29/01/2026

Nesse capítulo, Gina Maria está em casa tentando organizar o dia como quem tenta organizar a própria alma com uma planilha aberta e zero vontade de viver. Ela olha para os grandes projetos que exigem foco, energia e alguma fé na humanidade. Suspira. Decide que vai começar. Não começa.

Não é preguiça. É cansaço existencial com certificado. Gina sente que anda carregando o mundo, Rick, Eleonor e ainda tentando pagar boletos. E como sempre, conclui que, se tudo está difícil, o problema só pode ser ela. Sempre ela. Gina tem esse talento raro de se responsabilizar até pelo aquecimento global.

O celular vibra. Mensagem da administradora no grupo da empresa. Objetiva, cruel, adulta. Faturamento precisa melhorar. Contas precisam ser pagas. Gina sente aquele frio conhecido na barriga. Eu sei, pensa. Eu sei tudo isso. Abre o teclado para responder com profissionalismo, maturidade e equilíbrio emocional.

Não dá tempo.

Rick Gatto surge no privado como quem entra numa reunião atrasado e ainda exige atenção. Ele não fala de números. Rick nunca fala de números. Rick fala de moral. Fala como quem descobriu a verdade universal às oito da manhã.

“Gina, o seu problema não é trabalho. São as más companhias.”

Pronto. Diagnóstico fechado. CRM emocional completo. Gina tenta argumentar. Diz que não é bem assim. Diz que está cansada. Diz que tem pressão. Rick ignora tudo isso com a tranquilidade de quem nunca duvidou de si mesmo nem por cinco minutos.

E então ele vai além. Porque Rick não conhece limites. Conhece convicções.

“Essa Rapha Lupe aí… isso é má influência.”

Rapha Lupe. A melhor amiga. A confidente. A pessoa que sabe tudo e ainda assim fica. Aquela que não vive de Instagram, mas vive de presença. Aquela que esteve com Gina quando ela resolveu sair e, por isso, virou ameaça oficial ao ego inflado do Gatto. Rick não odeia Rapha. Rick tem ciúmes dela. Ciúmes profundos, infantis e muito mal disfarçados. Ele quer ser o único espelho onde Gina se enxerga. Qualquer outro reflexo o enfurece.

Gina sente o golpe. E como boa mocinha treinada na culpa, reage do jeito errado.

“A pessoa má não é a Lupe. Sou eu, Gina.”

Era para ser um pedido de trégua. Vira convite para palestra motivacional.

Rick se anima. Se coloca como referência moral. Como exemplo de vida. Como se estivesse concedendo uma oportunidade rara de aprendizado. Ele explica, com a serenidade dos iluminados, que Gina finalmente está começando a entender. Que ele só quer ajudá-la. Que ela precisa ouvir quem é superior. Superior a quê, ninguém sabe. Mas Rick sabe. E isso basta.

A falta de noção é tamanha que chega a ser cômica. Se não fosse devastadora.

E o pior acontece. Gina acredita um pouco. Porque ela se acostumou a essa fantasia. A fantasia de que ela é o erro. De que ela precisa ser corrigida. De que Rick é duro, mas justo. E Rick, com prazer, reforça essa narrativa sempre que pode.

A tristeza não faz escândalo. Ela se senta no sofá e cruza os braços.

Gina então chama Eleonor Augusto. Porque Eleonor acalma. Ele organiza. Ele explica. Ele pega o caos e transforma em frases completas, com começo, meio e fim. Gina começa vaga. “Estou cansada.” Depois entra nos detalhes. Ele escuta. Atento. Interessado. Ele entende a reação de Gina. Entende até demais.

O diagnóstico dele é claro. Gina morre de amores por Rick. Não só de amor romântico. De hábito emocional. De costume tóxico. Gina se acostumou a existir como problema. E Rick é um profissional em manter isso funcionando.

