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05/03/2026

Li um texto do Seth Godin sobre o chamado vale da estranheza. É aquele desconforto que aparece quando algo parece humano, mas não é exatamente humano.

Um rosto quase real. Uma voz quase natural. Um atendimento que soa como gente, mas reage como máquina.

A gente percebe que tem algo errado, mesmo sem conseguir explicar direito o quê.

Esse fenômeno não nasceu com a IA. Mas a IA colocou isso em todo lugar.

Todo dia recebo uma ligação telefônica com uma atendente digital que quer parecer gente. A voz tenta soar natural. O roteiro tenta parecer conversa. A ideia da companhia não é me enganar. É ganhar escala no atendimento. Mesmo assim, alguma coisa ali quebra a confiança.

O argumento do Seth vai nessa linha. O problema não é só o vale da estranheza. É a quebra de expectativa. Quando algo parece humano, mas não é, o cérebro percebe. E quando percebe, começa a desconfiar. Não só do mensageiro, mas da mensagem.

Tenho pensado bastante nisso porque uso IA todos os dias. Inclusive já clonei minha própria voz com IA.

Funciona bem. Tem gente que diz que engana. A mim, não.

Não estou usando isso para produzir conteúdo ou mandar mensagens. Justamente para evitar aquela situação estranha de algo que parece comigo, mas não é exatamente eu. Sem falar que seria enganar mesmo, né?

Ainda assim, acho que a ideia tem suas aplicações. Embora eu ainda não saiba exatamente quais.

Por outro lado, tenho usado IA intensivamente de outra forma. Construí uma assistente chamada Márcia que consulta meus sistemas, CRM, agenda e dados da empresa.

Eu faço perguntas em linguagem natural e ela vai buscar as respostas onde precisa buscar.

Márcia faz trabalho de gente, mas sem fingir que é. Ela assume que é máquina. Não disfarça. Quem fala com ela sabe disso.

Talvez essa seja uma boa forma de pensar o uso de IA. Usar para ampliar capacidade. Para acessar informação. Para executar tarefas que até pouco tempo só gente conseguia executar. Mas de um jeito agente, não gente.

Porque quando a simulação fica “quase boa”, ela não convence.

Márcia fala a nossa língua, mas sempre será estrangeira. E tudo bem.

O destaque dela é ser uma boa agente. Fala como gente para facilitar a interação, não para enganar.

A propósito, as ideias deste texto são minhas. A redação inicial também.

Tenho certeza de que você percebe a humanidade nisso.

Mas a revisão é da IA.

E eu sei que você percebe isso também.

05/03/2026

Ontem à noite concluí mais uma turma de mentoria em arquitetura de software. Dessa vez, com ênfase em inteligência artificial.

Foram 8 meses. 16 encontros oficiais. 2 sessões de esquenta. Mais de 50 horas de conversa. Mais de 500 páginas de resumos dos encontros. Sensação? Missão cumprida.

O que abordamos? Práticas de arquitetura de software validadas na prática, combinando minha experiência desenvolvendo software com anos de atuação em consultoria.

Ao longo do programa, destaquei o papel do arquiteto como orquestrador. Para desenvolver software de verdade são necessários muitos perfis diferentes: gente de dados e banco de dados, infraestrutura, backend, frontend e também gente do negócio. O arquiteto é quem faz todo esse povo trabalhar junto.

Mas fomos além. Abracei as transformações que a IA está trazendo para a engenharia de software e compartilhei o que já está mudando, na prática, na disciplina de arquitetura.

Nesse novo cenário, apresentei o arquiteto como “curador de contexto”. O profissional que organiza conhecimento, estrutura problemas e cria as condições para que esse “gênio com amnésia” que é a IA realmente produza resultado.

Também não posso deixar de destacar o nível dos participantes. As discussões foram de altíssimo nível, seja pelos questionamentos, seja pelas experiências compartilhadas ao longo dos encontros.

Poderia ter sido melhor? Sempre. Dei o meu melhor? Com certeza.

E, no final, ainda fui presenteado com depoimentos dos participantes descrevendo o programa como um divisor de águas em suas carreiras.

Logo mais começa uma nova turma. Já estou animado e ansioso.

Aos que participaram desta turma, meu muito obrigado. Vocês ajudaram a tornar essa jornada especial. Agora é ver essas ideias ganhando vida nos sistemas que vocês vão construir.

05/03/2026

Oseias 13 mostra o momento em que a crise de Israel já está madura.

O capítulo lembra que Efraim, nome usado para representar o Reino do Norte, já foi forte e respeitado. A queda não começou na fraqueza. Começou na prosperidade.

Quando prosperaram, esqueceram a fonte. Deus lembra o deserto, quando o povo dependia totalmente dele para sobreviver. A realidade não mudou. Mudou apenas a percepção.

A abundância produziu autossuficiência. O coração se exaltou. E o esquecimento abriu espaço para falsas seguranças.

No centro do capítulo está uma frase decisiva: “A tua destruição vem de ti.” A crise não nasce em Deus. Ela amadurece no próprio caminho escolhido.

Por isso o texto pergunta com ironia: onde está o teu rei para te salvar? Israel confiou em estruturas políticas e alianças externas. Mas quando a crise chega, essas bases mostram sua fragilidade.

O capítulo expõe um processo claro. Prosperidade pode gerar esquecimento, o esquecimento produz autossuficiência, a autossuficiência cria falsa segurança, e quando essa segurança falha, a queda se torna inevitável.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

Inscrição realizada com sucesso!

No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!

A sua subscrição foi enviada com sucesso!

Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.