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08/07/2026

“Wish You Were Here” é uma das músicas mais bonitas já escritas sobre a ausência. E ela nasceu de um encontro que ninguém esperava.

Lançada em 1975, no álbum de mesmo nome, ela vai muito além da melodia. Como quase tudo o que o Pink Floyd produziu, é uma reflexão sobre perda, identidade e o preço do sucesso. Mas, antes de tudo, é uma música sobre um amigo.

Para entender essa história, é preciso voltar alguns anos.

O Pink Floyd nasceu em 1965, formado por Roger Waters, Richard Wright, Nick Mason e Syd Barrett.

Syd era o principal motor criativo da banda. Compunha, cantava, tocava guitarra e, graças à formação na Escola de Arte de Cambridge, ajudou a construir uma identidade visual e sonora que fazia o Pink Floyd soar diferente de tudo o que existia.

As projeções de imagens durante os shows nasceram de suas ideias. E The Piper at the Gates of Dawn, o primeiro álbum da banda, carrega sua assinatura do começo ao fim.

Mas tudo mudou.

Syd mergulhou no uso de LSD. Passou a faltar aos ensaios, tornou-se imprevisível e, aos poucos, deixou de ser a pessoa que seus amigos conheciam. Chegou um momento em que simplesmente não era mais possível continuar.

Então ele desapareceu.

🎶 So… so you think you can tell…

Rompeu contato com praticamente todos os antigos companheiros.

Até que, anos depois, apareceu de forma inesperada no estúdio onde o Pink Floyd gravava um novo álbum.

O que aconteceu em seguida é uma das cenas mais marcantes da história do rock.

Ninguém o reconheceu.

Syd havia raspado a cabeça e as sobrancelhas. Estava muito acima do peso, com o olhar vazio e quase não falava. O jovem magro, criativo e inquieto que havia dado identidade ao Pink Floyd simplesmente não estava mais ali.

Os integrantes da banda ficaram em choque.

A visita durou poucos minutos.

Mas foi suficiente para mudar um álbum inteiro.

Daquele encontro nasceu Wish You Were Here.

Existe, porém, uma ironia nessa história.

Naquele momento, não era apenas Syd que estava perdido.

O próprio Pink Floyd atravessava uma crise criativa. Depois do sucesso gigantesco de The Dark Side of the Moon, a banda descobriu que fama e realização não são a mesma coisa. Havia menos liberdade, mais pressão e uma estranha sensação de vazio.

Foi nesse contexto que Syd reapareceu.

Como um fantasma do que eles haviam sido.

Como a lembrança viva de uma liberdade que parecia ter ficado para trás.

É aí que a música deixa de falar apenas sobre Syd Barrett.

Ela começa a fazer perguntas ao próprio ouvinte.

🎶 Can you tell a green field from a cold steel rail?

🎶 A smile from a veil?

🎶 Do you think you can tell?

Uma das leituras possíveis da letra é justamente essa oposição entre a fama conquistada e o preço que ela cobra.

🎶 Did you exchange a walk-on part in the war for a lead role in a cage?

Eles trocaram o anonimato pelo protagonismo. Ganharam o mundo.

Mas perderam parte da liberdade que os havia levado até ali.

Então chega o refrão.

🎶 How I wish, how I wish you were here.

Não é apenas uma homenagem a Syd Barrett.

É também um lamento por tudo aquilo que ficou para trás.

David Gilmour dizia que, sempre que canta essa música, pensa em Syd Barrett. Pensa em tudo o que ele ainda poderia ter criado, em tudo o que ainda poderia ter oferecido ao mundo, mas que acabou nunca acontecendo.

Talvez seja por isso que “Wish You Were Here” continue emocionando tantas pessoas.

Ela nunca falou apenas da ausência de Syd Barrett.

Fala das pessoas que perdemos, dos sonhos que abandonamos e das versões de nós mesmos que ficaram pelo caminho.

No fundo, todos nós temos alguém, ou alguma coisa, para quem ainda gostaríamos de dizer:

🎶 How I wish you were here.

08/07/2026

Às vezes, uma relação não precisa de mais emoção. Precisa de perguntas melhores.

Não para tomar uma decisão no impulso, mas para enxergar com mais clareza.

Primeira pergunta: o que essa pessoa realmente faz por mim no dia a dia?

O cérebro gosta de completar lacunas com esperança. A realidade, porém, quase sempre aparece nas ações. Pessoas são muito mais aquilo que fazem repetidamente do que aquilo que prometem fazer.

Segunda pergunta: se eu conhecesse essa pessoa hoje, sabendo tudo o que sei agora, eu a escolheria novamente?

Tempo investido explica permanência. Não necessariamente a justifica. Essa pergunta ajuda a separar o presente da história que você construiu até aqui.

Terceira pergunta: quantas vezes ajustei meus limites por essa pessoa? E quantas vezes ela ajustou os dela por mim?

Ceder faz parte de qualquer relação. O problema começa quando apenas um dos dois continua cedendo.

Quarta pergunta: o que essa relação me oferece que eu não poderia encontrar em outro lugar ou desenvolver em mim mesmo?

Nem tudo o que parece insubstituível realmente é. Às vezes, confundimos dependência com exclusividade.

Quinta pergunta: quem eu me tornei ao lado dessa pessoa?

As melhores relações expandem quem somos. As piores nos obrigam a caber em versões menores de nós mesmos.

Sexta e última pergunta: se a pessoa que eu mais amo estivesse vivendo exatamente essa relação, o que eu diria a ela?

Quando a história é nossa, a emoção costuma argumentar melhor que a razão. Quando é a história de outra pessoa, enxergamos com muito mais clareza.

Não tenha pressa para responder.

Escreva.

Espere um dia.

Depois releia.

Às vezes, a resposta não aparece porque falta inteligência.

Ela aparece porque, finalmente, sobra honestidade.

08/07/2026

Sabe aquela conversa de criança?

“O meu é melhor que o teu.”

“Meu pai é mais forte.”

É curioso como esse comportamento continua aparecendo na vida adulta.

Muita gente tenta justificar o injustificável demonstrando um desprezo que, no fundo, é falso. Faz pouco caso daquilo que gostaria de ter, mas não tem. Seja por falta de capacidade, de recursos ou simplesmente de coragem.

Você vê isso o tempo todo.

“Nem gostei tanto assim.”

“Que exagerado.”

“No fim, nem é tudo isso.”

Quem não alcança, muitas vezes desvaloriza.

Esse é o desprezo defensivo. Não é uma opinião. É um mecanismo de defesa. Em vez de admitir a própria limitação, a pessoa reduz o valor daquilo que não consegue possuir.

O mais curioso é que existe uma atitude ainda mais infantil: dar importância a esse tipo de crítica.

O mundo sempre estará cheio de gente tentando fazer parecer pequeno aquilo que, no fundo, reconhece como grande.

Siga em frente. Não desperdice energia tentando convencer quem já decidiu desvalorizar.

O desprezo defensivo quase nunca fala sobre o objeto do desprezo. Fala sobre quem despreza.

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Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

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Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

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Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

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Modelo de Cinco Forças de Porter

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Análise de Tendências para Previsão de Mercado

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Design Thinking para Inovação Pessoal

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Lições complementares

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Apresentando-se do Jeito Certo

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O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

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Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

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