Chego a Isaías 10.
Vejo juízo. Vejo alerta. Vejo esperança.
Deus não ignora a injustiça.
Em Israel, líderes criavam leis para esmagar os fracos.
Oprimiam viúvas. Roubavam órfãos.
Usavam o sistema para enriquecer — e não para proteger.
Mas Deus viu. Deus falou. Deus agiu.
E então aparece a Assíria. Forte. Temida.
Poderosa aos olhos do mundo.
Mas, diante de Deus, não passava de uma ferramenta.
Era vara de correção nas mãos do Senhor.
O machado não pode se gloriar contra o lenhador.
Só que a Assíria esqueceu disso.
Transformou força em soberba.
Acreditou que as vitórias eram mérito próprio.
E quando o instrumento se exalta… acaba quebrado.
Assim também foi com ela.
Mas, no meio do juízo, Isaías anuncia esperança.
Um remanescente voltaria.
Um povo purificado, fiel, de pé.
Deus sempre preserva aqueles que confiam n’Ele.
Isaías 10 me confronta.
Confronta minha visão de justiça: estou defendendo os fracos ou explorando?
Confronta meu orgulho: reconheço a mão de Deus ou me glorio em mim mesmo?
Confronta minha confiança: deposito minha segurança em impérios humanos ou no Senhor soberano?
Mas também me consola.
Porque Deus vê. Deus julga. Deus preserva.
E o convite é claro:
Não seja parte da opressão.
Não confie apenas na sua força.
Não se curve diante dos impérios deste mundo.
Volte-se para Deus.
Sempre haverá um remanescente.
E eu quero estar entre eles.