E se o desempenho das pessoas tivesse menos a ver com talento e mais com o que esperam delas?
Nos anos 1960, Robert Rosenthal resolveu testar essa hipótese em uma escola. Disse aos professores que um novo teste havia identificado alguns alunos com alto potencial de desenvolvimento ao longo do ano. O detalhe decisivo: o teste não media nada disso. Os nomes foram escolhidos ao acaso.
Meses depois, o resultado parecia confirmar a previsão. Aqueles alunos “promissores” tinham evoluído mais. Aprendido mais. Crescido mais. Não porque fossem diferentes, mas porque foram tratados como se fossem. Receberam mais atenção, mais estímulos, mais paciência. A expectativa mudou o comportamento dos professores. O comportamento mudou o ambiente. O ambiente moldou o resultado.
A conclusão é desconfortável. Expectativas não são apenas opiniões sobre o futuro. Elas são forças em ação no presente. Quem lidera, educa ou influencia nunca é neutro. Ao esperar mais, você age diferente. E, ao agir diferente, cria exatamente aquilo que dizia apenas prever.