7 de junho de 2025 · 1 min de leitura

Sábado, pouco depois das cinco. Salmos 95.

Comecei meu dia com o Salmo 95. Ele não é um mero convite ao louvor. É uma advertência sobre a humildade e a obediência.

Para entender plenamente o Salmo, é preciso redefinir bem e mal, bom e ruim.

O bem não é o fácil ou imediato. É aquilo que conduz à vida plena, coerente, ainda que exija sacrifícios agora por benefícios maiores adiante. Escolhas boas nem sempre aliviam. Frequentemente custam caro, em nome do eterno.

O mal não é força ativa. Como o frio, que é só ausência de calor, o mal é a ausência de Deus. É optar pelo prazer passageiro, abrindo mão do que realmente sustenta.

Deus não demanda louvor por necessidade ou vaidade. A adoração serve a nós, porque aproxima nossa vida daquilo que a torna plena.

Quem confunde liberdade com seguir paixões imediatas não se liberta. Apenas troca uma dependência essencial por escravidões menores e transitórias.

Reconhecer nossa dependência fundamental é entender que só perto Dele somos verdadeiramente livres.

O contrário não é independência. É engano.

Salmo 95 de 150 capítulos
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