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08/06/2026

Marcos 13 começa com um discípulo admirando a grandiosidade do templo. As pedras eram enormes. A construção parecia indestrutível. Mas Jesus responde com uma profecia desconcertante: chegaria o dia em que não ficaria pedra sobre pedra. Há uma lição imediata nisso. Os seres humanos costumam depositar sua confiança naquilo que parece sólido, permanente e invulnerável. Deus, porém, frequentemente nos lembra que até as maiores obras humanas são temporárias. O que parece eterno aos nossos olhos pode desaparecer em uma única geração.

Ao longo do discurso, Jesus fala de guerras, perseguições, falsos messias, crises e sofrimento. Mas é curioso perceber que ele não descreve esses acontecimentos como o fim em si mesmos. Ele os chama de “princípio das dores”. A imagem é a de um parto. A dor não é o destino final. É apenas o anúncio de que algo novo está por nascer. Em um mundo marcado por crises e incertezas, essa perspectiva continua atual. O sofrimento não tem a última palavra na história.

Uma das grandes dificuldades do capítulo é que Jesus parece falar, ao mesmo tempo, da destruição de Jerusalém e da consumação final. Os primeiros cristãos viram a queda do templo como um sinal poderoso de que as palavras de Cristo eram verdadeiras. Mas também entenderam que aquele evento apontava para algo maior. Na linguagem dos profetas, acontecimentos próximos frequentemente servem como sombras de realidades futuras. O juízo sobre Jerusalém antecipava um dia em que toda a história seria finalmente colocada diante de Deus.

Talvez o aspecto mais surpreendente do texto seja aquilo que Jesus não faz. Ele não oferece datas. Não entrega um calendário. Não satisfaz a curiosidade dos discípulos sobre cronologias. Pelo contrário. Em um dos momentos mais marcantes do discurso, afirma que ninguém sabe o dia nem a hora. O foco não está em descobrir quando acontecerá, mas em como viver até que aconteça. A obsessão por previsões sempre foi mais atraente para os seres humanos do que a disciplina da perseverança.

Por isso o capítulo termina com um chamado à vigilância. Não uma vigilância ansiosa, mas uma vigilância fiel. Jesus não convida seus discípulos a viverem com medo do futuro, mas com responsabilidade no presente. O templo caiu. Jerusalém foi destruída. Impérios surgiram e desapareceram. Tudo aquilo que parecia permanente revelou sua fragilidade. A única coisa que permanece é a palavra de Deus. E a pergunta que Marcos 13 deixa para cada geração não é “quando será?”, mas “como você será encontrado quando chegar a hora?”.

07/06/2026

Marcos 12 é um capítulo sobre reconhecimento. Não da autoridade humana, mas da autoridade de Deus quando ela se apresenta diante de nós. Os líderes religiosos conheciam as Escrituras, ocupavam posições de destaque e eram respeitados pelo povo. Ainda assim, não conseguiram reconhecer o Filho quando ele chegou. Na parábola dos lavradores maus, Jesus mostra que a rejeição que ele enfrentava não era um episódio isolado, mas a continuação de uma longa história de resistência à voz de Deus. O problema nunca foi falta de informação. Foi falta de disposição para se render à verdade.

Ao longo do capítulo, diferentes grupos tentam encurralar Jesus. Uns levantam questões políticas, outros apresentam debates teológicos, outros discutem detalhes da Lei. Todos acreditam que podem colocá-lo contra a parede. Todos fracassam. Marcos mostra que existe uma grande diferença entre conhecer argumentos sobre Deus e conhecer o próprio Deus. É possível dominar conceitos, tradições e doutrinas e, ainda assim, permanecer distante daquilo que realmente importa.

No centro dessas discussões aparece a síntese de toda a Lei: amar a Deus e amar o próximo. Jesus não está simplificando a fé. Está revelando seu fundamento. Toda espiritualidade que perde de vista o amor acaba se tornando apenas um sistema. A religião pode acumular regras, rituais e debates sofisticados, mas, quando o amor desaparece, sobra apenas uma estrutura vazia tentando sustentar a aparência de algo que já perdeu a vida.

É por isso que a crítica aos escribas é tão severa. Eles gostavam dos lugares de honra, dos títulos e do reconhecimento público. Haviam transformado a fé em instrumento de prestígio. E logo depois dessa denúncia surge uma viúva pobre, alguém sem posição, sem influência e sem qualquer importância aos olhos da sociedade. Enquanto os grandes líderes recebem palavras de reprovação, ela se torna exemplo de entrega. O contraste é intencional. Os que pareciam mais próximos de Deus estavam longe. Aquela que parecia insignificante revelou uma confiança que poucos possuíam.

Marcos encerra o capítulo lembrando que Deus enxerga de forma diferente da nossa. Nós costumamos olhar para títulos, conhecimento, visibilidade e poder. Cristo olha para o coração. A grande questão não é quanto sabemos sobre Deus, mas o que fazemos quando ele fala conosco. Os líderes do templo ouviram e resistiram. A viúva entregou tudo o que tinha. E, no fim das contas, é essa diferença que separa uma fé que apenas ocupa espaço de uma fé que realmente transforma a vida.

06/06/2026

Acabei de terminar O Retrato de Dorian Gray e uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o quanto ele parece um livro escrito para o nosso tempo. A história foi publicada em 1890, mas poderia ter sido concebida em plena era das redes sociais. A obsessão pela juventude, pela imagem, pela aprovação dos outros e pela construção de uma versão idealizada de si mesmo continua tão presente hoje quanto na Londres vitoriana.

Ao longo da narrativa, Dorian é convencido por Lord Henry de que a vida deve ser vivida como uma busca constante por prazer, beleza e experiências. A ideia parece sedutora. Afinal, quem não gostaria de escapar das consequências, preservar para sempre a própria imagem e viver apenas para satisfazer os próprios desejos? O problema é que toda escolha tem um custo. O que Dorian tenta esconder do mundo não desaparece. Apenas é transferido para outro lugar.

É justamente aí que está a genialidade do romance. O retrato não é apenas um elemento fantástico. Ele funciona como uma metáfora da consciência. Enquanto a aparência externa permanece impecável, a verdade interior vai se tornando cada vez mais difícil de encarar. Dorian consegue enganar os outros por muitos anos. O único que ele não consegue enganar é a si mesmo.

Também é impossível não enxergar algo do próprio Oscar Wilde na obra. Wilde era um defensor da beleza, da arte e da liberdade individual. Mas sua vida acabou marcada pelo choque entre os desejos pessoais e as convenções da sociedade de sua época. Existe uma ironia melancólica nisso tudo: o autor que tanto valorizava a estética escreveu uma das maiores advertências da literatura sobre os perigos de transformar a aparência em valor supremo.

No fim, saí da leitura com a impressão de que o livro não é uma condenação da beleza, do prazer ou da juventude. É uma advertência contra a ilusão de que essas coisas podem substituir caráter, propósito e verdade. Todos nós temos um retrato que ninguém vê. A questão não é se conseguimos esconder suas marcas dos outros. A questão é se conseguimos conviver com aquilo que ele revela quando estamos sozinhos diante dele.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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