07/01/2026

Em Ezequiel 16, vemos um povo ingrato e um Deus didático. A narrativa não começa na transgressão, mas no cuidado repetido. Jerusalém recebe vida, proteção e crescimento. Tudo vem antes de qualquer cobrança. O pecado não nasce da falta, mas da repetição do dom até que a memória da origem se perca.

A ingratidão não nasce da recusa, nasce da repetição do excesso. Primeiro alguém recebe mais do que esperava e agradece. Na segunda vez, o gesto já não surpreende. Surge a expectativa. Na terceira, o que era dom começa a parecer padrão.

Com o tempo, aparece a sensação difusa de mérito. Não se sabe dizer qual, mas ela se impõe. A dependência continua, a reciprocidade não. Gratidão vira pano de fundo. Presença vira obrigação.

Quando o fluxo se interrompe, não há reflexão, há ressentimento. O ingrato não se vê como alguém que recebeu demais, mas como alguém a quem tiraram algo que já considerava seu. Em Ezequiel 16, é exatamente esse deslocamento que Deus expõe: o momento em que a graça vira dívida na cabeça de quem esqueceu de onde veio.

07/01/2026

Ezequiel 16 é uma longa parábola profética sobre a relação entre Deus e Jerusalém. O capítulo conta a história de uma cidade personificada como alguém que nasce abandonada, é acolhida, cuidada, elevada e depois se torna infiel a quem a sustentou. Não trata de um erro pontual, mas de um processo inteiro. O tema central é a ruptura da aliança, narrada como esquecimento progressivo da origem e apropriação do dom recebido.

O texto surge no contexto do exílio babilônico e se dirige a um povo derrotado, privado da terra e do templo. O público tenta explicar a catástrofe sem tocar no essencial, preservando uma autoimagem de exceção moral. Muitos veem o desastre como circunstancial. Ezequiel escreve para desmontar essa leitura. O exílio não é acidente histórico, mas consequência de escolhas prolongadas.

Literariamente, o capítulo é uma alegoria extrema e intencionalmente chocante. A personificação de Jerusalém desloca a acusação do plano político para o identitário. O texto segue um movimento claro: origem sem mérito, cuidado recebido, crescimento real, distorção da memória, infidelidade normalizada, exposição e silêncio final. O exagero não é excesso retórico, é método pedagógico.

Exegeticamente, o núcleo do pecado não é idolatria ritual, mas amnésia espiritual. O dom passa a ser tratado como direito e a proteção como obrigação. A partir daí, buscar outras seguranças parece prudente. A infidelidade surge como redistribuição de confiança. O juízo acontece quando Deus retira o que sustentava a ilusão. A restauração final não nega isso: a aliança é lembrada, mas o orgulho é silenciado.

Homileticamente, Ezequiel 16 confronta qualquer tempo que confunda prosperidade com legitimidade. Relações se perdem antes de serem rompidas, quando a memória do cuidado é substituída pela sensação de crédito. Ingratidão aqui não é falha moral menor, é distorção de identidade. Quando ela se organiza, o colapso deixa de ser ameaça e passa a ser consequência.

06/01/2026

O código da IA é ruim, eles dizem. E eu concordo. Dizem que se passam alguns minutos esperando a IA escrever algum código e depois se gastam horas revisando o que ela escreveu. Pois é. Concordo.

Embora eu ache que o problema do código gerado ruim pela IA não seja culpa da IA, mas do método que as pessoas estão utilizando para tentar fazer com que ela escreva código. Da mesma forma como se fazia com dev juniors, a gente está delargando código para a IA. Joga-se a tarefa, cru, e espera-se que ela acerte. E, cara, como também acontece com júniors, o código que sai é ruim.

Aliás, não só com júniors. Dizem que o código da IA é ruim e, mais uma vez, eu concordo, mas as pessoas parecem esquecer que o código das pessoas também não era bom. E aqui nem estou falando de iniciantes. Falo de pessoas ditas com senioridade, que não escrevem testes, que duplicam lógica, que aplicam padrões por ouvir dizer. Bom é algo difícil de determinar. Critérios de qualidade sempre foram elásticos, quase complacentes. O argumento costuma ser o mesmo: pressão da gerência. A culpa precisa morar em algum lugar.

Mas tudo bem. Dizem que o código da IA é ruim e eu concordo. Dizem também que a IA não escreve código original, que você corre o risco de encontrar código pego da internet. Tá bom. Agora, o que falar do código que os nossos desenvolvedores fazem, ou sempre fizeram, usando Stack Overflow? Quanto código já foi copiado e colado dali? Anos atrás, eu escrevi um método de validação de CNPJ que cansei de ver replicado em vários lugares. Copia e cola. E muita gente nem fazia ideia das técnicas usadas ali para garantir performance. Mesmo assim, usavam.

E não é só código. Quanta estrutura, quanta arquitetura de referência as pessoas puxam de projetos na internet, muitas vezes de gosto duvidoso. Pastas numeradas, frameworks estranhos, mensageria interna dentro do próprio projeto, mesmo quando é só um cadastro com quatro campos. Dizem que o código da IA é ruim. Eu concordo.

O problema não é a IA.

A gente precisa revisitar a fonte, a causa do problema. A minha defesa é simples: o problema é a engenharia. Se você acertar a sua engenharia, a IA vai escrever código melhor. A pergunta que sobra é outra. E os seus colegas? E você?

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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