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14/05/2026

Tenho observado cada vez mais a importância da inteligência emocional dentro e fora das empresas. Porque, no fim, boa parte dos problemas humanos não nasce de falta de capacidade técnica, mas de reações emocionais mal processadas. Relações se desgastam, decisões são tomadas no impulso, conflitos escalam desnecessariamente e ambientes inteiros acabam contaminados por ansiedade, ego, medo ou raiva. Talvez por isso esse seja um tema tão atual. Não porque as emoções tenham se tornado mais fortes, mas porque o mundo ficou rápido demais para gente emocionalmente despreparada.

Inteligência emocional talvez tenha menos relação com “controlar emoções” e mais relação com perceber quando elas assumiram o controle.

Existe um conceito interessante na neurociência chamado “sequestro da amígdala”. A ideia é relativamente simples. A amígdala cerebral é uma estrutura ligada a respostas emocionais rápidas, especialmente medo, raiva, ameaça e sobrevivência.

O problema é que ela reage antes da racionalidade conseguir organizar a situação por completo.

Talvez por isso existam momentos em que alguém responde sem pensar, explode, trava ou toma decisões que depois nem consegue explicar direito. Quando percebe, já falou. Já fez. Já reagiu.

Como se a emoção tivesse tomado o volante por alguns minutos.

E talvez inteligência emocional tenha muito mais relação com criar espaço entre estímulo e resposta do que com virar uma pessoa fria ou “zen”.

Porque não se trata de deixar de sentir. Trata-se de perceber o que está acontecendo dentro de si antes que aquilo passe a conduzir completamente o comportamento.

No fundo, talvez maturidade emocional seja isso: conseguir observar a própria raiva antes dela virar ação. Conseguir perceber medo antes dele virar fuga. Conseguir notar orgulho antes dele virar arrogância.

Poucos segundos de consciência podem evitar consequências que durariam anos.

14/05/2026

Mateus 16 começa com fariseus e saduceus pedindo sinais para Jesus. E isso é curioso porque sinais não faltavam. Milagres já haviam acontecido diante deles inúmeras vezes. O problema não parecia ausência de evidência. Parecia incapacidade de perceber aquilo que estava diante deles.

Talvez por isso Jesus fale sobre interpretar os sinais dos tempos e logo depois alerte os discípulos sobre o “fermento” dos fariseus.

A imagem do fermento é forte porque fermento age silenciosamente. Pequeno no início, mas capaz de contaminar toda a massa. E talvez certas formas erradas de enxergar o mundo funcionem exatamente assim. Elas moldam lentamente percepção, prioridades e até a forma como alguém entende Deus.

Pouco depois acontece a famosa declaração de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Cristo significa ungido em grego. Assim como Messias, em hebraico. Ambos apontam para a ideia de realeza.

Pedro finalmente reconhece quem está diante dele. Não apenas um mestre, profeta ou operador de milagres. O Filho do Deus Vivo.

Mas o capítulo faz questão de mostrar algo importante: reconhecer Cristo não significa compreendê-lo plenamente.

Porque logo depois Jesus começa a falar sobre sofrimento, rejeição e morte. E Pedro imediatamente tenta impedir aquilo. O mesmo homem que acabara de reconhecer Cristo torna-se incapaz de aceitar o caminho que Cristo deveria percorrer. Talvez porque ainda estivesse preso à expectativa de um Messias triunfante segundo a lógica humana de poder, vitória e glória aparente.

E então vem uma das falas mais duras do evangelho: “Para trás de mim, Satanás.”

A frase é extrema. Pedro reconhecia corretamente quem Cristo era, mas ainda interpretava sua missão a partir dos valores do mundo. E talvez seja exatamente isso que Mateus 16 confronte o tempo inteiro: a tendência humana de querer um Deus alinhado às próprias expectativas.

No fim do capítulo, Jesus fala sobre tomar a cruz, perder a vida para encontrá-la e sobre o perigo de ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma. Hoje a cruz virou símbolo religioso comum, mas naquele contexto ela significava humilhação, sofrimento e morte pública. O texto desmonta completamente a ideia de um caminho baseado apenas em triunfo, conforto e reconhecimento.

Talvez reconhecer Cristo nunca tenha sido apenas descobrir quem ele é. Talvez seja também aceitar o caminho pelo qual ele escolheu se revelar.

13/05/2026

Mateus 15 cria um contraste muito forte entre religiosidade e reconhecimento verdadeiro de Deus. O capítulo começa com os fariseus discutindo tradição, pureza ritual e costumes religiosos. Estavam preocupados com lavar as mãos, seguir práticas externas e preservar estruturas construídas ao longo do tempo. E então Jesus responde dizendo algo profundamente desconfortável: o homem não é contaminado pelo que entra nele, mas pelo que sai do coração.

Pouco depois, aparece a mulher cananeia.

E talvez o contraste seja proposital.

Ela não tinha posição religiosa, não fazia parte do povo judeu, não possuía autoridade espiritual e provavelmente nem compreenderia todas as implicações teológicas sobre o Messias. Mas tinha necessidade. E talvez justamente por isso se aproximasse sem as amarras que impediam outros de enxergar Cristo.

A cena é forte porque tudo ali parecia apontar para rejeição. Ela era gentia, mulher e insistia publicamente atrás de um mestre judeu. A resposta inicial de Jesus soa dura. Mesmo assim, ela continua.

E talvez continue porque não está preocupada em defender orgulho, posição ou merecimento. Apenas percebe que Cristo é suficiente. Mesmo as migalhas.

Isso torna a fala dela uma das mais bonitas do evangelho. Existe humildade, desespero, percepção e confiança misturados ao mesmo tempo. Ela não exige direitos. Não tenta provar valor. Apenas permanece diante de Cristo porque sabe que não encontrará em outro lugar aquilo que precisa.

E talvez seja exatamente isso que Mateus 15 esteja mostrando. Muitas vezes, a necessidade aproxima mais de Deus do que a religiosidade. Porque a necessidade quebra a ilusão de autossuficiência. O homem deixa de proteger imagem, tradição e orgulho, e passa apenas a buscar socorro.

Enquanto isso, os fariseus seguem discutindo regras diante do próprio Cristo sem conseguir reconhecê-lo plenamente.

Talvez porque poucas coisas ceguem mais o homem do que a sensação de já possuir todas as respostas.

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Por que sua “reputação” é importante?

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Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

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Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

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Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

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Análise SWOT de sua marca pessoal

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Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

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Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

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Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

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A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

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Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

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Análise de Competências de Gallup

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Lições complementares

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Apresentando-se do Jeito Certo

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O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

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Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

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Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

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Escrita efetiva para não escritores

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Gatilhos!

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