Quem “vive” no passado tende à depressão. Quem “vive” no futuro tende à ansiedade. Ansiedade é prima-irmã da procrastinação. Todo ansioso acaba, cedo ou tarde, adiando a própria vida.
A vida boa não acontece com base no que foi ontem, nem no que talvez seja amanhã. Ela acontece agora. É feita das atitudes de agora, inclusive da forma como reagimos aos resultados de ontem e às expectativas do amanhã.
Passado e futuro são momentos mentais. Não são inimigos, mas maus senhores. São viagens legítimas, desde que não se tornem desculpa ou justificativa para nos afastar da vida concreta que acontece hoje.
Um espírito que insiste em viver no antes ou no depois abdica do único lugar onde a vida pode ser vivida. E se condena no agora.