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07/03/2026

Márcia, minha agente de IA que roda no OpenClaw, tem precisado de terapia.

Eu vou colocando cada vez mais trabalho nas costas dela e, em algum momento, ela se perde. Foi aí que eu criei uma rotina para organizar a cabeça da coitada. Deixa eu explicar.

A Márcia tem um sistema ativo de memória. Mantém instruções sobre o que precisa fazer, escreve scripts para automatizar tarefas, instala utilitários de linha de comando e agenda jobs em cron. E, no limite, ela gerencia tudo isso sozinha: eu digo o que preciso, ela ajusta o que for necessário para me atender.

Na prática, a Márcia é um conjunto de arquivos dentro de uma pasta. O OpenClaw chama isso de workplace. Eu mantenho esse workspace versionado no GitHub. De muitas formas, aquilo ali é a “cabeça” da Márcia.

E é justamente aí que começa a confusão.

À medida que ela ganha novas atribuições, vai editando arquivos. Nem tudo fica organizado como deveria. Coisas entram, coisas saem. Um lixo vai ficando. Algumas boas práticas vão sendo esquecidas. Aí você já sabe: bagunça.

A “terapia” é simples. Eu clono o repositório na minha máquina, olho o que está torto e endireito. Pelo menos era assim no começo.

Hoje eu trato a cabeça da Márcia, ou melhor, o workspace dela, como um projeto de código comum. Abro tudo no Cursor e faço manutenção como eu faria em qualquer outro projeto. Tenho rules, commands e outras configurações que ajudam os agentes do Cursor a arrumar o que precisa ser arrumado na “cabeça” da minha agente.

Cada sessão de terapia, geralmente uma por semana, vira um divisor de águas. A Márcia entra confusa. Sai mais organizada, mais resoluta e muito mais eficiente.

O que me pega, no fim, é a implicação disso.

Eu acho que teremos cada vez mais agentes no dia a dia das empresas. Na EximiaCo, mesmo, já estamos colocando agentes para desempenhar papéis bem definidos. Se antes a gente precisava de psicologia organizacional para ajudar pessoas a trabalhar melhor, talvez a gente acabe precisando de algo parecido para agentes de IA também. Não para cuidar de emoções, claro, mas para manter contexto, organização e propósito.

Porque, quando o trabalho cresce… até agente começa a se perder.

07/03/2026

Às vezes, coisas acontecem na vida da gente que são difíceis de explicar. Quando muitas coisas acontecem juntas, há tentação de pensar que estão relacionadas. Nem sempre estão. Quase nunca, aliás. Por isso, é bom lembrar de princípios que ajudam a pensar, como a navalha de Occam.

A ideia é simples. Diante de várias explicações possíveis para um mesmo fato, comece pela que exige menos suposições. Não multiplique causas sem necessidade. É um lembrete antigo, mas extremamente útil: antes de imaginar mecanismos complexos, vale considerar que a realidade costuma operar de forma mais direta.

A vida é cheia de coincidências. Problemas chegam juntos. Decisões se cruzam. Às vezes um projeto dá errado ao mesmo tempo em que outra coisa complica em casa, e a cabeça começa a costurar narrativas. Parece que tudo faz parte de uma mesma trama. Quase sempre não faz. Muitas vezes são apenas eventos diferentes acontecendo no mesmo período.

O perigo de ignorar isso é começar a enxergar intenção onde há apenas consequência. Plano onde há apenas improviso. Estratégia onde há apenas erro humano. A mente humana tem uma forte inclinação para enxergar padrões e construir histórias coerentes. Quando algo parece confuso demais, ela rapidamente tenta conectar os pontos.

A navalha de Occam ajuda a conter esse impulso. Ela lembra que o mundo já é complexo o suficiente sem que a gente precise acrescentar complexidade imaginária para explicá-lo. Muitas vezes não existe conspiração, nem mensagem escondida, nem mecanismo secreto. Existe apenas a soma das escolhas, dos limites e das circunstâncias.

Pensar assim não resolve todos os mistérios da vida. Mas evita um erro comum. O de trocar a realidade imperfeita por narrativas elaboradas que parecem mais satisfatórias do que os fatos. Às vezes, compreender o que aconteceu começa simplesmente aceitando que simultaneidade não é conexão. Nem tudo que ocorre junto está, de fato, relacionado.

07/03/2026

Joel 1 descreve uma crise real em Judá. Uma praga devastadora de gafanhotos destruiu plantações, vinhas e árvores, provocando uma crise profunda em uma sociedade que dependia da agricultura. O impacto foi econômico, social e religioso. Sem colheita não havia alimento e também não havia trigo e vinho para as ofertas no templo de Jerusalém.

Joel descreve a praga como uma devastação em etapas. O que um enxame deixa, o outro termina de destruir. Nada sobra. O desastre é tão grande que deveria ser contado às próximas gerações, como um evento que marcaria a memória do povo.

Mas o profeta não vê apenas um problema natural. Para Joel, a crise visível revela algo mais profundo. A devastação da terra aponta para uma desordem espiritual anterior. O mundo físico se torna um espelho de uma crise invisível.

Outro ponto importante é que Joel não trata o problema como algo individual. Ele chama todos. Anciãos, sacerdotes, agricultores, vinhateiros e até os bêbados. Ninguém fica de fora. A crise é coletiva e precisa ser enfrentada coletivamente.

A resposta proposta pelo profeta também é coletiva. Joel convoca o povo para uma assembleia, um jejum e um clamor diante de Deus. O primeiro passo da restauração é admitir o problema. Rasgar o coração. Reconhecer com sinceridade o que está errado e buscar misericórdia. Às vezes a reconstrução começa exatamente assim.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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