Por anos, chamei de labirinto qualquer caminho confuso, que exige tomadas de decisão, onde é fácil se perder e, talvez, nunca achar a saída. Acho que você também.
Hoje, descobri que estava usando a palavra errada. Aquilo que eu chamava de labirinto é, na verdade, um dédalo. Labirinto é outra coisa.
Um labirinto tem um único caminho, ainda que longo e cheio de curvas. Não há decisões estratégicas a tomar. O desafio não está em escolher ou lembrar, mas em seguir adiante, passo após passo, até o fim.
Ao buscar imagens das duas coisas no Google, à primeira vista, elas parecem iguais. A confusão nasce daí. O desenho engana. O conceito, não. São estruturas diferentes, com experiências totalmente distintas.
E é justamente aí que mora o problema. Quando ninguém conhece o significado real das palavras, ele perde importância. O prejuízo é nosso. Um vocabulário limitado estreita o pensamento. E pensamentos estreitos nos mantêm presos, mesmo quando acreditamos estar caminhando.