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26/06/2026

Registrar o que sabemos do mundo por meio de fatos. Maria é mãe de João e filha de Ana. O carro X tem o freio Y, que contém a peça Z.

Inferir, por meio de regras, novas relações a partir de fatos conhecidos. Ana é avó de João. A peça Z está no carro X.

Mais do que dados soltos. Fatos conectados. Relações explícitas e relações descobertas por inferência. Informação com utilidade. Conhecimento.

Essas são as possibilidades do Prolog. Uma linguagem declarativa cujo coração é um motor de inferência, construída para representar conhecimento e deduzir novas relações. E não é novidade. Existe desde 1972.

É um excelente complemento para agentes de IA. Em vez de consumir contexto e tokens para que uma LLM descubra relações que podem ser deduzidas por regras, um motor de inferência faz esse trabalho de forma determinística, mais rápida, mais barata e auditável.

Esse foi o tema da masterclass de ontem. É também um componente arquitetural que temos usado na Eximia em nossas consultorias. Repertório essencial para quem leva IA a sério, para além da moda e das especulações.

Não é nada inteligente pensar que a essência da inteligência artificial são LLMs.

26/06/2026

Lucas 15 é um dos capítulos mais conhecidos e profundos dos Evangelhos. Ele reúne três parábolas que tratam do mesmo tema sob perspectivas diferentes: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho perdido. Embora sejam histórias independentes, elas formam uma única resposta de Jesus à crítica dos fariseus e escribas: “Este homem recebe pecadores e come com eles.” A questão central não é apenas por que Jesus acolhe pecadores, mas por que Deus se alegra quando um perdido é restaurado.

As três parábolas apresentam uma progressão cuidadosamente construída. Primeiro, perde-se uma ovelha entre cem. Depois, uma moeda entre dez. Por fim, um filho entre dois. A proporção diminui enquanto o vínculo afetivo aumenta. A perda deixa de ser apenas econômica e passa a ser profundamente pessoal. A estrutura conduz o ouvinte a perceber que o valor de alguém não é determinado pela quantidade, mas pela relação. Quanto mais íntima é a perda, maior é a alegria do reencontro. Jesus prepara emocionalmente seus ouvintes para a parábola final, a mais impactante das três.

Lida à luz da cultura do século I, a história do filho perdido ganha ainda mais força. Pedir a herança antes da morte do pai equivalia, na prática, a dizer: “Para mim, você já morreu.” Era um ato de enorme desonra. Depois de desperdiçar tudo, o esperado seria que o jovem encontrasse rejeição ou, no máximo, uma aceitação distante como empregado. Em vez disso, o pai corre ao seu encontro, abraça-o antes mesmo de ouvir sua confissão completa, veste-o com a melhor roupa, coloca-lhe um anel, sandálias e organiza uma grande festa. Cada gesto comunica restauração plena da condição de filho, não apenas perdão.

É justamente aqui que surge a tensão da parábola. O irmão mais velho parece representar o senso comum de justiça. Ele permaneceu em casa, trabalhou fielmente e nunca abandonou o pai. Sua indignação é compreensível, e Jesus faz questão de apresentá-la com honestidade. No entanto, o pai não diminui sua fidelidade. Pelo contrário, afirma: “Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu.” O problema do irmão mais velho não é a obediência, mas acreditar que seu relacionamento com o pai se baseava em mérito e recompensa. Enquanto o filho mais novo descobriu a graça depois do fracasso, o mais velho não conseguiu desfrutar dessa mesma graça porque estava preso à lógica do merecimento.

Essa é a grande mensagem de Lucas 15. Deus não ama menos quem permaneceu fiel, nem ama mais quem errou. O que muda é que o retorno de quem estava perdido merece celebração porque representa a vitória da vida sobre a morte, da comunhão sobre a separação e da esperança sobre o desespero. O capítulo termina de forma aberta, sem revelar se o irmão mais velho entra ou não na festa. A pergunta fica para cada leitor: quando Deus restaura alguém que julgávamos indigno, conseguimos participar da alegria do Pai ou permanecemos do lado de fora, convencidos de que a justiça vale mais do que a graça? Essa pergunta continua sendo tão desafiadora hoje quanto foi para os fariseus que ouviram Jesus pela primeira vez.

25/06/2026

Lucas 14 é um capítulo cuidadosamente estruturado em torno de uma única ideia: o Reino de Deus inverte os critérios pelos quais as pessoas costumam medir importância, sucesso e honra. Tudo começa com Jesus sendo convidado para uma refeição na casa de um dos principais fariseus, onde, longe de ser um simples convidado, Ele é observado de perto por quem busca um motivo para acusá-lo. Nesse contexto, cura um homem com hidropisia em pleno sábado. O detalhe da doença, mencionado apenas por Lucas, é frequentemente associado ao olhar clínico do evangelista, tradicionalmente identificado como médico. Mais uma vez, Jesus demonstra que a misericórdia está acima do legalismo religioso.

Observando que os convidados disputavam os lugares de maior prestígio à mesa, Jesus transforma uma situação cotidiana em uma profunda lição espiritual. Na cultura judaica do século I, a posição ocupada em um banquete refletia o status social da pessoa. Ao recomendar que escolhessem os últimos lugares, Ele não estava ensinando apenas boas maneiras, mas revelando a lógica do Reino de Deus, onde “todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”. Em seguida, amplia essa inversão de valores ao aconselhar que os anfitriões convidem justamente aqueles que jamais poderão retribuir o favor, rompendo com a prática comum de usar a hospitalidade como forma de fortalecer relações de influência e prestígio.

Essa mesma lógica aparece na parábola da Grande Ceia, exclusiva do Evangelho de Lucas. Os convidados originalmente escolhidos recusam o convite alegando compromissos legítimos, como um campo recém-comprado, bois adquiridos ou um casamento recente. O problema não está nessas atividades em si, mas no fato de terem ocupado o lugar daquilo que era mais importante. Diante das recusas, o anfitrião manda buscar pobres, cegos, coxos e aleijados, e depois ainda ordena que procurem pessoas pelos caminhos e atalhos. Muitos intérpretes entendem essa expansão do convite como uma antecipação da abertura do evangelho aos gentios e a todos aqueles que antes estavam à margem da comunidade religiosa.

Na segunda metade do capítulo, o tom muda completamente. Grandes multidões seguem Jesus, mas, em vez de facilitar o caminho, Ele apresenta uma das exigências mais fortes de todo o Evangelho. Fala sobre colocar o discipulado acima de qualquer outro vínculo, utilizando a linguagem semítica da época, em que “odiar” significa amar menos em comparação, e não cultivar hostilidade. Em seguida, apresenta as parábolas da torre e do rei que calcula os custos antes de entrar em guerra, ensinando que seguir a Cristo exige uma decisão consciente, refletida e perseverante, e não apenas entusiasmo passageiro.

O capítulo termina com a metáfora do sal que perde o sabor. Embora o sal puro não se torne insípido, o sal extraído da região do Mar Morto continha diversas impurezas e podia perder sua utilidade quando seus componentes mais valiosos eram dissolvidos. A imagem resume toda a mensagem de Lucas 14: não basta parecer discípulo; é preciso preservar aquilo que dá sentido à própria vocação. Do início ao fim, o capítulo apresenta um Reino em que a verdadeira grandeza nasce da humildade, a generosidade não espera recompensa, os excluídos recebem lugar de honra e o discipulado exige uma entrega total, capaz de transformar completamente a maneira como se vive e se enxerga o mundo.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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