29/01/2026

Confiar é verbo. É atitude ativa, não reação. Não nega o risco, mas se recusa a entregar a ele o governo das decisões. É seguir habitando, trabalhando, amando e escolhendo sem erguer muros por medo do que pode vir.

Confiança só faz sentido quando algo pode ser perdido.

Confiar é aceitar a vulnerabilidade como posição correta diante da vida, não porque o perigo desapareceu, mas porque ele não define o fim.

29/01/2026

Ezequiel 38 desmonta a ideia de que restauração produz blindagem. Restauração produz reposicionamento. O povo volta ao lugar correto na ordem da criação: dependente, exposto, mas guardado. Os muros caem não porque Deus ignora o risco, mas porque Ele redefine o que é risco real.

O erro de Israel antes do exílio não foi ter muros, exércitos ou alianças. Foi tratá-los como fundamento último. Jerusalém caiu cercada, mas confiante. A Israel restaurada vive aberta, mas segura. A diferença não está na arquitetura da defesa, mas no objeto da confiança.

Gogue surge não como surpresa, mas como necessidade pedagógica. Se a restauração eliminasse todo conflito, a confiança atrofiaria. Sem ameaça, não há fé; há apenas cálculo. A confiança só existe quando algo pode ser perdido. Por isso, Deus conduz Gogue até o limite: não para destruir o povo, mas para revelar, sob tensão, o que sustenta a vida de fato.

O conflito é real no tempo, mas relativo à eternidade. Ele é real, mas não é final. O mal age, mas não governa. Ele se move dentro de uma ordem que o contém e o expõe. No fim, não há herói humano porque a narrativa quer deixar claro: a história não se resolve pela competência do povo restaurado, mas pela fidelidade de Deus.

Assim, Ezequiel 38 ensina que não existe estabilidade final nesta vida. E isso não é castigo, é graça. A estabilidade absoluta produziria esquecimento, autossuficiência e, por fim, idolatria. A fé verdadeira exige a permanência da possibilidade da perda. Sem risco, não há confiança. Sem confiança, não há relação viva com Deus.

28/01/2026

No capítulo de hoje, o destino acorda decidido a fazer teatro com a vida de Gina Maria. Antes mesmo do café, a culpa já está sentada à mesa. “Oh, Gina Maria, como pode?”, pergunta o universo, indignado. Ainda assim, ela sai de casa. Um erro. Sempre um erro, quando se é a mocinha.

Na praia, Rick Gatto faz o que sabe fazer melhor. Se exibe. Sofre. E se exibe sofrendo. Depois da corrida, ele ajeita o cabelo, estufa o peito e encara a câmera como quem diz sem dizer. Um verdadeiro Gatto em exibição. Um felino ferido. Mas disponível.

Posta a primeira foto.

“Correr cansa. Mas ser deixado cansa mais.”

Curtidas aparecem. Comentários surgem. Olhares invisíveis do outro lado da tela. Rick sorri de canto. Um sorriso de quem mia dor, mas ronrona vaidade.

Posta outra.

“Metade da esquadra comigo. A outra metade resolveu sair do jogo.”

A filha observa. Rick suspira. “Seu pai ainda joga bonito”, comenta, mais para o Instagram do que para ela. Porque Rick Gatto não corre atrás. Ele desfila. E quem quiser que acompanhe.

Em outra cidade, Gina vê tudo. O coração aperta. “Ele está sofrendo”, pensa. E nem passa pela cabeça dela que Gatto também gosta de plateia. Fecha o aplicativo. Abre de novo. Culpa não respeita lógica.

“Oh, Gina Maria, como pode?”, ela se condena. “Enquanto ele sofre, eu… saí.” A palavra pesa como sentença. “Eu não devia ter respirado fora do alcance dele.”

Mais uma notificação. Outra foto. Agora Rick sentado na areia, olhar melancólico, pose ensaiada. Legenda curta. Mortal. “Cansado. Mas ainda um bom partido.” Não escrito. Mas entendido.

