17/01/2026

Li A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath. Sem dúvida, uma leitura perturbadora, que ganha contrastes ainda mais dramáticos quando se compreende seu caráter semi-autobiográfico.

Plath escreve de forma crua, às vezes cruel, ao descrever a luta da personagem principal contra a depressão, até que ela se aproxime do desejo de desaparecer.

Em muitos trechos, o livro se mostra datado. Foi escrito na década de 1960. Tratamentos de choque eram então considerados terapêuticos, quase desejáveis. O vocabulário, no entanto, é simples. A dificuldade do livro não está na linguagem, mas no que ele revela. A complexidade não é formal. É humana.

Sylvia apresenta um retrato da depressão que vai além da tristeza. Trata-se de um estado que distorce o mundo, isola o sujeito e o faz respirar sempre o mesmo ar viciado. A realidade externa continua, mas chega deformada, abafada, quase irreal. Daí a redoma.

A personagem lida com angústia e ansiedade. A abundância de possibilidades não gera liberdade automática. Quando cada escolha implica a morte das outras, a indecisão pode levar à inanição existencial. Nenhum fruto é colhido. Todos apodrecem.

Em determinado momento, no fundo do desespero, Plath percebe algo desconcertante. O corpo, descrito ao longo da obra como quase independente da consciência, insiste. O coração pulsa e afirma, silenciosamente: “eu sou, eu sou, eu sou”. Curiosamente, a mesma fórmula pela qual Deus se apresenta.

O livro não é fácil. Não porque exija erudição, mas porque exige honestidade. Ele força o leitor a encarar regiões profundas e pouco visitadas da alma humana. E há ainda um peso que permanece fora das páginas. Diferente da personagem, o desfecho da autora foi trágico. Poucos meses após o lançamento do livro, Sylvia Plath suicidou-se. A redoma literária se abriu. A redoma biográfica, não.

17/01/2026

Ficar feliz e celebrar a queda do outro. Não por crueldade. Mas por ver ali uma oportunidade.

Alegria imoral disfarçada de racionalidade econômica. O sofrimento alheio vira dado estratégico. Tudo é lido pelo filtro da utilidade. Se me beneficia, está justificado. Se me favorece, está certo.

17/01/2026

Ezequiel 26. Juízo de Tiro. Potência fenícia, marítima e comercial, ela surge como símbolo de um sistema que prospera com a queda alheia. O oráculo vem logo após a destruição de Jerusalém e deixa claro que o critério do juízo não mudou. Apenas ampliou o alcance. O problema não é quem cultua a Deus certo ou errado, mas o que se faz diante da ruína do outro.

Historicamente, Tiro controlava rotas e mercadorias-chave do Mediterrâneo. Jerusalém funcionava como corredor terrestre estratégico. Sua queda, em 586 a.C., foi celebrada por Tiro como vantagem econômica. O cerco babilônico atingiu a cidade continental; séculos depois, Alexandre, o Grande completou a derrota ao alcançar a ilha. O juízo acontece em etapas, não em um único golpe.

Literariamente, o texto avança como maré. “Muitas nações” vêm em ondas sucessivas. A linguagem mistura cerco, desgaste e esvaziamento. O clímax não é explosão, é exposição. A cidade do comércio vira rocha nua. O centro de trocas vira lugar de redes secando. O ritmo do poema comunica inevitabilidade.

Exegeticamente, o pecado é claro: alegria diante da profanação do santuário e da queda de Jerusalém como “porta dos povos”. Não é condenação da riqueza, mas da soberba que transforma lucro em critério moral. A frase “não tornarás a ser edificada” aponta para perda definitiva de status e função histórica, não para desaparecimento físico absoluto.

No plano pessoal, o texto pressiona onde incomoda. Onde eu ganho quando alguém perde? Quando chamei vantagem de justiça? Tiro cai quando sucesso vira autorização ética. Sistemas assim funcionam por um tempo. Pessoas também. Até o dia em que o mar volta. E ele sempre volta.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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