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11/05/2026

Eu terminei Alice no País das Maravilhas com a sensação de que o livro fala menos sobre fantasia e mais sobre o desconforto de existir em um mundo que muda o tempo inteiro.

Quando a história começa, Alice ainda acredita que existe uma lógica estável nas coisas. Existe um jeito certo, uma resposta correta, uma ordem previsível. Mas, conforme ela avança, percebe que quase nada permanece fixo. O tamanho muda. As regras mudam. As conversas mudam de direção. O sentido escapa.

E talvez a parte mais interessante seja que o problema não está apenas no mundo ao redor dela. Em determinado momento, ela percebe que também mudou. A frase “I am not myself” talvez seja o centro do livro inteiro. Alice percebe que não consegue mais explicar quem é porque já não se sente exatamente a mesma.

Isso é profundamente humano.

A gente cresce acreditando que maturidade significa encontrar estabilidade. Mas a vida parece muito mais próxima de Wonderland do que gostaríamos de admitir. Relações mudam. Convicções mudam. O contexto muda. Até a percepção que temos de nós mesmos muda.

O curioso é que o livro não trata isso como tragédia. Trata quase como condição inevitável da existência.

O Chapeleiro vive preso num tempo quebrado. A Rainha governa através do exagero e do medo. O julgamento acontece antes da sentença. O jogo possui regras que ninguém entende completamente. E, olhando de fora, tudo parece absurdo.

Mas olhando com honestidade… quanto do nosso próprio mundo também não funciona assim?

Talvez por isso o livro continue tão atual. Ele desmonta a ilusão de que os adultos vivem num mundo plenamente racional. Em Wonderland, autoridade frequentemente é performática, linguagem frequentemente falha e pessoas frequentemente falam sem realmente se ouvir.

E ainda assim a vida continua acontecendo.

O Gato de Cheshire talvez seja o personagem que melhor entendeu isso tudo. Quando ele diz que todos ali são loucos, não parece um insulto. Parece apenas uma constatação humilde sobre a condição humana.

No final, Alice atravessa o caos sem nunca receber um grande manual explicando como o mundo funciona. E talvez seja exatamente esse o ponto. Crescer não é finalmente compreender tudo. Crescer talvez seja aprender a caminhar mesmo quando nem todas as regras fazem sentido.

Porque, para quem não decide onde quer chegar, qualquer caminho serve.

E talvez Wonderland seja justamente isso: um mundo onde Alice descobre que encontrar direção importa mais do que encontrar controle.

11/05/2026

Mateus 13 termina de uma forma curiosa. Jesus volta para sua própria terra, ensina nas sinagogas e impressiona as pessoas. Elas reconhecem sabedoria em suas palavras e percebem algo diferente nele. Mas logo depois reduzem tudo à familiaridade: “não é este o filho do carpinteiro?”. E então vem uma das frases mais simbólicas do capítulo: Jesus realizou poucos milagres ali por causa da incredulidade deles.

Existe uma expressão popular que parece resumir bem a cena: santo de casa não faz milagre.

Talvez porque aquilo que se torna familiar demais também passe a receber menos atenção. As pessoas de Nazaré olhavam para Jesus e acreditavam já saber exatamente quem ele era. E isso é interessante porque Mateus 13 inteiro parece girar em torno dessa ideia de percepção.

A parábola do semeador talvez deixe isso ainda mais claro. O problema não está na semente. A mesma semente é lançada sobre todos. O que muda é o solo. E o solo vai sendo construído ao longo do tempo. Vai endurecendo, acumulando distrações, preocupações, certezas antigas e coisas demais ocupando espaço. Aos poucos, perde a capacidade de receber.

Talvez por isso Jesus diga que “ao que tem, mais lhe será dado; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado”. A frase parece dura, mas dentro do capítulo ela faz muito sentido. O solo fértil se torna mais fértil. Quem recebe a verdade com abertura passa a perceber ainda mais. Já quem deixa o coração endurecer vai perdendo até a capacidade de reconhecer aquilo que antes parecia minimamente claro.

E talvez seja exatamente isso que acontece em Nazaré. A proximidade deles com Cristo não produziu profundidade, mas fechamento. A sensação de já conhecer Jesus impediu que percebessem quem estava diante deles.

No fim, Mateus 13 parece menos um capítulo sobre parábolas e mais um capítulo sobre atenção. Sobre aquilo que o homem permite ocupar espaço dentro de si. Porque o coração nunca permanece neutro. Ele sempre está sendo preparado para receber alguma coisa ou endurecendo lentamente diante dela.

10/05/2026

Comecei a ler Eu e Tu e logo nas primeiras páginas encontrei uma ideia difícil de ignorar. Buber diz que o homem vive diante do mundo de duas formas fundamentais: “Eu-Tu” e “Eu-Isso”.

O “Eu-Isso” é a relação utilitária com o mundo. É quando lidamos com algo como recurso, ferramenta, função ou conveniência. É o modo da técnica, da organização, da eficiência. Necessário, inclusive. Não existe ciência, engenharia ou gestão sem isso.

Mas o problema aparece quando toda relação passa a acontecer dessa forma.

Quando pessoas viram apenas função. Quando amizade vira conveniência. Quando conversas acontecem sem presença. Quando alguém deixa de ser um “Tu” e passa a ser apenas algo que atende expectativas, resolve problemas ou ocupa um espaço na nossa vida.

Talvez a ideia mais forte do texto seja esta: o próprio “eu” muda dependendo da relação.

O eu que encontra verdadeiramente alguém não é o mesmo eu que apenas usa, mede, classifica ou consome. O ser humano não se constrói isolado. Ele se constrói na relação.

Isso me fez pensar no quanto o mundo moderno empurra a gente para relações cada vez mais utilitárias. Tudo precisa gerar resultado. Tudo precisa servir para alguma coisa. Até o descanso, às vezes, parece produtividade disfarçada.

Talvez por isso exista tanta sensação de vazio em um tempo de hiperconexão. Nunca falamos tanto. Nunca nos mostramos tanto. E, ainda assim, talvez encontremos tão pouco.

Buber parece sugerir que a vida humana acontece de verdade no encontro. Não no controle, não na posse, não na análise. No encontro.

É difícil terminar esse trecho sem se perguntar quantas pessoas realmente tratamos como “Tu” e quantas acabaram se tornando apenas “Isso”.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

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Feedback 360 Graus para Autoavaliação

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Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

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Design Thinking para Inovação Pessoal

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Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

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Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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