No fim do dia, o que salva é a fé. É a crença de que Deus pode criar qualquer coisa a partir do nada. De que Ele consegue chamar à existência aquilo que ainda não existe como se já existisse.
É difícil não lembrar de Gênesis 1, cara. E Paulo traz essa ideia com muita força na Carta aos Romanos, capítulo 4.
Em Romanos 4, Paulo chama Abraão como testemunha para mostrar uma coisa importante: Abraão não foi considerado justo pelo que fez, mas porque creu em Deus. E isso aconteceu antes mesmo da circuncisão. Ou seja, a promessa não fica restrita ao povo judeu. Depois, Paulo também recorre a Davi para reforçar essa lógica.
E aí vem uma das frases mais fortes do capítulo: Abraão creu no Deus que dá vida aos mortos e chama à existência aquilo que não existe.
Mas presta atenção: Abraão não tinha fé na capacidade dele de realizar o impossível. Tinha fé na capacidade de Deus de cumprir aquilo que havia prometido, mesmo quando as circunstâncias diziam o contrário.
Essa é a diferença.
Fé não é acreditar que Deus vai tornar possível qualquer coisa que você queira. É confiar que Deus é capaz de cumprir aquilo que prometeu, mesmo quando, aos nossos olhos, parece impossível.
Como eu sempre digo, tá? Você faz tudo o que está ao seu alcance. E confia que o Papai do Céu vai fazer o que falta.
Romanos 4.
