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09/07/2026

No próximo domingo, vou subir ao palco pela primeira vez para tocar uma música. E não vou estar sozinho. Vou tocar Wish You Were Here ao lado do meu filho mais novo, o Otávio.

Só isso já faria esse momento valer a pena.

Estamos ensaiando bastante. Vamos tocar uma versão simplificada da música. Mas, durante um dos ensaios, meu professor me disse uma frase que ficou na minha cabeça.

Wish You Were Here não é uma música impossível de tocar, mas também não é fácil. Os solos têm várias pequenas armadilhas. Já venho estudando uma versão mais próxima da gravação, mais rica, mais fiel ao original. Mesmo assim, decidi que, no domingo, vou tocar a versão simplificada.

Quando contei isso ao meu professor, ele respondeu:

“Nos ensaios, você pode experimentar a versão mais difícil. Mas, no palco, na hora da verdade, toque na sua região de segurança.”

Aquilo fez todo sentido.

Existe uma tentação de transformar a execução em demonstração. De tentar provar tudo aquilo de que somos capazes justamente quando mais importa. Mas não é para isso que existe o palco.

A hora da execução é o momento de entregar aquilo que já foi consolidado.

O objetivo do ensaio não é apenas aprender o difícil. É fazer com que o difícil deixe de ser um risco.

09/07/2026

Existe um tipo de cansaço que só aparece depois das maiores vitórias.

Foi exatamente isso que aconteceu com Elias.

No Monte Carmelo, o fogo desceu do céu diante de todo o povo de Israel (1 Reis 18:38). Foi o auge do seu ministério. Não havia dúvidas, não havia hesitação. Apenas vitória.

Pouco tempo depois, tudo parecia diferente. Jezabel enviou uma ameaça de morte, e Elias fugiu para o deserto (1 Reis 19:3-4). O homem que acabara de enfrentar sozinho 450 profetas agora corria por causa de uma única ameaça.

Sentado debaixo de um zimbro, fez uma oração difícil de imaginar:

“É o bastante, Senhor. Tira-me a vida, pois não sou melhor do que meus pais.” (1 Reis 19:4)

Essa cena desmonta uma ideia muito comum: a de que uma fé verdadeira elimina o medo. Não elimina. É possível ter uma fé extraordinária e, ainda assim, experimentar medo, esgotamento e desânimo. A coragem não é um estado permanente. Ela também se cansa.

E a resposta de Deus é tão surpreendente quanto o milagre do Carmelo. Deus não repreende Elias. Antes de falar ao profeta, cuida do homem. Envia um anjo para alimentá-lo, deixa que ele durma e recupere as forças. Só depois fala com ele, não no vento, nem no terremoto, nem no fogo, mas na voz mansa e delicada (1 Reis 19:5-12).

Há uma lição profunda nisso. Depois de grandes vitórias, pode vir um profundo cansaço. Deus sabe disso. Por isso, antes de devolver Elias à missão, oferece descanso. Antes de responder às suas perguntas, restaura suas forças. Antes de corrigir sua perspectiva, cuida da sua condição.

Às vezes, aquilo que parece fraqueza não é falta de fé. É apenas o sinal de que você acabou de atravessar uma batalha intensa.

No fim, Deus não abandonou Elias por causa do seu cansaço, nem desistiu da missão que tinha para ele. Apenas fez algo que nós frequentemente esquecemos de fazer conosco e com os outros: cuidou da pessoa antes de cobrar o desempenho.

Porque, para Deus, o homem nunca vale menos do que a missão.

09/07/2026

Tem vezes em que a gente deseja muito uma coisa. Deseja por tanto tempo e enfrenta tantas dificuldades para alcançá-la que, sem perceber, troca a vontade pela resignação. Continua dizendo que está tentando, mas, no fundo, já aceitou que não vai conseguir.

Pois é. A resignação costuma parecer uma resposta. Ela organiza nossas justificativas, torna o fracasso compreensível e até confortável. Mas continua sendo paralisia. O primeiro passo para conquistar qualquer coisa é devolver à vontade o lugar que ela nunca deveria ter perdido.

Essa, para mim, é a grande lição de João capítulo 5, onde encontramos a narrativa do paralítico junto ao tanque de Bethesda. Aliás, esse episódio aparece apenas no Evangelho de João.

Cristo se aproxima daquele homem e faz uma pergunta aparentemente óbvia: “Você quer ser curado?”. Mas, em vez de responder “sim”, o paralítico explica por que nunca conseguiu chegar às águas antes dos outros. Sua resposta revela mais resignação do que desejo. Ele ainda estava diante da esperança, mas já não falava como alguém que acreditava nela.

Então Jesus ordena: “Levante-se, pegue a sua maca e ande.”

Existe uma diferença enorme entre explicar por que você não consegue e decidir que vai tentar outra vez. A resignação vive de justificativas. A vontade procura caminhos. Enquanto você estiver ocupado explicando por que não consegue, ainda não começou a lutar pelo que realmente quer.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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