Gina sente o golpe. “Eu destruí tudo”, pensa. “E ainda deixei espaço para ele se exibir.” A dúvida vem cruel. “E se eu ainda o amo?” Ela se odeia por isso. “Ou será que eu só me sinto culpada por existir?”

É então que Eleonor Augusto aparece. Calmo. Exato. Pontual como sempre. Olha Gina com atenção quase excessiva.

“Você percebeu que ele corre mais para a câmera do que para frente?”, diz, com leve ironia.

Gina chora. Claro que chora. “Ele está cansado. E eu sou a causa.”

Eleonor sorri, manso demais. “Rick não é cansado. É carente. Gatto gosta de carinho. De preferência, de várias mãos.”

Ela ri, mesmo chorando. Um riso tímido. “Você sempre me faz ver diferente.”

Ele inclina a cabeça. “Eu gosto de te proteger do óbvio.” Não diz do quê mais gosta.

Quando a chamada termina, Eleonor fica sozinho. O sorriso some. O olhar endurece. “Eu sei o que eu sou capaz de fazer”, murmura. “Eu sei até onde posso ir.” Respira fundo. “Mas não hoje. Hoje eu vou ser bom. Hoje eu vou ser tudo o que eles não são.”

Na praia, Rick posta mais uma foto. Agora em close. O sol certo. O suor certo. O Gatto certo. Observa as reações e pensa, satisfeito: “Ela viu.” Pausa. “E outras também.” Ronrona por dentro.

Neste capítulo, Gina é a única que ama sem malícia. A única que sofre sem cálculo. A única que se culpa enquanto os outros se exibem, se consolam ou se controlam demais.

Rick é Gatto. Mia dor. Exibe garra. Procura colo.

Eleonor cuida. Demais.

E Gina, doce Gina Maria, acredita que culpa é prova de amor.

No próximo capítulo, saberemos quem realmente corre atrás de quem, quantos olhares o Gatto ainda vai caçar e até quando a mocinha vai achar que amar é pedir desculpas por estar viva. Porque, nesta novelinha, ninguém posta sem intenção.

Curso Reputação e Marketing Pessoal

Masterclasses

01

Introdução do curso

02

Por que sua “reputação” é importante?

03

Como você se apresenta?

04

Como você apresenta suas ideias?

05

Como usar Storytelling?

06

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

07

Escrita efetiva para não escritores

08

Como aumentar (e manter) sua audiência?

09

Gatilhos! Gatilhos!

10

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

11

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria dos Jogos

12

Análise SWOT de sua marca pessoal

13

Soterrado por informações? Aprenda a fazer gestão do conhecimento pessoal, do jeito certo

14

Vendo além do óbvio com a Pentad de Burkle

15

Construindo Reputação através de Métricas: A Arte de Alinhar Expectativas com Lag e Lead Measures

16

A Tríade da Liderança: Navegando entre Líder, Liderado e Contexto no Mundo do Marketing Pessoal

17

Análise PESTEL para Marketing Pessoal

18

Canvas de Proposta de Valor para Marca Pessoal

19

Método OKR para Objetivos Pessoais

20

Análise de Competências de Gallup

21

Feedback 360 Graus para Autoavaliação

22

Modelo de Cinco Forças de Porter

23

Estratégia Blue Ocean para Diferenciação Pessoal

24

Análise de Tendências para Previsão de Mercado

25

Design Thinking para Inovação Pessoal

26

Metodologia Agile para Desenvolvimento Pessoal

27

Análise de Redes Sociais para Ampliar Conexões

Lições complementares

28

Apresentando-se do Jeito Certo

29

O mercado remunera raridade? Como evidenciar a sua?

30

O que pode estar te impedindo de ter sucesso

Recomendações de Leituras

31

Aprendendo a qualificar sua reputação do jeito certo

32

Quem é você?

33

Qual a sua “IDEIA”?

34

StoryTelling

35

Você tem uma dor? Eu tenho o alívio!

36

Escrita efetiva para não escritores

37

Gatilhos!

38

Triple Threat: Domine Produto, Embalagem e Distribuição

39

Estratégias Vencedoras: Desbloqueie o Poder da Teoria do Jogos

40

Análise SWOT de sua marca pessoal

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