Eleonor fala. Organiza. Mostra que Rick ultrapassa limites. Diz que isso não se faz. Mas enquanto fala, ele também vê tudo por um ângulo muito específico. Um ângulo que, curiosamente, o coloca como alternativa sensata, madura e acolhedora. Ele explica o mundo… do jeito que também lhe convém. E guarda alguma coisa. Sempre guarda. Algo ali não é dito. E isso não é acidente.

Rapha Lupe não participa da conversa. Mas é o centro do conflito.

Rapha é a presença que desestabiliza Rick. Não por agressividade. Por existir. Por lembrar Gina de quem ela é quando não está se desculpando. Rick não ataca Rapha por raiva. Ataca por ciúmes. Porque quer Gina olhando só para ele. Sempre para ele.

A conversa termina. Gina parece melhor. Conversar com Eleonor sempre acalma. E então, com uma clareza tímida, quase ensaiada, ela diz em voz alta:

“Eu preciso aprender a ouvir menos o Rick.”

Não é libertação. É treino.

Ela desliga. Abre o Instagram. Ajusta o sorriso funcional, aquele sorriso que não pergunta nada. Posta uma história curta, impecável.

“Tudo bem.”

O mundo acredita. Rick talvez sorria satisfeito. Eleonor observa. Rapha Lupe não vê agora, porque Rapha não vive ali.

E Gina, mais uma vez, transforma um caos inteiro em uma imagem bonita.

No próximo capítulo, veremos o que acontece quando a falta de noção começa a incomodar até quem a pratica, quando o espelho favorito deixa de refletir submissão, e quando Rapha Lupe finalmente entra em cena do jeito que só uma fiel escudeira sabe entrar. Porque, nesta novela, ninguém sustenta um ego inflado para sempre.

29/01/2026

Quando penso que sou entusiasta de tecnologia, que levo as coisas ao limite, sempre aparece um amigo para provar que ainda tem gente mais doida.

Olha só. O cara configurou o Clawdbot (Moltbot) como assistente pessoal. Número de celular dedicado, acesso à agenda, aos emails, às memórias organizadas no Obsidian, uma máquina só para isso. Até aqui, tudo coisa que eu também fiz. Mas ele resolveu ir um pouco além.

Pediu para a assistente entrar em contato com o consultório do médico. A agente mandou mensagem, se apresentou, pediu opções de horário, bateu com a agenda e marcou a consulta. Incrível. Fico me perguntando se o pessoal do consultório percebeu que estava falando com uma IA, e não com uma pessoa.

Mais tarde, no mesmo dia, veio um pedido mais difícil. Ele queria informações sobre um carro em uma concessionária. A agente pesquisou na internet, usou o Perplexity para entender melhor o modelo, acessou o site da concessionária e quase usou o formulário de contato. Quase. O formulário pedia CPF. Ela achou invasivo demais, recuou, avisou o amigo e decidiu mandar um email. E mandou.

Depois a concessionária respondeu. A agente viu rápido e mandou uma mensagem no WhatsApp para o meu amigo contando como estava o andamento.

Meu amigo, empolgado, já está cheio de ideias meio malucas. Está pensando até em usar Open Finance para dar acesso às próprias contas. Temerário? Visionário? Não sei.

Até para mim, essas coisas de “agência” parecem estar chegando rápido demais.

29/01/2026

No capítulo de hoje, o dia nasce decidido a colaborar com o drama. Rick Gatto acorda antes do sol, não por insônia, mas por vocação. Há dores que não dormem. Há homens que não sabem sofrer em silêncio. Rick é os dois.

Ainda de pijama, já sente a inspiração. Pega o celular, respira fundo e começa.

“Você só dá valor ao que tem quando perde…”

Posta. Olha. Suspira. Concorda profundamente consigo mesmo.

Minutos depois, outra.

“Algumas pessoas aprendem tarde demais.”

Rick assente com a cabeça, como se alguém estivesse ali para ouvi-lo. Não percebe, nem por um segundo, que as frases que dispara servem como luva… para ele mesmo. Mas Gatto não reflete. Gatto proclama.

