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10/05/2026

Comecei a ler Eu e Tu e logo nas primeiras páginas encontrei uma ideia difícil de ignorar. Buber diz que o homem vive diante do mundo de duas formas fundamentais: “Eu-Tu” e “Eu-Isso”.

O “Eu-Isso” é a relação utilitária com o mundo. É quando lidamos com algo como recurso, ferramenta, função ou conveniência. É o modo da técnica, da organização, da eficiência. Necessário, inclusive. Não existe ciência, engenharia ou gestão sem isso.

Mas o problema aparece quando toda relação passa a acontecer dessa forma.

Quando pessoas viram apenas função. Quando amizade vira conveniência. Quando conversas acontecem sem presença. Quando alguém deixa de ser um “Tu” e passa a ser apenas algo que atende expectativas, resolve problemas ou ocupa um espaço na nossa vida.

Talvez a ideia mais forte do texto seja esta: o próprio “eu” muda dependendo da relação.

O eu que encontra verdadeiramente alguém não é o mesmo eu que apenas usa, mede, classifica ou consome. O ser humano não se constrói isolado. Ele se constrói na relação.

Isso me fez pensar no quanto o mundo moderno empurra a gente para relações cada vez mais utilitárias. Tudo precisa gerar resultado. Tudo precisa servir para alguma coisa. Até o descanso, às vezes, parece produtividade disfarçada.

Talvez por isso exista tanta sensação de vazio em um tempo de hiperconexão. Nunca falamos tanto. Nunca nos mostramos tanto. E, ainda assim, talvez encontremos tão pouco.

Buber parece sugerir que a vida humana acontece de verdade no encontro. Não no controle, não na posse, não na análise. No encontro.

É difícil terminar esse trecho sem se perguntar quantas pessoas realmente tratamos como “Tu” e quantas acabaram se tornando apenas “Isso”.

10/05/2026

Eu comecei a ler Alice no País das Maravilhas. É o tipo de obra que todo mundo conhece, mas que pouca gente realmente leu. Existem os filmes, as adaptações e as referências espalhadas pela cultura. Ainda assim, ler o livro é uma experiência diferente.

Cheguei ao capítulo 6, quando Alice conversa com o gato.

“Qual caminho eu devo seguir?”, pergunta Alice.

“Para onde você quer ir?”, responde o gato.

Alice diz que não sabe ao certo, apenas que gostaria de chegar a algum lugar.

Então o gato responde: “Se você caminhar por tempo suficiente, em qualquer direção, certamente chegará a algum lugar.”

Para quem não decide onde quer chegar, qualquer caminho serve.

10/05/2026

Mateus 12 é um capítulo pesado porque o conflito entre Jesus e os fariseus deixa de parecer apenas uma discussão religiosa. O texto começa a mostrar algo mais profundo: a dificuldade humana de reconhecer a verdade quando ela ameaça a forma como alguém aprendeu a enxergar o mundo.

Isso fica muito claro quando Jesus diz que “a boca fala do que o coração está cheio”. A frase normalmente é entendida apenas como um alerta sobre falar coisas boas ou ruins. Mas o contexto parece apontar para algo maior. A fala revela o interior do homem. E mais do que isso: também ajuda a moldá-lo. O coração se enche daquilo que a boca continuamente fala, justifica e repete.

Talvez por isso o confronto com os fariseus seja tão duro. O problema deles não era apenas intelectual, embora também houvesse erro intelectual. Existia uma recusa interior. Eles viam milagres, ouviam Jesus e ainda assim atribuíam aquilo a Belzebu. Não parecia falta de evidência. Parecia incapacidade de aceitar o que estava diante deles.

Porque reconhecer Cristo exigiria desmontar a própria visão de mundo.

E talvez poucas coisas sejam mais difíceis para o homem do que admitir que construiu parte da vida sobre algo incompleto ou errado. Por isso os fariseus continuam pedindo sinais mesmo depois de já terem visto sinais suficientes. O problema não era ausência de prova. Era resistência à transformação.

O mais forte do capítulo talvez seja perceber que o homem consegue distorcer a própria percepção para proteger aquilo que deseja preservar dentro de si. E então a fala deixa de apenas revelar o coração. Ela começa também a endurecê-lo.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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