Se há uma relação clara entre desempenho do negócio e de uma aplicação, ela aparece em sistemas onde há algum tipo de conversão. E-commerce, sistemas de inscrição, etc. A Google ensina que cada segundo para renderizar uma página pode representar a perda de 7% de conversão. Sistema lento vende menos.
Atendemos uma gigante que estava sofrendo, e muito, por trazer muita gente para seus sites, mas converter pouco. Problema? O site era lento. Não nasceu assim, mas foi ficando.
Imagine um site que demora 6 segundos para renderizar uma página de vendas. Agora, imagine o impacto de trazer esse tempo para perto de 1 segundo. Use os parâmetros da Google e faça as contas. Foi nessa direção que atuamos, de forma emergencial.
Mas deixa eu ir por partes e te dar mais detalhes.
Era uma plataforma de alto volume, com várias marcas operando sobre a mesma aplicação. Um único frontend sustentando tudo, com muito tráfego e mais de 80% dos acessos vindo de celular. Qualquer problema ali escala rápido.
O sintoma era claro: a página demorava entre 5 e 6 segundos para aparecer. Em mobile, pior. Gente chegando e indo embora antes de começar.
Quando fomos medir, ficou evidente onde o tempo estava sendo gasto. Código demais carregado logo de cara, chamadas que não eram necessárias naquele momento e muito processamento jogado para o dispositivo do usuário.
Aqui teve um ponto importante. O time da Exímia entrou junto, mão na massa com o cliente. Era urgente melhorar, mas não dava para correr risco. Os ajustes precisavam ser precisos. Não podia ter downtime.
Começamos pelo feijão com arroz bem feito. Cortar excesso, priorizar o essencial e organizar a ordem das coisas.
Reduzimos drasticamente o volume carregado, eliminamos chamadas desnecessárias e ajustamos o início da aplicação para ela aparecer mais rápido. O tempo caiu para algo próximo de 2,5 segundos. Menos espera, menos abandono, mais gente seguindo.
Depois, fomos para os ajustes finos. Conseguimos levar o tempo de carregamento para abaixo de 1 segundo.
Mas isso tem limite. Se a base continua desorganizada, o problema volta.
Aí veio a segunda etapa. Reorganizar a aplicação para que desempenho não dependa de esforço constante. Menos acoplamento, responsabilidades mais claras, uma estrutura que sustenta evolução sem degradar.
Esse mesmo padrão aparecia em outros pontos. Em uma aplicação relacionada, o tempo inicial era de 12 segundos. Depois do trabalho, caiu para cerca de 5. Tinha espaço para melhorar muito mais. Mas não estava na rota de conversão. Era coisa usada por gente interna. O impacto era menor. Saber o que é importante, todo mundo sabe. Saber o que é prioridade é onde nos diferenciamos.
Tudo isso foi feito sem parar a operação. Evolução por partes, convivendo com o legado, melhorando enquanto o sistema continuava rodando. É assim que a gente faz a diferença.
No fim, a conta é simples. Tempo de carregamento não é detalhe técnico. É o tempo que você tem para não perder uma venda.