O que de fato a gente enxerga no mundo? O que a gente ignora? E por quê?
Fato biológico: a gente não vê o mundo como ele é. A gente vê o mundo como precisa ver para conseguir agir. Faz sentido, não faz? Se fosse tudo aberto, sem filtro, quem aguenta? Informação demais, possibilidade demais… trava. Por isso nossa percepção não é uma janela, é um filtro.
Coffee break naquele evento. Você está com fome. Quer comer. Tem um caminho entre você e aquele bolinho que, até pouco tempo atrás, você nem notava. De repente, tudo muda. O que te aproxima vira ferramenta, anima. O que entra no caminho vira obstáculo, incomoda. Aquele amigo que aparece pra conversar? Dependendo da fome, vira um baita chato. Todo o resto, some, pelo menos na sua percepção. O mundo não mudou. O seu objetivo mudou.
Outro exemplo. Se você decide comprar um carro, passa a ver o modelo em todos os lugares. Muito da propaganda “mágica” que o Instagram mostra pra você também sempre esteve lá, só que você não via.
Os exemplos são simples, mas o mecanismo é sempre o mesmo.
E é assim o tempo todo. Nossa mente opera com um Ponto A e um Ponto B. Quando a gente define para onde quer ir, não parece que tudo se reorganiza? O mundo deixa de ser neutro e vira um mapa. O que ajuda ganha destaque. O que atrapalha pesa. E o resto… some. Quantas coisas simplesmente deixam de existir pra gente porque não têm nada a ver com o objetivo?
Daí a importância de ter objetivos na vida. De ter um propósito. Isso te dá caminho e muda a forma como você enxerga o mundo. Sem isso, tudo parece meio perdido. E, na prática, está.