Ganhos de eficiência não reduzem, por si só, o consumo total. Quando algo fica mais eficiente, fica mais barato de usar. E, quando fica mais barato, passa a ser usado mais vezes, por mais pessoas e em mais situações.
Lâmpadas LED consomem menos energia por hora. O custo de manter a luz acesa cai. O efeito não é só economia, é expansão. Ambientes antes pouco iluminados passam a ser iluminados o tempo todo. Ilumina-se mais porque custa menos.
Carros mais econômicos gastam menos combustível por quilômetro. Dirigir fica mais barato. As pessoas aceitam morar mais longe, viajar mais, usar menos transporte coletivo. O motor melhora, mas o consumo total não cai na mesma proporção.
Softwares mais rápidos e baratos reduzem o custo de processar dados. Em vez de fazer menos, fazemos mais. Guardamos tudo. Analisamos tudo. Rodamos modelos maiores. A eficiência não reduz o uso de recursos. Ela amplia a ambição.
Eficiência muda o custo. Não muda o desejo. Como percebeu William Stanley Jevons, sem critério, eficiência não poupa. Permite querer mais. Mais rápido.