14/01/2026

Conhece Formato Mínimo do Skank?

Começou de súbito:
A festa estava mesmo ótima.
Ela procurava um príncipe,
Ele procurava a próxima.

Ele reparou nos óculos,
Ela reparou nas vírgulas.
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo.

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego.
Tímidos, transaram trôpegos
E, ávidos, gozaram rápido.

Ele procurava álibis,
Ela flutuava lépida.
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida.

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva;
Declarou-se dela o súdito.
Desenhou-se a história trágica:

Ele enfim dormiu apático
Na noite segredosa e cálida.
Ela despertou-se tímida,
Feita do desejo a vítima.

Fugiu dali tão rápido,
Caminhando passos tétricos;
Amor em sua mente, épico,
Transformado em jogo cínico.

Para ele, uma transa típica,
O amor em seu formato mínimo;
O corpo se expressando clínico,
Da triste solidão a rubrica.

Por que essa música é tão interessante?

Para começar “Formato Mínimo”, da banda mineira Skank, composta por Samuel Rosa e Rodrigo Leão. Ela foi lançada no álbum Cosmotron (2003).

A maior referência dessa música é a canção “Construção”, de Chico Buarque (1971). Assim como Chico fez em seu clássico, o Skank construiu “Formato Mínimo” inteiramente com palavras proparoxítonas (aquelas em que a sílaba tônica é a antepenúltima, como súbito, óculos, clínico). Isso cria um ritmo mecânico, urgente e um pouco “seco”, que combina com o tema da música: a frieza das relações modernas.

A música narra o encontro de um casal em uma festa, mas sob perspectivas completamente opostas: Ela, romântica. Ele, Cínico.

Ela, “Procurava um príncipe” e via o amor como algo “épico”. Ela é detalhista (“reparou nas vírgulas”) e se entrega emocionalmente. No final, ela acorda sentindo-se uma “vítima” porque o que para ela era um sonho, para o outro foi apenas um momento.

Ele, “Procurava a próxima”. Ele é mais desapegado e focado no prazer imediato (“reparou nos óculos”, “ofereceu-lhe um ácido”). Para ele, foi apenas uma “transa típica”.

A menção ao ácido (LSD) sugere uma experiência de alteração de sentidos que intensifica o encontro (“beijos de tirar o fôlego”, “transaram trôpegos”), mas que também leva ao “pânico” e a uma percepção distorcida da realidade.

O título resume a crítica da música. O amor, que deveria ser algo grandioso e “épico”, é reduzido ao seu “formato mínimo”: o ato puramente físico, biológico (“o corpo se expressando clínico”) e, por fim, solitário.

14/01/2026

Aqui estão os versículos onde Beelzebub é citado explicitamente.

2 Reis 1:2–3

“Caiu Acazias pelas grades do seu quarto alto, em Samaria, e adoeceu; então enviou mensageiros e disse-lhes: Ide, consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.

Mas o anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Levanta-te, sobe ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para que vades consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?”

Aqui, Baal-Zebube aparece como ídolo estrangeiro, associado à negação da confiança em Deus. O nome já carrega tom irônico e depreciativo.

Evangelho de Mateus 12:24

“Mas os fariseus, ouvindo isso, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Beelzebub, príncipe dos demônios.”

Evangelho de Marcos 3:22

“E os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Está possesso de Beelzebub; e é pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.”

Evangelho de Lucas 11:15

“Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Beelzebub, príncipe dos demônios.”

Resposta de Jesus – Lucas 11:17–18

“Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e casa dividida contra casa cairá.

Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino?”

Leitura sintética

Na Bíblia, Beelzebub não age, não fala, não lidera narrativas. Ele aparece sempre como acusação, rótulo, nome dado ao que se julga impuro ou ilegítimo. É o “príncipe” não do poder criador, mas do que se aproveita da desordem.

É exatamente por isso que Golding acerta tão fundo ao escolhê-lo como símbolo. Beelzebub não entra em cena para causar o mal. Ele surge quando alguém precisa dar nome ao que já deu errado

14/01/2026

Comecei a ler O Senhor das Moscas sem saber exatamente o que esperar. O título me intrigava, mas não fazia muito sentido. Não entendia por que aquela história carregava esse nome. Avancei sem respostas claras até chegar ao capítulo 9. Ali, tudo se encaixa. E o título deixa de ser apenas um nome.

Em O Senhor das Moscas, o título original (Lord of the Flies) traduz diretamente Beelzebub, termo hebraico (Ba‘al Zebub) que significa, literalmente, “senhor das moscas”. Na tradição bíblica e medieval, Beelzebub não é apenas mais um demônio. Ele está associado à corrupção, à putrefação, ao mal que se instala onde a vida já apodreceu. Moscas não criam a podridão. Elas chegam depois.

Golding explora essa imagem com precisão quase cruel. A cabeça do porco não é um ídolo poderoso. É um resto. Um subproduto da violência celebrada. O “senhor das moscas” não governa porque impõe força, mas porque surge quando a decomposição moral já aconteceu. O mal, aqui, não seduz com promessas grandiosas. Ele apenas dá nome ao que já está em curso.

É por isso que Simon “conversa” com ele. A figura não tenta convencê-lo de nada novo. Apenas verbaliza o que Simon já intuiu: o monstro não é algo que possa ser caçado, derrotado ou expulso. Ele é a consequência inevitável quando medo, prazer na violência e abdicação da responsabilidade se combinam. Beelzebub, nessa leitura, não é causa. É diagnóstico.

Há, ainda, um contraste teológico relevante. Em muitas narrativas religiosas, o mal é externo, tentador, ativo. Aqui, não. Ele é passivo e parasitário. Vive do que sobra. Alimenta-se da carcaça deixada pelas escolhas humanas. Golding desmonta, com isso, a ideia confortável de que “algo nos corrompeu”. Não. Nós produzimos o ambiente onde a corrupção floresce.

Isso também explica por que apenas Simon compreende. Beelzebub não fala com líderes nem com multidões. Ele aparece a quem está sozinho, em silêncio, diante do resultado final das ações coletivas. A revelação não é mística no sentido sobrenatural. É existencial. Quando se encara o que restou, sem distrações, a verdade “fala”.

Em resumo: Beelzebub não é o vilão que move a história. É o nome antigo daquilo que sempre aparece quando a humanidade terceiriza a culpa, abandona o cuidado e transforma medo em método. Golding não ressuscita um demônio medieval. Ele dá um nome clássico a um problema permanentemente moderno.

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