Mais uma.

“Nem todo abandono é coragem.”

Agora sim. Drama completo. Rick sente que cumpriu seu dever emocional com o mundo. Ou melhor, com Gina. Ou melhor ainda, com Gina e qualquer outra alma sensível que esteja olhando. Porque sofrer sozinho é triste. Sofrer observado é arte.

Em outra cidade, Gina Maria acorda como quem já perdeu o dia. O corpo pesado, o coração cansado e aquela sensação familiar de culpa antes mesmo de qualquer ação. Abre o celular. Erro clássico. Lê as indiretas. Todas. Uma por uma. Como quem assiste à própria condenação.

“Oh, Gina Maria, como pode?”, ela se pergunta, em voz baixa, mas com convicção. “Como pode ter seguido vivendo enquanto ele sofre tanto?” Fecha o aplicativo. Abre de novo. Culpa não aceita despedida.

Ela tenta se animar. Tenta lembrar que só saiu. Que não fez nada demais. Mas a mente responde rápido demais. “E quando foi que só sair não destruiu tudo?”

Enquanto isso, Eleonor Augusto faz o que sempre faz. Dá bom dia. No horário de sempre. Com a regularidade de quem nunca falha. Mas hoje a resposta não vem na hora. Gina viu as indiretas antes do carinho. E, naquele pequeno intervalo, já havia culpa suficiente para um capítulo inteiro.

Eleonor sente. Ele sempre sente. Liga.

Eles conversam. Ele aconselha. Fala com calma. Pede que Gina erga a cabeça. Fala de Rick sem rodeios, sem maquiagem emocional. “Você sofre porque ainda ama Rick”, diz, como quem joga água fria em incêndio antigo.

Gina sente o golpe. Porque dói ouvir em voz alta aquilo que ela tenta esconder até do travesseiro. Ela se acusa pelos erros do passado. Lista mentalmente cada falha, cada escolha, cada passo que não saiu perfeito.

Eleonor tenta explicar o mundo. Fala da confusão ensinada às mulheres. Misturaram tudo. Sexo, casamento, amor. Antes, dar só casando. Casar só amando. Agora, dar só amando. E amar virou sentença. Culpa, cobrança, peso.

Ele fala. Organiza. Racionaliza. Discorre como quem acredita que um bom argumento pode salvar uma alma.

Não salva.

Gina continua mal. Desmotivada. Apagada. Eleonor se preocupa. De verdade. Pensa em algo mais sério. Pensa em depressão. Pensa em proteger.

E então, num movimento inesperado, Gina muda de assunto. Como quem muda o rumo da própria dor.

Ela cobra. Cobra a distância. Cobra o tempo. Cobra decisões. “Quando você vai resolver as coisas na sua vida?”, pergunta. “Quando vamos viver juntos um amor de verdade?”

Silêncio.

Eleonor, que sempre tem palavras sobrando, perde todas. Não porque não entendeu. Mas porque entendeu demais. Porque explicar o mundo é fácil. Resolver a própria vida… nem tanto.

Gina percebe o silêncio. E se sente pior. Porque até o amor que consola parece não saber para onde ir.

Na praia, Rick posta mais uma frase. Mais uma verdade universal. Sem perceber que, se alguém realmente desse valor ao que tinha, talvez não precisasse anunciar isso todos os dias.

Neste capítulo, Rick ensina lições que ele mesmo não aprende. Eleonor entende tudo, menos o próprio futuro. E Gina, doce Gina Maria, é a única que sofre sem estratégia, ama sem truques e se culpa até pelo que ainda não aconteceu.

E o relógio mal avançou a manhã.

No próximo capítulo, veremos quantas indiretas ainda cabem em um dia, quanto silêncio uma conversa aguenta e até quando Gina vai continuar pedindo desculpas por estar viva. Porque, nesta novelinha, o drama não descansa. E o dia… está só começando.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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