Há pessoas que continuam presas mesmo depois de a porta ter sido aberta. Não porque falte perdão. Não porque falte graça. Mas porque a culpa, quando cria raízes, começa a parecer justiça.
O Diabo não precisa levar ninguém ao inferno à força. Basta convencer a pessoa de que ela ainda precisa pagar por aquilo que Cristo já pagou. A prisão, nesse caso, não está na ausência de perdão. Está na recusa de recebê-lo.
O triste é que o perdão já veio. Cristo pagou, com sua Paixão, por todas as nossas faltas. Esse é o presente dele para a humanidade. Mas é um presente que ninguém é obrigado a aceitar. E, quando não o aceitamos, não é Deus quem nos prende. Somos nós que permanecemos presos.
Por isso, repita a si mesmo: “Eu me perdoo”. Não porque você tenha poder para apagar a própria culpa, mas porque Deus já te perdoou. Perdoar-se, aqui, é parar de se condenar por aquilo que Cristo já levou sobre si.
Seja livre. Qualquer um que tente convencer você de que ainda precisa carregar uma culpa já perdoada, na prática, quer te manter preso. E quem quer te manter preso não está servindo à graça. Está trabalhando contra ela.