Julho de 2016.
No dia 7, meu pai sofre um AVC grave. Já partiu.
Dois dias depois, em 9 de julho, nasce meu segundo filho.
Na época, eu morava em Caxias do Sul.
Meu pai vivia em Cachoeira do Sul.
Meu filho nasceu em Campo Bom.
Minha vida virou uma triangulação entre essas três cidades.
Pelo menos cinco horas dirigindo. TODOS OS DIAS.
De manhã, banho e troca de fraldas do meu filho.
À noite, banho e troca de fraldas do meu pai.
Às vezes, os turnos se invertiam. TODOS OS DIAS.
Viver extremos assim faz a gente repensar a vida.
Faz conversar com Deus.
Faz mudar.
Naquele momento, eu estava bem empregado.
Carreira consolidada.
Estabilidade parecia garantida.
Mesmo assim, havia uma escolha.
Aceitar a vida como estava e seguir até o fim.
Ou mudar tudo.
Nunca acreditei em calmaria.
Na carreira, não acredito em estabilidade.
Ou se está subindo. Ou se está caindo.
E como já não via mais para onde subir, decidi romper.
Fazer o quê.
Na época, nem imaginava ganhar mais em outro lugar.
Durante anos, fui bom em conquistar aumentos.
Acreditava que já tinha ido longe demais.
A única saída era empreender.
Assim nasceu o EUpresário.
Assim nasceu o consultor.
Em novembro de 2016, pendurei o crachá.
Aprendi, lendo O Poder do Hábito, que é nos momentos traumáticos que rompemos com o que fazemos todos os dias.
No meu caso, foi para fazer todos os dias diferentes.