26 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

Sábado. Oito da manhã. 2 Romanos 3.

É sempre bom ter certa suspeita de quem defende suas posições apenas com retórica.

A principal defesa do trabalho de alguém é a própria obra. Mostre o que você construiu. Mostre os frutos do seu trabalho. O discurso pode dizer muita coisa, mas aquilo que construímos oferece uma evidência muito mais concreta sobre quem somos e sobre o trabalho que realizamos.

No fim das contas, isso é sobre coerência.

Essa ideia aparece de maneira muito interessante em 2 Coríntios 3.

Paulo fala à igreja de Corinto que não precisa de cartas de recomendação para provar suas credenciais. A própria igreja é a sua carta. Aquilo que foi construído entre aquelas pessoas é evidência do trabalho que ele realizou.

Paulo não diz simplesmente: “acreditem em mim”. Ele aponta para a obra.

E isso serve para todos nós.

Retórica é importante. Argumentos também. Mas existe um momento em que aquilo que fazemos precisa sustentar aquilo que dizemos.

Isso também vale quando avaliamos outras pessoas. Antes de se impressionar apenas com o discurso, olhe para o que foi construído. Observe os frutos. Compare a fala com a obra.

A obra não torna automaticamente alguém certo. Bons resultados também não justificam uma conduta ruim. Mas, quando queremos avaliar a coerência entre aquilo que alguém diz e aquilo que efetivamente faz, a obra é uma evidência difícil de ignorar.

E talvez a pergunta mais desconfortável não seja sobre os outros.

Qual é a sua obra?

Quando a retórica acabar, o que você construiu continuará falando por você.

Romanos 3 de 16 capítulos
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