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30/06/2026

Lucas 19 é um capítulo sobre encontros decisivos. Cada episódio responde à mesma pergunta: o que acontece quando o verdadeiro Rei passa pelo caminho de alguém? A resposta depende menos de quem a pessoa é e mais de como reage à sua presença. Zaqueu, um homem desprezado por seu próprio povo, sobe em uma árvore apenas para enxergar Jesus. Ao ser chamado pelo nome, sua vida muda completamente. O arrependimento não aparece como um discurso, mas como uma transformação concreta de atitudes. A salvação não fica restrita ao coração; ela alcança a forma como ele passa a tratar as pessoas e a administrar seus bens.

Na sequência, Jesus conta a parábola das minas porque muitos acreditavam que o Reino de Deus seria instaurado imediatamente em Jerusalém. A história corrige essa expectativa ao mostrar que haverá um intervalo entre a partida do Rei e o seu retorno. Durante esse tempo, todos os servos recebem a mesma responsabilidade: administrar aquilo que lhes foi confiado. O foco não está nas capacidades individuais, mas na fidelidade. O Reino não foi entregue para ser preservado como uma relíquia, mas para produzir frutos. Os servos fiéis entendem que tudo pertence ao rei, inclusive os resultados. Já o servo infiel não desperdiça a mina nem a rouba; ele simplesmente a mantém intacta. Seu erro nasce da imagem distorcida que tem do senhor. O medo produz paralisia, e a paralisia produz esterilidade.

Ao aproximar-se de Jerusalém, Jesus entra montado em um jumentinho, cumprindo deliberadamente a profecia messiânica. A multidão o aclama como rei, mas poucos compreendem que tipo de rei ele é. Não chega em um cavalo de guerra para conquistar pela força, mas em um animal associado à paz e à humildade. Quando alguns fariseus pedem que os discípulos se calem, Jesus responde que, se eles se calassem, as próprias pedras clamariam. A verdade sobre sua identidade já não pode mais ser escondida. O Rei finalmente se apresenta ao seu povo, mas muitos ainda esperam um libertador político em vez do Salvador prometido.

Em seguida, Lucas registra uma das cenas mais emocionantes do Evangelho. Jesus contempla Jerusalém e chora. Não são lágrimas de fraqueza, mas de compaixão. A cidade aguardava o Messias havia séculos, e ainda assim não reconheceu “o tempo da sua visitação”. O julgamento anunciado por Jesus não nasce da ira descontrolada, mas da rejeição persistente da graça. Logo depois, ao expulsar os vendedores do Templo, ele denuncia uma religiosidade que preservava as aparências enquanto perdia sua essência. A casa de oração havia sido transformada em um instrumento de interesses humanos. O problema não era o comércio em si, mas um sistema religioso que já não conduzia as pessoas para Deus.

A grande mensagem de Lucas 19 é que a presença de Jesus sempre exige uma resposta. Zaqueu responde com arrependimento. Os servos da parábola são avaliados pela fidelidade. A multidão escolhe entre reconhecer ou rejeitar o Rei. Jerusalém sofre por não perceber quem estava diante dela. O Templo é confrontado por ter substituído adoração por conveniência. Em todos os episódios, a pergunta permanece a mesma: o que fazemos quando Deus visita a nossa vida? Lucas sugere que não basta admirar Jesus, ouvi-lo ou até aclamá-lo. É preciso permitir que sua presença transforme prioridades, produza frutos e revele, por meio das nossas escolhas, que o verdadeiro Rei encontrou espaço para governar o coração.

29/06/2026

Lucas 18 gira em torno de uma única grande pergunta: quem realmente está preparado para receber o Reino de Deus? A resposta de Jesus surpreende. O maior obstáculo entre o ser humano e Deus não é a falta de capacidade, mas a autossuficiência. O Reino começa exatamente onde termina a confiança em nossos próprios méritos e nasce o reconhecimento de que dependemos inteiramente da graça de Deus.

Essa ideia aparece logo na parábola da viúva persistente. O problema não é convencer Deus a agir, como se Ele fosse um juiz indiferente, mas perseverar na fé enquanto a resposta não chega. A pergunta que encerra a parábola é dirigida a cada um de nós: “Quando vier o Filho do Homem, achará fé na terra?” A verdadeira questão nunca foi a fidelidade de Deus, mas a nossa.

Na sequência, Jesus contrapõe um fariseu e um publicano. O primeiro apresenta seu currículo religioso; o segundo apresenta apenas sua necessidade. Enquanto o fariseu confia em suas obras, o publicano sequer ergue os olhos aos céus. É justamente este, e não aquele, que volta para casa justificado. Deus não rejeita quem reconhece sua miséria; rejeita a pretensão de quem acredita não precisar d’Ele.

O mesmo princípio aparece nas cenas seguintes. As crianças representam quem depende completamente dos outros. O jovem rico, embora moralmente correto, não consegue abrir mão daquilo em que deposita sua segurança. Os discípulos, diante disso, ficam perplexos ao perceber que nem riqueza, nem posição, nem mérito são suficientes para entrar no Reino. Por fim, um cego à beira do caminho enxerga o que muitos não viam: reconhece Jesus como o Messias, clama por misericórdia e, depois de curado, passa a segui-lo.

Lucas 18 nos convida a abandonar toda forma de autossuficiência. A viúva sabe que precisa de ajuda. O publicano sabe que é pecador. A criança sabe que depende. O cego sabe que não enxerga. Apenas o fariseu e o jovem rico acreditam possuir, em si mesmos, aquilo de que realmente necessitam. A porta do Reino continua sendo a mesma: ela permanece aberta para quem reconhece sua dependência de Deus e fechada para quem acredita bastar a si mesmo.

28/06/2026

Certa vez, a Mentira e a Verdade se encontraram, e a Mentira disse para a Verdade:

“Bom dia, dona Verdade.”

A Verdade, ouvindo, foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto: sem nuvens de chuva, pássaros cantando, sem cheiro de fumaça na mata. Confirmando que realmente era um bom dia, respondeu:

“Bom dia, dona Mentira.”

“Está muito calor hoje”, disse a Mentira.

A Verdade, vendo que a Mentira estava sendo sincera, começou a relaxar.

Então a Mentira convidou a Verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:

“Vem, dona Verdade. A água está uma delícia.”

A Verdade, sem duvidar da Mentira, despiu-se de suas vestes, pulou na água e deu um bom mergulho.

A Mentira, logo que a Verdade saltou, saiu da água, vestiu-se com as vestes da Verdade e foi embora.

A Verdade, por sua vez, recusou vestir-se com as vestes da Mentira. Não tendo do que se envergonhar, saiu nua.

E, aos olhos das pessoas, ficou mais fácil aceitar a Mentira vestida com as vestes da Verdade do que aceitar a Verdade nua e crua.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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