Blog

16/05/2026

Mateus 18 começa com os discípulos perguntando quem seria o maior no Reino dos Céus. A pergunta parece simples, mas revela algo importante: mesmo caminhando com Cristo, eles ainda interpretavam o Reino segundo lógica humana de posição, importância e reconhecimento.

Então Jesus coloca uma criança no meio deles.

E isso é interessante porque, no contexto da época, crianças não representavam pureza idealizada como costumam representar hoje. Representavam dependência, fragilidade e ausência de status. Cristo desmonta a lógica de grandeza dos discípulos não apontando para força, poder ou destaque, mas para humildade.

O capítulo inteiro parece seguir essa mesma direção. Jesus fala sobre escandalizar os pequeninos, sobre a ovelha perdida, sobre reconciliação, disciplina e perdão. Tudo gira em torno da forma como o homem se relaciona com o outro dentro do Reino. E talvez exista uma ideia central conectando tudo isso: no Reino dos Céus, pessoas não são descartáveis.

Isso aparece de forma muito forte na parábola da ovelha perdida. O pastor deixa noventa e nove para buscar uma. A lógica parece estranha quando vista apenas de forma prática ou quantitativa. Mas o Reino não parece operar segundo eficiência. Opera segundo misericórdia. Cada pessoa importa.

Depois Pedro pergunta quantas vezes deveria perdoar. “Até sete?”. E a pergunta já parecia extremamente generosa dentro do contexto judaico. O número sete carregava ideia de completude, plenitude. Pedro provavelmente imaginava estar oferecendo um limite quase exagerado de misericórdia. Então Jesus responde “setenta vezes sete”. A resposta destrói completamente a lógica do cálculo. O perdão no Reino não parece funcionar como contabilidade moral.

E então Mateus encerra com a parábola do servo impiedoso. Um homem incapaz de perdoar pouco mesmo depois de receber perdão imenso. Talvez porque o orgulho produza exatamente isso. O homem esquece o tamanho da misericórdia que ele próprio recebeu.

No fim, Mateus 18 desmonta uma visão de mundo baseada em grandeza, mérito e superioridade. O Reino apresentado por Cristo se organiza de outra forma. Humildade no lugar de status. Restauração no lugar do descarte. Misericórdia no lugar do cálculo.

15/05/2026

Mateus 17 começa com a transfiguração. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João e, diante deles, revela sua glória. O monte possui forte simbolismo bíblico como lugar de revelação divina. O verbo usado para “transfigurar” indica que Cristo não recebe glória naquele momento, mas torna visível uma glória que já lhe pertencia. O rosto resplandecente e as vestes brilhantes ecoam manifestações divinas do Antigo Testamento e conectam Jesus diretamente à presença de Deus.

Moisés e Elias aparecem ao lado de Cristo. A leitura mais comum é que representem a Lei e os Profetas. Toda a revelação anterior de Israel converge naquele momento. A voz do Pai reforça isso quando declara: “Este é meu Filho amado; a ele ouvi.” O detalhe é importante porque coloca Cristo acima até mesmo das maiores referências espirituais da tradição judaica. Pedro sugere construir tendas, provavelmente em referência à Festa dos Tabernáculos e à ideia da presença divina habitando entre os homens.

Logo depois, Mateus muda completamente o cenário. O texto sai da glória do monte e desce imediatamente para sofrimento e incapacidade humana. Um pai procura ajuda para o filho endemoninhado, mas os discípulos fracassam. O contraste parece intencional. A revelação da identidade divina de Cristo não elimina imediatamente a realidade do sofrimento humano nem resolve automaticamente a limitação espiritual dos discípulos.

Então Jesus fala sobre fé. E o ponto da comparação com o grão de mostarda não parece ser intensidade emocional, mas confiança genuína. No contexto judaico, o grão de mostarda era usado como imagem de algo extremamente pequeno. A ideia parece ser que fé verdadeira, ainda que pequena, participa do poder de Deus. A imagem de “mover montanhas” provavelmente funciona como metáfora para obstáculos aparentemente impossíveis.

O capítulo termina com novo anúncio da morte de Cristo e com a cena do imposto do templo pago através da moeda encontrada no peixe. Jesus afirma que os filhos são livres, indicando autoridade superior ao próprio templo, mas ainda assim escolhe pagar para evitar escândalo desnecessário. A cena final reúne autoridade divina, provisão sobrenatural e humildade prática. Talvez Mateus 17 mostre exatamente isso: a glória de Cristo é real, mas ela não afasta imediatamente o sofrimento, a limitação humana nem a necessidade constante de fé.

14/05/2026

Tenho observado cada vez mais a importância da inteligência emocional dentro e fora das empresas. Porque, no fim, boa parte dos problemas humanos não nasce de falta de capacidade técnica, mas de reações emocionais mal processadas. Relações se desgastam, decisões são tomadas no impulso, conflitos escalam desnecessariamente e ambientes inteiros acabam contaminados por ansiedade, ego, medo ou raiva. Talvez por isso esse seja um tema tão atual. Não porque as emoções tenham se tornado mais fortes, mas porque o mundo ficou rápido demais para gente emocionalmente despreparada.

Inteligência emocional talvez tenha menos relação com “controlar emoções” e mais relação com perceber quando elas assumiram o controle.

Existe um conceito interessante na neurociência chamado “sequestro da amígdala”. A ideia é relativamente simples. A amígdala cerebral é uma estrutura ligada a respostas emocionais rápidas, especialmente medo, raiva, ameaça e sobrevivência.

O problema é que ela reage antes da racionalidade conseguir organizar a situação por completo.

Talvez por isso existam momentos em que alguém responde sem pensar, explode, trava ou toma decisões que depois nem consegue explicar direito. Quando percebe, já falou. Já fez. Já reagiu.

Como se a emoção tivesse tomado o volante por alguns minutos.

E talvez inteligência emocional tenha muito mais relação com criar espaço entre estímulo e resposta do que com virar uma pessoa fria ou “zen”.

Porque não se trata de deixar de sentir. Trata-se de perceber o que está acontecendo dentro de si antes que aquilo passe a conduzir completamente o comportamento.

No fundo, talvez maturidade emocional seja isso: conseguir observar a própria raiva antes dela virar ação. Conseguir perceber medo antes dele virar fuga. Conseguir notar orgulho antes dele virar arrogância.

Poucos segundos de consciência podem evitar consequências que durariam anos.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

Inscrição realizada com sucesso!

No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!

A sua subscrição foi enviada com sucesso!

Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.