Conduzi uma sessão de mentoria individual com um executivo. Uma hora e quarenta e cinco minutos de conversa intensa, dessas que exigem presença total. Fiquei onde precisava estar: no raciocínio, nas perguntas, nas provocações. Fiz apenas algumas anotações para organizar o pensamento. Nada voltado a resumo.
Assim que terminamos, a transcrição do PLAUD ficou pronta em menos de um minuto. O próprio PLAUD até gera um resumo automaticamente, mas não gosto do resultado. Então precisei de mais três minutos da Márcia.
No passado, só com a sessão gravada, sem PLAUD e sem a Márcia, eu teria que reassistir tudo. Parar. Voltar. Estruturar. Organizar conceitos. Converter 1h45 de conversa em algo utilizável.
E isso tinha custo. Para mim. Para o cliente.
Sempre com humano no loop.
Desta vez, não.
Márcia, minha “agente-secretária” na OpenClaw, pegou a transcrição, cruzou com o contexto dos participantes extraído da agenda e da estrutura de memória que idealizamos e produziu o material completo.
Guia de estudos. Momentos de destaque. Glossário. Tabela ontológica. Síntese executiva clara, com encadeamento lógico e conceitos bem definidos.
Resultado? Quinze páginas densas, coerentes e prontas para uso estratégico, geradas a partir de poucos minutos de processamento após 1h45 de conversa.
Estou entregando mais valor. Mais estrutura. Mais profundidade.
Ganhei capacidade de atender melhor e de atender mais pessoas, sem sacrificar qualidade.
IA ajuda na produtividade quando usada com intenção. Não é sobre automação pela automação. É sobre desenhar o sistema certo.
Eu penso. Ela estrutura.
Já está operando. O presente é agêntico.