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22/02/2026

E não é que o jQuery ainda não morreu?

Para quem não é da área, o jQuery é como um kit de ferramentas que ajudou a construir boa parte da internet que usamos hoje. Coisas simples, como clicar num botão e abrir um menu ou validar um formulário, eram feitas com ele. Por muitos anos, ele foi o padrão.

O curioso é que ele passou quase dez anos sem uma grande atualização. Muita gente já tratava como peça de museu. Até que chega a versão 4.0.0 com um recado claro: “eu já fui moda, agora sou estrutura”.

Não é que ele voltou a ser novidade. As construções modernas usam tecnologias diferentes. A versão 4.0.0 não está tentando competir com o novo. Ela está cuidando do que já existe.

E o que já existe é gigantesco.

Essa atualização serve para limpar a casa. Tira o que não serve mais, deixa o sistema mais leve e avisa que os prédios construídos com ele vão continuar de pé.

Aqui está o ponto que vale para qualquer negócio. Existe uma diferença enorme entre o que é novidade e o que é base instalada.

Uma parte enorme da internet roda com essa tecnologia. Sistemas de empresas, sites antigos, lojas virtuais que faturam milhões. Não porque alguém escolheria usar isso para começar um projeto hoje. Mas porque o projeto já existe.

Derrubar tudo e fazer de novo tem custo. É caro e arriscado. Para a operação e cria problema onde não tinha. Às vezes, a decisão mais inteligente não é modernizar tudo. É manter o que funciona.

A imortalidade dele vem daí. Não da inovação, mas da realidade. Ele já foi a estrela do show. Agora é alicerce. E alicerce não precisa brilhar. Precisa aguentar peso.

22/02/2026

Pedi à Márcia, minha assistente de IA, que gravasse um áudio para eu compartilhar no Instagram. A ideia era simples: um áudio curto, apresentando quem ela é e o que faz. Só isso.

Ela gravou. Ficou bom. Claro, objetivo, com personalidade. E aí eu fiz o que qualquer pessoa minimamente curiosa faria: pensei que dava para empacotar melhor. Se a mensagem estava boa, talvez a forma pudesse amplificar.

A Márcia já tinha um avatar definido. Uma identidade visual que vínhamos usando. Então pedi que ela gerasse imagens baseadas nesse avatar, explorando variações de pose, enquadramento e contexto. O conjunto que ela gerou não exigiu escolha. Eram exatamente as imagens que eu queria. Coerentes, alinhadas, com a personalidade certa.

O único detalhe é que eram estáticas. Foi aí que usei o Veo3 para gerar animações a partir dessas imagens. Movimento sutil, expressões leves, presença. As imagens ganharam vida.

Depois disso, juntar tudo foi simples: organizei as cenas e usei o áudio original como voice over. A peça começou a se fechar sozinha. Em pouco tempo, o vídeo estava pronto. Publiquei como Reel.

Achei que a história terminava ali. Não terminava.

Os comentários começaram a aparecer. Primeiro um “alô”, depois perguntas interessantes. E eu pensei: e se a Márcia respondesse também? Se a mesma lógica que criou o conteúdo pudesse sustentar a conversa?

A solução mais óbvia foi simular o humano. Automação de desktop. Ela enxerga a tela, clica, digita, publica. Funciona. É quase mágico. E é exatamente por isso que incomoda um pouco. É frágil. E, principalmente, é caro. Você paga por uma máquina inteira para executar o que, no fundo, é só troca estruturada de dados.

Foi aí que fiz a pergunta certa: existe um caminho mais direto? Em vez de simular alguém usando o sistema, por que não falar com o sistema?

Saímos do desktop e fomos para a API. Não foi instantâneo. Token que não servia, permissão faltando, mais um ajuste, mais uma tentativa. Até que funcionou. E quando funciona, a diferença é clara. Menor custo, maior controle, rastreabilidade real. Você deixa de empurrar a máquina e passa a orquestrá-la.

Ajustei o fluxo. Agora ela sugere respostas aos comentários. Eu reviso. Se aprovo, ela executa.

O que começou como um áudio virou vídeo. O vídeo virou conversa. A conversa virou processo.

No fim do dia, percebi que o mais interessante não foi publicar um Reel. Foi desenhar e orquestrar um sistema.

22/02/2026

Concluir O Alienista é perceber que a história nunca foi sobre loucura. Foi sobre a arrogância das certezas.

Simão Bacamarte não é um vilão passional, é um homem disciplinado, coerente, comprometido com o método. E justamente aí mora o perigo. Ele não se deixa corromper por dinheiro ou vaidade explícita. Ele se deixa conduzir pela própria convicção. Quando a teoria vira lente única, tudo passa a caber nela. E o mundo deixa de ser mundo para virar experimento.

Machado de Assis escreve com ironia controlada. Não há exagero. Não há grito. Há precisão. Ele ri da fé cega na ciência sem negar a importância da razão. Ele critica o cientificismo, não o pensamento. A Casa Verde é menos um hospício e mais um símbolo do poder técnico legitimado por discurso racional.

Quem define a norma define o destino. E quem controla a régua controla as pessoas.

O movimento mais brilhante da obra é a inversão final. Quando quase todos são considerados insanos, o critério muda. Quando os excessivamente virtuosos passam a ser suspeitos, entendemos que o problema nunca esteve nos indivíduos. Esteve na obsessão classificatória. Machado expõe a fragilidade da ideia de normalidade. Normal é sempre construção. E construção depende de quem constrói.

Há também um retrato social desconfortável. Itaguaí se adapta, protesta, negocia, se revolta e depois acomoda novamente. A população não é heroica nem vilã. É conveniente. Tolera o poder enquanto não dói demais. Isso talvez seja o ponto mais atual do livro. O autor não critica apenas o médico. Critica o sistema que o legitima.

No fundo, a obra parece sugerir que a maior loucura não é perder a razão, mas absolutizá-la. Quando a razão deixa de ser instrumento e vira fim em si mesma, ela perde a capacidade de autocrítica. E sem autocrítica, qualquer método se transforma em tirania elegante.

Terminar a leitura deixa uma sensação estranha. Não há explosão dramática. Há silêncio. O silêncio de quem percebe que o problema não é o outro, não é o louco, não é o diferente. O problema é a confiança excessiva de que somos capazes de definir, com segurança definitiva, o que é equilíbrio.

E talvez essa seja a ironia maior. A verdadeira sanidade começa quando desconfiamos das nossas próprias certezas.

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