As tuas atitudes deveriam ter propósito em si mesmas, e não depender do reconhecimento dos outros.
Pois é. Essa é uma reflexão que eu tiro de Romanos, capítulo 3, que, aliás, é um capítulo importantíssimo. É ali que Paulo deixa claro que a justificação vem pela fé, pela graça, e não pelo nosso próprio merecimento.
Essa ideia teve um impacto enorme, séculos depois, no pensamento de Lutero e na Reforma Protestante.
Paulo está falando da nossa relação com Deus. Mas essa ruptura com a lógica do merecimento me provoca também em outra direção: quantas coisas a gente faz não porque acredita que devam ser feitas, mas porque espera receber alguma coisa em troca?
E aí está o ponto: você deveria fazer as coisas pelo valor das próprias coisas, e não esperando recompensa ou reconhecimento.
Isso direciona a vida, sabe?
Porque, quando você faz alguma coisa apenas como meio para conseguir outra, aquilo perde importância por si só. E, no momento em que você encontra um caminho mais fácil para conseguir o que realmente queria, simplesmente abandona aquilo.
Então pensa nisso: se ninguém reconhecesse, se ninguém aplaudisse, se não houvesse recompensa nenhuma, ainda valeria a pena fazer?
Romanos, capítulo 3.
