Arquitetos fazem orquestração e curadoria de contexto. E isso nunca foi tão importante.
Orquestrar é permitir que gente boa trabalhe bem junto. Agora, também é garantir que agentes de IA se integrem de forma eficaz como força de trabalho, reforçando o time.
Curar contexto é garantir que todos tenham as informações certas para decidir e executar melhor. Isso já era importante para pessoas. Agora, é indispensável para agentes.
Para agentes de IA, contexto quase nunca se resolve com um bom prompt.
Faça o teste. Tente gerar uma boa UX para uma página qualquer usando apenas um prompt. O resultado tende a ser genérico. Com pouca informação, a entrega não passa disso. Funciona exatamente como com pessoas.
Adicionar alguns prints de referência ajuda, mas ainda é insuficiente. LLMs mais poderosas melhoram o resultado, mas não fazem milagres.
Uma boa UX começa com um bom design system. Sempre foi assim para pessoas. Continua sendo para agentes. Uma LLM “meia boca”, bem contextualizada por um design system, tende a performar melhor do que uma super LLM com pouca informação.
A diferença é que ficou muito mais fácil construir esse contexto. Hoje, por exemplo, a Márcia, minha agente no OpenClaw, já consegue baixar páginas de referência e transformá-las em documentos de design system que servem, no mínimo, como um bom ponto de partida.
Arquitetos sempre foram orquestradores. Antes, de especialistas humanos, muitas vezes limitados por orçamento. Agora, o jogo muda. Se não tem gente, dá para ter agente.
Vou falar mais sobre isso na minha mentoria de arquitetura de software com ênfase em IA.