11/01/2026

Estou lendo “Admirável Mundo Novo”, de Huxley. Cheguei ao final do capítulo 5. Abaixo um compilado de ideias incômodas do livro.

  1. Ser humano como produto
    A vida deixa de ser mistério e passa a ser projeto. Quando pessoas são fabricadas, não há vocação, apenas especificação. O valor não está em quem se é, mas em para que se serve.
  2. Desigualdade planejada é mais estável
    A injustiça não é erro moral. É arquitetura. O sistema funciona porque ninguém espera mais do que foi condicionado a desejar. Frustração é evitada antes mesmo de nascer.
  3. Liberdade gera instabilidade
    Escolher implica errar. Errar gera angústia. Angústia ameaça a ordem. Logo, a liberdade é tratada como risco sistêmico, não como valor humano.
  4. Felicidade como obrigação social
    Não basta estar bem. É preciso parecer bem. Sofrer se torna inadequado, quase obsceno. A tristeza não pede escuta. Pede correção.
  5. Prazer como ferramenta de controle
    O sistema não precisa proibir nada. Ele oferece demais. O excesso de estímulo ocupa todo o espaço onde poderia surgir o pensamento crítico.
  6. O soma como solução universal
    A dor deixa de ser linguagem da alma e vira ruído a ser silenciado. Não se pergunta “por que estou assim?”, mas “quanto devo tomar para parar de sentir?”.
  7. Comunidade sem intimidade
    Todos se relacionam, ninguém se entrega. O vínculo raso evita perdas profundas. Amar de verdade gera dependência, e dependência gera sofrimento. Logo, amor é risco.
  8. Pensar demais é antissocial
    Refletir cria atrito. Questionar desacelera. Quem pensa demais atrapalha a fluidez do sistema. O bom cidadão é funcional, não consciente.
  9. Estabilidade acima da verdade
    A verdade só importa enquanto não desorganiza. Se desestabiliza, é descartada. O critério não é o que é, mas o que mantém tudo em pé.
  10. A ausência de desejo por liberdade
    Aqui está o golpe final. Ninguém quer escapar porque ninguém sente falta de algo maior. Sem dor, sem vazio, sem transcendência, a liberdade vira um conceito inútil. A prisão perfeita é a que não provoca saudade do lado de fora.

Até aqui, Huxley não constrói uma distopia do medo, mas da satisfação administrada. E isso é o que torna tudo mais inquietante: não parece um inferno. Parece um lugar onde muita gente toparia morar.

11/01/2026

Quem “vive” no passado tende à depressão. Quem “vive” no futuro tende à ansiedade. Ansiedade é prima-irmã da procrastinação. Todo ansioso acaba, cedo ou tarde, adiando a própria vida.

A vida boa não acontece com base no que foi ontem, nem no que talvez seja amanhã. Ela acontece agora. É feita das atitudes de agora, inclusive da forma como reagimos aos resultados de ontem e às expectativas do amanhã.

Passado e futuro são momentos mentais. Não são inimigos, mas maus senhores. São viagens legítimas, desde que não se tornem desculpa ou justificativa para nos afastar da vida concreta que acontece hoje.

Um espírito que insiste em viver no antes ou no depois abdica do único lugar onde a vida pode ser vivida. E se condena no agora.

11/01/2026

Ezequiel 20 é um capítulo construído como confronto. O povo procura Deus esperando direção, mas recebe memória. Não há resposta prática, nem palavra de conforto. O texto deixa claro que, antes de qualquer futuro possível, existe um passado que precisa ser encarado sem maquiagem.

O cenário é o exílio babilônico. Israel já perdeu terra, templo e autonomia. Mesmo assim, os líderes ainda se aproximam como quem acredita que o problema é circunstancial. O contexto histórico revela o oposto: a crise atual não nasce no exílio, mas também não é punição automática pelo passado. Ela se sustenta na forma como o presente lida com esse passado.

Literariamente, o capítulo assume forma quase judicial. Deus reconta a história em ciclos repetitivos. Revelação, resistência, misericórdia contida, nova resistência. A repetição não acusa gerações mortas. Ela expõe um padrão que continua ativo. O problema não é o que foi feito, mas o que continua sendo reproduzido.

Exegeticamente, isso não contradiz Ezequiel 18. O juízo não recai sobre os pais, mas sobre filhos que escolhem repetir os mesmos caminhos. O passado entra em cena como evidência, não como sentença. A expressão “por causa do meu nome” reforça isso: Deus não pune por herança, nem poupa por tradição. O sábado, sinal da aliança, revela a atitude presente diante de uma relação continuamente rejeitada.

Homileticamente, o texto desloca o foco do passado para mim. Não sou responsável pelos erros de ontem, mas sou responsável pela forma como lido com eles hoje. A memória, aqui, não serve para gerar culpa, mas consciência. Deus não cobra o que passou. Ele confronta a insistência em continuar igual. O juízo não nasce da história antiga, mas da recusa atual em aprender com ela. A esperança surge exatamente aí: quando o passado deixa de ser álibi e passa a ser advertência.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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