e as partidas da véspera já estão analisadas, com observações sobre onde errei e onde joguei bem. O PGN completo fica arquivado no Vault. A análise detalhada vai para um arquivo separado. Posso consultar qualquer data, cruzar com o restante do diário e acompanhar a evolução do rating ao longo de semanas ou meses.

Com mais de 16 mil partidas no Lichess, a API permite extrair o histórico inteiro. Posso pedir à Márcia para identificar padrões de meses ou anos: em quais aberturas tenho mais dificuldade, em que faixa de rating perco mais por tempo, se jogo pior de madrugada ou pela manhã.

E o que eu precisei fazer para que tudo isso acontecesse? Pedir. Ela solicitou meu nickname, identificou as integrações necessárias, propôs as dependências técnicas e instalou o Stockfish no servidor sozinha. Criou a estrutura de pastas no Vault, configurou a rotina de captura diária e organizou o fluxo completo, da partida jogada à análise registrada no diário.

Meu xadrez, hoje, provavelmente faria meu “eu adolescente” morrer de vergonha. Já joguei melhor. Uma das minhas metas é retomar a evolução do jogo com mais intencionalidade. A diferença agora é que não dependo apenas de disciplina. Márcia cria o sistema que eu nunca consegui manter. Organiza partidas, consolida análises, detecta padrões e transforma prática dispersa em melhoria estruturada. Todos os dias, sem que eu precise lembrar.

19/02/2026

Tirei uma foto do meu filho jogando futebol. Ele estava na quadra da escola, e havia aquela “telinha” de proteção entre mim, na arquibancada, e ele, lá embaixo. Nada grave, mas o suficiente para estragar a imagem.

Pedi ao Nano Banana, uma ferramenta de IA que faz edições automáticas de imagem, que removesse a telinha. Ele removeu. Pronto. Foto limpa. Na hora pensei que os editores profissionais deveriam estar preocupados. Mas, refletindo melhor, percebi que a conclusão era apressada.

Eu jamais contrataria um profissional apenas para tirar uma telinha de uma foto casual. Portanto, nesse caso, ninguém perdeu trabalho. A ferramenta não substituiu um serviço existente. Apenas viabilizou algo que eu não faria de outra forma.

É verdade que hoje mais gente consegue editar imagens e produzir resultados que antes exigiam técnica específica. Mas esse novo público não é, necessariamente, o mesmo que contratava serviços profissionais. Quem já pagava por qualidade, direção criativa e acabamento superior continua precisando disso. Talvez até mais, porque a régua sobe quando o básico se torna comum.

Historicamente, novas tecnologias não eliminam mercados de forma linear. Elas ampliam o acesso, criam novos hábitos e, muitas vezes, expandem a demanda total. Quando mais pessoas passam a se importar com edição de fotos, música, vídeo, arte ou software, cresce também o espaço para quem faz isso com excelência.

Tudo o que vai além do básico continua exigindo repertório, julgamento e experiência. Ferramentas facilitam a execução, mas não substituem critério.

Posso estar errado. Mas me parece que a questão não é substituição pura e simples. É deslocamento de fronteira. O que você acha?

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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