Blog

27/05/2026

Marcos 1 começa sem rodeios. Marcos não apresenta genealogia, infância de Jesus ou grandes introduções. João Batista já aparece no deserto preparando o caminho. E o deserto importa. Foi lugar de prova, dependência e formação para Israel. Agora, é dali que começa o anúncio do Messias. Até a aparência de João aponta para isso. A roupa lembra Elias. O último grande profeta antes do silêncio.

Muitos entendem que Marcos pode ter sido o primeiro evangelho escrito. Talvez por isso o texto pareça correr tanto. Tudo acontece rápido. Cristo entra em cena já enfrentando caos, doença, demônios e incredulidade. No batismo, Marcos diz que os céus “se rasgaram”. A imagem é forte. O Espírito desce sobre Cristo e o Pai declara: “Tu és meu Filho amado”. Logo depois, Jesus vai para o deserto e enfrenta Satanás. O Messias não começa sua missão em conforto, palco ou poder político. Começa no confronto. Onde Israel falhou no deserto, Cristo permanece firme.

A mensagem de Jesus também é direta: “o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam”. O Reino chega junto com a presença de Cristo. O Reino de Deus desmonta prioridades antigas. Não existe espaço para uma fé de aparência. Mexe em rotina, direção e identidade. Por isso os discípulos largam redes, barcos e trabalho tão rápido. Eles perceberam que algo maior estava diante deles.

Marcos enfatiza o tempo inteiro a autoridade de Jesus. Ele não ensina como alguém repetindo interpretações antigas. Fala como fonte da própria autoridade. E suas ações confirmam isso. Espíritos malignos obedecem. Doentes são curados. O leproso é purificado. E esse é um dos momentos mais fortes do capítulo. Cristo toca o impuro e não se contamina. O impuro é que é transformado.

O final do capítulo quase antecipa o restante do evangelho. Depois de curar o leproso, Jesus passa a permanecer fora das cidades, em lugares isolados. Existe uma troca acontecendo ali. O excluído volta ao convívio. Cristo assume o lugar de quem está do lado de fora. Marcos já começa mostrando que o caminho do Messias não seria construído apenas com poder e milagres, mas com serviço, entrega e identificação profunda com a dor humana.

26/05/2026

Mateus 28 fecha o evangelho de forma poderosa. O capítulo começa com o túmulo vazio. Maria Madalena e a outra Maria vão ao sepulcro, acontece um terremoto, um anjo remove a pedra e anuncia algo que muda toda a narrativa do evangelho: Cristo ressuscitou. O detalhe importante é que a pedra não foi removida para Jesus sair. Foi removida para que elas vissem que Ele já não estava lá.

Os guardas entram em desespero, enquanto as mulheres recebem a ordem de anunciar a ressurreição aos discípulos. E existe aqui uma inversão fortíssima. Naquela cultura, o testemunho feminino tinha pouco valor jurídico. Mesmo assim, Deus escolhe justamente mulheres como primeiras testemunhas da ressurreição. O Reino frequentemente começa por quem o mundo menos esperaria.

Depois aparece um contraste pesado. Enquanto os discípulos recebem a verdade, os líderes religiosos tentam construir uma narrativa falsa. Pagam os soldados para espalhar a ideia de que o corpo foi roubado. Mateus mostra algo importante aqui: mesmo diante de evidências, pessoas podem preferir proteger posições, poder e reputação em vez da verdade.

O capítulo termina na Galileia, com Jesus encontrando os discípulos. Alguns adoram. Outros ainda duvidam. Isso é muito humano, né? Mesmo diante do Cristo ressuscitado ainda existia luta interna. E ainda assim Jesus os comissiona. A grande comissão nasce não de um grupo perfeito, mas de gente ainda aprendendo, ainda insegura, ainda tentando entender tudo.

E então vem uma das declarações mais importantes do evangelho: Cristo afirma que toda autoridade lhe foi dada nos céus e na terra. A partir disso, envia os discípulos para fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando. E fecha com uma promessa gigantesca: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus começa apresentando Jesus como Emanuel, “Deus conosco”, e termina exatamente do mesmo jeito: Deus continua conosco.

