Mais opções prometem liberdade, mas com frequência entregam paralisia.
Quanto maior o leque, maior o custo interno. Escolher passa a significar renunciar conscientemente a muitas possibilidades plausíveis.
Surge a ansiedade do “e se”. Vem a culpa retrospectiva. A liberdade vira peso. Como mostrou Barry Schwartz, a abundância corrói a satisfação.
Não sofremos por falta de opções, mas por excesso de futuros possíveis.
Viver bem exige limites escolhidos. Maturidade não é manter tudo em aberto; é fechar portas com elegância e seguir em frente sem pedir desculpas ao infinito.