Conheci C# em sua gênese. Na época, eu enfrentava o desafio de modernizar um legado escrito em Visual Basic e C++ para um sistema de ambientação de interiores.
As alternativas eram poucas. Permanecer em C++ ou, talvez, migrar para Java. Precisávamos de uma linguagem que entregasse potência, continuidade e performance. C# era a criança nova no parquinho, mas já trazia atrativos relevantes. Tinha sobrecarga de operadores, algo que Java não oferecia, por exemplo. Além disso, a capacidade de reflection e a emissão dinâmica de código executável chamavam bastante atenção.
No fim, escolhemos C#. Desde o primeiro momento, mergulhei fundo em seu funcionamento. Estudei tudo o que pude sobre Intermediate Language. Meu blog, aliás, começou tratando exatamente desse tema. Entendi o GC em profundidade e, de fato, conseguimos tirar leite de pedra.
Anos mais tarde, tive a felicidade de participar do desenvolvimento do RavenDB. Um banco de dados NoSQL de classe mundial, também escrito em C#.
Ao longo do caminho, participei de projetos em que fizemos, com C#, coisas que na época eram consideradas impossíveis nessa linguagem. Enquanto isso, a linguagem evoluiu muito em performance, maturidade e alcance.
A partir dessa trajetória, desenvolvi uma abordagem opinativa para o uso de C#. Influenciei toda a minha consultoria a adotá-la da mesma forma. Agora estamos ensinando tudo o que aprendemos em uma formação. C# do jeito certo. Não é sobre sintaxe. É sobre fazer escolhas melhores. A nova turma começa em alguns dias, e vou conduzir pessoalmente alguns encontros. Se você leva C# a sério, este é o momento. Será ótimo te ver por lá.