12/02/2026

Conduzi uma sessão de mentoria individual com um executivo. Uma hora e quarenta e cinco minutos de conversa intensa, dessas que exigem presença total. Fiquei onde precisava estar: no raciocínio, nas perguntas, nas provocações. Fiz apenas algumas anotações para organizar o pensamento. Nada voltado a resumo.

Assim que terminamos, a transcrição do PLAUD ficou pronta em menos de um minuto. O próprio PLAUD até gera um resumo automaticamente, mas não gosto do resultado. Então precisei de mais três minutos da Márcia.

No passado, só com a sessão gravada, sem PLAUD e sem a Márcia, eu teria que reassistir tudo. Parar. Voltar. Estruturar. Organizar conceitos. Converter 1h45 de conversa em algo utilizável.

E isso tinha custo. Para mim. Para o cliente.

Sempre com humano no loop.

Desta vez, não.

Márcia, minha “agente-secretária” na OpenClaw, pegou a transcrição, cruzou com o contexto dos participantes extraído da agenda e da estrutura de memória que idealizamos e produziu o material completo.

Guia de estudos. Momentos de destaque. Glossário. Tabela ontológica. Síntese executiva clara, com encadeamento lógico e conceitos bem definidos.

Resultado? Quinze páginas densas, coerentes e prontas para uso estratégico, geradas a partir de poucos minutos de processamento após 1h45 de conversa.

Estou entregando mais valor. Mais estrutura. Mais profundidade.

Ganhei capacidade de atender melhor e de atender mais pessoas, sem sacrificar qualidade.

IA ajuda na produtividade quando usada com intenção. Não é sobre automação pela automação. É sobre desenhar o sistema certo.

Eu penso. Ela estrutura.

Já está operando. O presente é agêntico.

12/02/2026

A cena é uma reunião de acionistas.

Um investidor pega o microfone e cita uma frase do próprio Charlie Munger:

“Eu prefiro o cara com QI 130 que acha que tem 120, do que o cara com QI 150 que acha que tem 170.”

A pergunta é sobre julgamento. Sobre inteligência. Sobre excesso de confiança.

Munger responde, quase seco:

“Você deve estar pensando no Elon Musk.”

Risos.

Mas ele continua.

“É claro que eu quero o sujeito que entende suas próprias limitações, em vez do sujeito que não entende. Por outro lado, eu aprendi algo terrivelmente importante na vida. Aprendi isso com Howard Ahmanson. Você sabe o que ele costumava dizer? ‘Nunca subestime o homem que se superestima.’ Esses sujeitos estranhos que se superestimam às vezes acertam em cheio, mandam a bola para fora do estádio. E essa é uma parte muito desagradável da vida moderna. Mas eu aprendi a me ajustar a isso. Não tenho alternativa. Isso acontece o tempo todo. Mas eu não quero que minha vida pessoal seja um bando de caras vivendo em estado de delírio, que ocasionalmente dão uma grande tacada. Eu quero a pessoa prudente.”

Essa fala é mais honesta do que parece.

Ele começa afirmando uma preferência. Prudência. Gente que entende limite. Gente que sabe o que não sabe.

Mas ele admite outra coisa. O mundo não recompensa apenas essa virtude.

O espetacular raramente é alcançado sem algum grau de excesso, risco ou autoconfiança elevada. Há gente que se superestima, promete demais, ignora probabilidades. E, vez ou outra, entrega algo extraordinário.

Negar isso é ingenuidade histórica.

Só que aqui está o ponto mais interessante: Munger não mudou de preferência. Ele mudou a expectativa sobre como o mundo funciona.

Ele continua preferindo o prudente. Continua valorizando redução de erro, longevidade, composição paciente.

Mas deixou de acreditar que esse é o único jogo que gera grandeza.

Há dois jogos convivendo na história.

Um é o jogo da preservação. Longevidade. Redução sistemática de erro. Construção paciente ao longo do tempo.

Outro é o jogo da assimetria. Ruptura. Aposta concentrada. Volatilidade extrema em busca de upside desproporcional.

Os dois produzem resultado.

Os dois têm custo.

Os dois têm risco.

Não são excludentes no mundo real. Você inevitavelmente convive com ambos.

No fim, é preferência de jogo.

Você pode escolher o jogo que combina com seu temperamento, sua tolerância a risco, sua visão de longo prazo.

O que não dá é fingir que o outro não funciona.

Compreender isso não obriga você a se tornar excessivo.

Mas obriga você a abandonar a ingenuidade.

E talvez essa seja a parte mais madura da fala do Munger.

Não é sobre Musk.

É sobre entender o tabuleiro como ele é, assumir suas preferências, e aceitar que não é apenas o seu jeito que produz grandeza.

12/02/2026

Nasce da comparação. Alimenta-se da superioridade.

É excesso. Ultrapassa o limite da humildade e da verdade sobre si.

Precede a queda. Não por punição, mas por equilíbrio.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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