Blog

20/04/2026

Tem dor que engana. Dói na perna, mas começa nas costas.

Li isso em um texto do Seth Godin. Ele usa a dor ciática como ponto de partida. Essa aqui é a minha leitura.

Chamam de dor ciática. A dor desce pela perna, às vezes chega no pé, incomoda exatamente onde parece óbvio tratar. Só que não começa ali. Na maioria dos casos, a origem está na lombar. O problema está em um ponto. O sintoma aparece em outro.

No trabalho acontece a mesma coisa. O cliente reclama, a entrega atrasa, a conversão cai. E a reação quase sempre é mexer no que está visível. Troca a pessoa, ajusta o processo, reescreve um pedaço de código. Dá a sensação de controle, mas é só isso.

Tem gente que construiu carreira inteira tratando sintoma. Parece produtivo. Não é.

Sintoma engana porque é concreto. Sistema exige leitura.

Vale dar um passo atrás. Entender a origem. Identificar o que está gerando o comportamento. Às vezes é uma decisão antiga. Às vezes é um padrão que ninguém mais questiona.

Sistema lento não é problema de código. Quase sempre é de decisão.

Olhar para o sistema quase sempre dói mais, porque ele expõe escolha mal feita, prioridade errada, falta de clareza. E isso é mais difícil do que corrigir um efeito isolado.

Só que é aí que o jogo muda.

Enquanto você tratar sintoma, vai viver apagando incêndio. Pode até melhorar pontualmente, mas nunca estabiliza. O problema muda de lugar, não desaparece.

Quando você encontra o sistema, mesmo sem resolver tudo de imediato, você passa a enxergar o jogo. E quem enxerga o jogo decide melhor.

No fim, a pergunta não é onde dói.

É de onde vem.

20/04/2026

Comecei a jogar xadrez muito cedo. Com o tempo, fui percebendo que muita coisa que aprendi no tabuleiro funciona direto na vida.

Tem gente que diz que xadrez é o jogo da estratégia. Eu concordo. Ele ensina a pensar estrategicamente. Mas existe um erro comum: achar que estratégia é ter um plano claro, fechado, sabendo exatamente onde quer chegar e como chegar.

Na prática, quase todo mundo até sabe mais ou menos onde quer chegar. O problema é o “como”. E esse “como” raramente é óbvio. Nem na vida, nem no xadrez.

Quando você começa a treinar xadrez com mais seriedade, especialmente em níveis mais altos, aparece um método simples e poderoso. Antes de cada jogada, você se faz sempre as mesmas três perguntas. É treino, repetição, disciplina de pensamento.

E o mais interessante é isso: essas três perguntas te ensinam a jogar de forma estratégica sem precisar, necessariamente, de um plano fechado.

A primeira: tem ganho direto? Existe alguma jogada que te dá uma vantagem imediata, como ganhar uma peça?

Isso importa mais do que parece. Xadrez e vida se ganham aproveitando oportunidades. Muitas vezes, uma única vantagem já decide tudo. Se você deixa passar, talvez não apareça outra.

A segunda: o outro lado tem? Existe alguma ameaça na próxima jogada? Alguma peça sua solta?

Porque a oportunidade que você dá ao outro pode ser suficiente para ele ganhar. No alto nível, um pequeno descuido vira uma vantagem que se carrega até o final do jogo.

A terceira é a que muda o nível: qual é o plano do adversário? O que ele está tentando construir?

Aqui já não é só tática, é leitura de contexto. É entender para onde o jogo está indo. Na vida, é olhar o mercado, os movimentos ao redor, os sinais que nem sempre são explícitos.

Eu costumo pensar assim: quando o seu plano é muito diferente do que todo mundo está fazendo, existem duas possibilidades. Ou você está vendo algo que ninguém viu ou está correndo um risco desnecessário. As duas coisas acontecem, mas, na maioria das vezes, é mais prudente entender bem o jogo antes de querer reinventá-lo.

Karpov ficou famoso por “não fazer nada”. Mas esse “nada” era método. Ele não forçava plano, não inventava moda. Só bloqueava o plano do outro, melhorava a posição e esperava. Até que o adversário errava.

E aí surgia uma vantagem pequena.

Pequena, mas suficiente.

No alto nível, ninguém ganha porque desenhou o plano perfeito. Ganha porque não deixou passar a oportunidade e não deu oportunidade para o outro.

No fim, tudo volta às mesmas três perguntas: tem ganho direto? Tem ameaça contra você? E qual é o plano do outro?

Se você responde isso com consistência, você não depende de genialidade. Depende de disciplina.

E, quase sempre, isso já é o suficiente para ganhar o jogo, no tabuleiro e fora dele.

20/04/2026

Na próxima quarta-feira começam os encontros da minha mentoria em arquitetura de software com ênfase em IA. Depois de muitos anos facilitando mentorias para centenas de arquitetos, essa será a última turma aberta, com foco no combate à dívida cognitiva e de intencionalidade.

Vou falar de consciência situacional. Antes de decidir, precisa entender. É exatamente aqui que vejo arquitetos errando. Sem isso, arquiteto vira palpiteiro de luxo. Vou mostrar caminhos práticos para entender código que já existe, tenha sido escrito por gente ou gerado por IA.

Também vou apresentar uma versão adaptada do ciclo OOCD que usamos na Exímia e como usar IA para acelerar esse processo, principalmente quando não tem documentação nenhuma. A proposta é deixar claras decisões que ninguém registrou, mas que o código entrega. É isso que viabiliza a produção da única documentação arquitetural que considero indispensável: as ADRs.

Esse é o primeiro encontro. E o começo do fim das turmas abertas. Não haverá outra.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

Inscrição realizada com sucesso!

No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!

A sua subscrição foi enviada com sucesso!

Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.