25/05/2026

O capítulo 27 de Mateus é um dos mais densos do evangelho. Não apenas pelos acontecimentos, mas pela quantidade de símbolos, ironias e conexões com o Antigo Testamento. É praticamente um capítulo inteiro construído em camadas.

Uma das primeiras curiosidades é o destino de Judas. Só Mateus registra o remorso dele devolvendo as trinta moedas de prata aos sacerdotes. O valor não era aleatório. As “trinta moedas” aparecem em Zacarias como preço de um escravo ferido ou desprezado. Ou seja: Cristo é avaliado pelo valor de um servo descartável. E existe uma ironia pesada aqui: os líderes religiosos recusam colocar o dinheiro no tesouro do templo porque era “preço de sangue”, mas não tiveram problema em usar o dinheiro para condenar um inocente. A preocupação moral aparece só depois do pecado.

O “Campo do Oleiro” também carrega simbolismo. Mateus conecta isso às profecias, especialmente Jeremias e Zacarias. O oleiro, no imaginário judaico, representa Deus moldando vasos. Mas aqui o campo vira lugar de sepultamento de estrangeiros. O cenário inteiro transmite rejeição, descarte e morte.

Outro detalhe importante: Pilatos percebe que Jesus era inocente. Mateus deixa isso explícito. A esposa de Pilatos ainda manda avisar para que ele não se envolvesse “com esse justo” por causa de um sonho perturbador. Sonhos, no evangelho de Mateus, aparecem várias vezes como mecanismo de aviso divino. José recebe sonhos. Os magos recebem sonhos. Agora até uma mulher gentia percebe algo que os líderes religiosos não conseguem enxergar.

Existe também a famosa cena de Pilatos lavando as mãos. Aquilo não era costume romano. Era muito mais próximo de um símbolo judaico de inocência diante de sangue derramado injustamente. Mateus provavelmente destaca isso para mostrar a inversão absurda: o governador pagão tenta simbolicamente se desvincular da culpa enquanto os líderes religiosos conduzem a condenação.

Barrabás é outro ponto fortíssimo. O nome “Bar-Abbas” significa literalmente “filho do pai”. Alguns manuscritos antigos chamam ele de “Jesus Barrabás”. O povo então escolhe entre dois “Jesuses”: um revolucionário violento e outro rei sem violência. A escolha não é só política. É espiritual e simbólica. O povo prefere o messias alinhado à força e ruptura imediata.

A zombaria dos soldados também é carregada de ironia involuntária. Eles colocam manto, coroa e cetro improvisado para ridicularizar Cristo como “rei”. O problema é que, do ponto de vista do próprio evangelho, eles estão descrevendo exatamente quem Ele é. Mateus usa muito esse recurso: pessoas dizendo verdades profundas sem perceber.

Quando Cristo é crucificado, Mateus menciona trevas cobrindo a terra por três horas. Isso ecoa linguagem profética de juízo divino no Antigo Testamento. Não é tratado apenas como fenômeno natural. É sinal teológico. A criação reage ao que está acontecendo.

A frase “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” também costuma ser mal compreendida. Jesus está citando o Salmo 22. E esse salmo começa em sofrimento extremo, mas termina em vitória e vindicação. Os ouvintes judeus conheciam o salmo inteiro. Não era apenas um grito de dor. Era uma referência carregada de significado messiânico.

Mateus ainda registra acontecimentos que nenhum outro evangelho descreve daquele jeito: o véu do templo rasgando, terremoto, rochas se partindo e até santos ressuscitando após a morte de Cristo. O véu rasgado simboliza acesso. A separação entre Deus e homens é rompida. O lugar mais restrito do templo deixa de ser inacessível.

E talvez uma das ironias mais fortes do capítulo esteja no final. Os líderes religiosos lembram que Jesus falou sobre ressuscitar ao terceiro dia. Os discípulos, naquele momento, estão perdidos e escondidos. Quem pede guarda para vigiar o túmulo são justamente os inimigos de Cristo. Como se eles levassem mais a sério as palavras dEle do que os próprios seguidores.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

Inscrição realizada com sucesso!

No dia da masterclass você receberá um e-mail com um link para acompanhar a aula ao vivo. Até lá!

A sua subscrição foi enviada com sucesso!

Aguarde, em breve entraremos em contato com você para lhe fornecer mais informações sobre como participar da mentoria.