Blog

07/06/2026

Marcos 12 é um capítulo sobre reconhecimento. Não da autoridade humana, mas da autoridade de Deus quando ela se apresenta diante de nós. Os líderes religiosos conheciam as Escrituras, ocupavam posições de destaque e eram respeitados pelo povo. Ainda assim, não conseguiram reconhecer o Filho quando ele chegou. Na parábola dos lavradores maus, Jesus mostra que a rejeição que ele enfrentava não era um episódio isolado, mas a continuação de uma longa história de resistência à voz de Deus. O problema nunca foi falta de informação. Foi falta de disposição para se render à verdade.

Ao longo do capítulo, diferentes grupos tentam encurralar Jesus. Uns levantam questões políticas, outros apresentam debates teológicos, outros discutem detalhes da Lei. Todos acreditam que podem colocá-lo contra a parede. Todos fracassam. Marcos mostra que existe uma grande diferença entre conhecer argumentos sobre Deus e conhecer o próprio Deus. É possível dominar conceitos, tradições e doutrinas e, ainda assim, permanecer distante daquilo que realmente importa.

No centro dessas discussões aparece a síntese de toda a Lei: amar a Deus e amar o próximo. Jesus não está simplificando a fé. Está revelando seu fundamento. Toda espiritualidade que perde de vista o amor acaba se tornando apenas um sistema. A religião pode acumular regras, rituais e debates sofisticados, mas, quando o amor desaparece, sobra apenas uma estrutura vazia tentando sustentar a aparência de algo que já perdeu a vida.

É por isso que a crítica aos escribas é tão severa. Eles gostavam dos lugares de honra, dos títulos e do reconhecimento público. Haviam transformado a fé em instrumento de prestígio. E logo depois dessa denúncia surge uma viúva pobre, alguém sem posição, sem influência e sem qualquer importância aos olhos da sociedade. Enquanto os grandes líderes recebem palavras de reprovação, ela se torna exemplo de entrega. O contraste é intencional. Os que pareciam mais próximos de Deus estavam longe. Aquela que parecia insignificante revelou uma confiança que poucos possuíam.

Marcos encerra o capítulo lembrando que Deus enxerga de forma diferente da nossa. Nós costumamos olhar para títulos, conhecimento, visibilidade e poder. Cristo olha para o coração. A grande questão não é quanto sabemos sobre Deus, mas o que fazemos quando ele fala conosco. Os líderes do templo ouviram e resistiram. A viúva entregou tudo o que tinha. E, no fim das contas, é essa diferença que separa uma fé que apenas ocupa espaço de uma fé que realmente transforma a vida.

06/06/2026

Acabei de terminar O Retrato de Dorian Gray e uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o quanto ele parece um livro escrito para o nosso tempo. A história foi publicada em 1890, mas poderia ter sido concebida em plena era das redes sociais. A obsessão pela juventude, pela imagem, pela aprovação dos outros e pela construção de uma versão idealizada de si mesmo continua tão presente hoje quanto na Londres vitoriana.

Ao longo da narrativa, Dorian é convencido por Lord Henry de que a vida deve ser vivida como uma busca constante por prazer, beleza e experiências. A ideia parece sedutora. Afinal, quem não gostaria de escapar das consequências, preservar para sempre a própria imagem e viver apenas para satisfazer os próprios desejos? O problema é que toda escolha tem um custo. O que Dorian tenta esconder do mundo não desaparece. Apenas é transferido para outro lugar.

É justamente aí que está a genialidade do romance. O retrato não é apenas um elemento fantástico. Ele funciona como uma metáfora da consciência. Enquanto a aparência externa permanece impecável, a verdade interior vai se tornando cada vez mais difícil de encarar. Dorian consegue enganar os outros por muitos anos. O único que ele não consegue enganar é a si mesmo.

Também é impossível não enxergar algo do próprio Oscar Wilde na obra. Wilde era um defensor da beleza, da arte e da liberdade individual. Mas sua vida acabou marcada pelo choque entre os desejos pessoais e as convenções da sociedade de sua época. Existe uma ironia melancólica nisso tudo: o autor que tanto valorizava a estética escreveu uma das maiores advertências da literatura sobre os perigos de transformar a aparência em valor supremo.

No fim, saí da leitura com a impressão de que o livro não é uma condenação da beleza, do prazer ou da juventude. É uma advertência contra a ilusão de que essas coisas podem substituir caráter, propósito e verdade. Todos nós temos um retrato que ninguém vê. A questão não é se conseguimos esconder suas marcas dos outros. A questão é se conseguimos conviver com aquilo que ele revela quando estamos sozinhos diante dele.

06/06/2026

Marcos 11 mostra Jesus entrando em Jerusalém de forma pública, mas não triunfal no sentido comum. Ele entra como rei, sim, mas montado num jumentinho. É uma cena carregada de sentido. Não é o rei da força, da ostentação ou da imposição. É o rei prometido, humilde, reconhecido pela multidão, mas ainda profundamente incompreendido por ela.

A multidão grita “Hosana”, estende mantos pelo caminho e celebra sua chegada. Só que Marcos logo quebra a expectativa. Jesus entra em Jerusalém, vai ao templo, observa tudo e depois sai para Betânia. Ele não faz discurso. Não toma o poder. Não se aproveita da aclamação popular. Apenas olha. É como se o texto dissesse que antes de julgar, Jesus examina.

No dia seguinte, aparece a cena estranha da figueira. Ela tinha folhas, mas não tinha frutos. E esse detalhe é decisivo. A árvore parecia viva, parecia promissora, parecia pronta. Mas era só aparência. A figueira se torna uma espécie de parábola viva sobre uma religião cheia de sinais externos, mas vazia de resultado real.

Logo depois, Jesus entra no templo e expulsa os vendedores e cambistas. O problema não era simplesmente haver comércio. O templo precisava de animais para os sacrifícios. O problema era que a casa de oração tinha virado lugar de exploração, controle e conveniência religiosa. Pior ainda: isso acontecia no espaço onde os gentios podiam se aproximar de Deus. A religião que deveria abrir caminho estava bloqueando o acesso.

Marcos coloca a figueira e o templo lado a lado de propósito. A figueira tinha folhas, mas não tinha fruto. O templo tinha movimento, ritos, comércio, estrutura e liderança, mas havia perdido sua vocação. Parecia vivo. Parecia sagrado. Parecia funcionando. Mas, aos olhos de Jesus, estava espiritualmente seco.

Depois, quando os discípulos veem a figueira seca, Jesus fala sobre fé, oração e perdão. A fé que move montanhas não é espetáculo religioso. É confiança real em Deus. E essa confiança não combina com um coração endurecido. Por isso, Jesus liga oração e perdão. Não há espiritualidade madura onde a pessoa fala com Deus, mas se recusa a reconciliar o coração.

O capítulo termina com os líderes questionando a autoridade de Jesus. Mas a pergunta deles não é honesta. Eles não querem aprender. Querem encurralar. Jesus responde com outra pergunta e expõe o medo deles. Eles tinham posição, influência e poder institucional. Mas não tinham coragem diante da verdade.

No fundo, Marcos 11 é um confronto entre aparência e fruto. A multidão parece fiel, mas é instável. A figueira parece saudável, mas é estéril. O templo parece ativo, mas está corrompido. Os líderes parecem espirituais, mas estão presos ao próprio poder. Jesus atravessa tudo isso revelando uma coisa simples e dura: Deus não se impressiona com folhas. Ele procura fruto.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

Inscrição realizada com sucesso!

No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!

A sua subscrição foi enviada com sucesso!

Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.