Você é David Gilmour, lenda do rock, guitarrista do Pink Floyd. Imagine-se segundos antes de iniciar o solo de Comfortably Numb, um clássico, diante de uma arena lotada. Sem dúvidas, aquele é o ponto alto do show. O solo é reconhecidamente um dos mais famosos e icônicos de todos os tempos, não apenas de sua carreira, mas da história da música.
De repente, a alça da guitarra arrebenta. Você tenta consertar, mas percebe que não há conserto. A música segue. Você precisa ir até o microfone e cantar. Sua voz é esperada. Você canta. Faz sinal para a equipe. Uma nova guitarra chega. Você faz a troca. O time conecta tudo. Você ajusta tudo. Faz uma dancinha para aliviar a tensão e, no momento exato, inicia o solo. Uau!
Esse episódio é real. Ocorreu com o Gilmour. Há registro em vídeo, é só procurar. Ele tirou de letra. E isso me faz pensar: “caramba, como ele consegue?”.
Primeiro. Muita experiência. Ele toca há muito tempo. Seguramente já passou por vários apertos. Não está sendo pego de surpresa.
Segundo. Sangue frio. Controle das emoções. Característica de alguém acostumado a sustentar presença pública por muito tempo.
Terceiro. Maestria. Gilmour não é considerado uma lenda por acaso. Ele sabe que é bom. Eu sei que ele é bom. E você, se o conhece, sabe disso também.
Experiência. Sangue frio. Maestria. Três atributos que redefinem o que pressão pode significar no trabalho.