Em 2007 larguei o código, virei gestor e quebrei a cara.
Perfeccionista que sou: se é para fazer, que seja bem-feito. Estudei. Dezenas de livros, pós-graduação, produção de conteúdo. Até recebi prêmio.
Veio a pesquisa de clima e o baque: aprovação mínima, desaprovação lá em cima. Quando li o relatório, engoli seco.
Pedi demissão. Foi recusada: “gestores a gente encontra; sua técnica é rara”. Voltei para uma função exclusivamente técnica.
Doía, mas virou lição: se tudo desse errado, eu ainda seria programador. Decidi que minha técnica não enferrujaria de novo.
Dias depois, alguns dos que me criticaram vieram pedir ajuda em código. Eu não era mais o chefe. Mas ainda liderava.
Carreguei esse rótulo por anos.
“Gestão não é sua praia.”
E acreditei nisso.
Hoje lidero uma empresa com mais de 90 pessoas. E temos sucesso.
Não sou um gestor perfeito. Aprendi que liderança é a soma de líder, liderados e contexto.
As cicatrizes contam a história do guerreiro. Eu não nasci líder; escolhi ser.
Não é sobre não cair. É sobre levantar sempre.