16/01/2026

Inveja. Pecado envergonhado. Todos se sentem vítimas. Quase ninguém admite.

Não é querer o que o outro tem. Isso é cobiça. Inveja é se entristecer porque o outro tem. É tristeza pelo bem alheio.

A inveja nunca é de quem está longe. Ela escolhe quem está perto. É um elogio que dói. Uma confissão muda da própria insuficiência.

De todos os testes da amizade, o mais difícil é suportar o sucesso do amigo sem que a inveja apareça.

16/01/2026

Ezequiel 25 marca uma virada clara no livro. Depois de confrontar Judá de forma direta e insistente, o texto desloca o foco para fora. Não é mudança de assunto, é ampliação do juízo.

As nações vizinhas acompanham a destruição de Jerusalém à distância. Não participam diretamente do cerco, mas reagem a ele. E é justamente essa reação que entra em julgamento. Cada povo falha de um modo distinto, revelando não apenas interesses políticos, mas posicionamentos morais e teológicos.

Amom demonstra alegria diante da profanação do templo, não apenas da derrota militar de Judá. A falha está em considerar desejável o colapso do culto e da presença simbólica de Deus. A consequência anunciada é a perda de soberania e identidade, sendo entregue a povos do Oriente e reduzido a território de passagem.

Moabe interpreta a queda de Judá como evidência de que não havia nada de singular naquele povo. Ao dizer que Judá é “como todas as nações”, nega a lógica da aliança e reduz a história a um jogo comum de poder. O juízo se manifesta na perda territorial e no apagamento de relevância política.

Edom age movido por vingança persistente. O texto indica continuidade, não reação pontual. O ressentimento é cultivado como tradição e identidade nacional. A consequência é a devastação total, sem perspectiva de restauração.

Filístia é condenada pelo ódio histórico e pela violência reiterada contra Judá. Não há sinal de inflexão ao longo do tempo. Após esse período, os filisteus deixam de existir como povo reconhecível no cenário bíblico.

Exegeticamente, o capítulo revela que o juízo não responde apenas a ações, mas a posturas internas. Celebrar a dor do outro, relativizar a profanação, transformar a queda em confirmação ideológica.

E aqui o texto nos alcança. Nem sempre estamos errados pelo que fazemos, mas pelo que aprovamos. Às vezes, não participamos da destruição. Apenas observamos. Comentamos. Sentimos alívio quando não foi conosco. Ezequiel 25 desmonta essa falsa inocência. Há quedas que não provocamos, mas validamos. E a pergunta final permanece incômoda: o que aconteceu dentro de mim quando aconteceu fora?

15/01/2026

Li Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare. Curtinho. Intenso. Engraçado.

Algumas reflexões da leitura.

  1. O amor não nasce da razão, mas a desafia. Filosoficamente, o amor pertence ao campo do eros, não do logos. Ele antecede justificativas, ignora coerência e frequentemente entra em choque com aquilo que chamamos de juízo. Exigir racionalidade do amor é pedir que ele deixe de ser o que é.
  2. A instabilidade emocional é constitutiva do humano. A peça não retrata exceções, mas a regra. O ser humano não é estável por natureza; ele oscila conforme estímulos, desejos e contextos. A ideia de constância absoluta é mais ideal moral do que realidade antropológica.
  3. Amar é projetar sentido no outro. Grande parte do que chamamos de amor é um exercício de imaginação. Amamos narrativas, promessas, possibilidades. O outro funciona como superfície onde projetamos nossos anseios mais profundos, e isso explica tanto a intensidade quanto a frustração.
  4. Nenhuma autoridade governa o afeto. A tentativa de legislar sentimentos revela um equívoco clássico do poder: confundir obediência externa com adesão interna. A lei organiza a cidade, mas é impotente diante do desejo. Onde o amor é forçado, ele se corrompe ou se esconde.
  5. O ambiente revela o que a ordem reprime. O bosque não cria o caos, apenas remove os filtros. Quando a estrutura social afrouxa, o que emerge não é algo novo, mas o que já estava latente. Ambientes não apenas moldam comportamentos; eles revelam verdades ocultas.
  6. A confusão não é falha moral, é condição existencial. Buscar clareza absoluta em meio às paixões é ignorar a natureza do conflito humano. A confusão emocional é o preço da liberdade afetiva. Onde há escolha, há ambiguidade. Onde há ambiguidade, há angústia.
  7. O cômico é uma forma elevada de verdade. O riso não banaliza, ele desnuda. Ao tornar o drama risível, Shakespeare expõe o absurdo das nossas certezas. O humor desarma defesas morais e permite enxergar aquilo que, em tom solene, rejeitaríamos.
  8. Poder sem autodomínio produz desordem. Mesmo seres mágicos erram quando agem movidos por impulso. A peça sugere uma tese forte: autoridade sem sabedoria interna amplia o caos em vez de contê-lo. Não é o tamanho do poder que importa, mas sua maturidade.
  9. O amor idealizado é frágil; o escolhido é ético. O amor que depende apenas de emoção não resiste ao tempo. O que permanece é aquele que atravessa o desencanto e se converte em decisão. Aqui, Shakespeare toca uma distinção profunda entre paixão e compromisso.
  10. A restauração da ordem não apaga a experiência. Ao final, tudo parece resolvido, mas ninguém retorna ao ponto de partida. A experiência deixa marcas. Filosoficamente, isso afirma que viver é irreversível. Não há retorno à inocência, apenas integração do vivido.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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