Nasce do lugar errado.
Surge quando o sofrimento do outro deixa de constranger e passa a favorecer. A dor alheia não entristece; oferece vantagem.
Não costuma aparecer em festa, mas em cálculo, alívio, ajuste silencioso. É a satisfação de quem não causou a queda, mas lucra com ela.
O problema não é sentir alegria. É aprender a se alegrar com o que deveria envergonhar.
A alegria indecente educa os afetos. Ensina a chamar vantagem de prudência e faz da fraternidade algo que só vale quando não custa nada.