18 de junho de 2025 · 1 min de leitura

Quarta-feira. Pouco depois das sete. Salmos 106.

Começo o dia com o Salmo 106.

Ele anda junto do 105. Mas mostra o outro lado.
Se o 105 exalta a fidelidade de Deus, o 106 expõe a infidelidade do homem.

Não há omissão.
O texto narra falhas. Repetidas. Quase mecânicas.
É uma história de tropeços — e de misericórdia.

Israel erra. Pede perdão. Cai de novo.
Não é só memória coletiva. É espelho.
Cada ciclo descrito ali é uma versão do nosso.

O salmo não romantiza a culpa.
Mas também não encerra na falha.
Deus permanece. Mesmo quando o povo não permanece com Ele.

O contraste é direto: constância divina contra caos humano.
Ação contínua de um lado. Desalinho do outro.

E ainda assim, o verbo divino segue.
Cria. Recria.
Sustenta até quando não merece.

O Salmo 106 é lembrança incômoda.
Mas necessária.
Sem ela, o erro se repete.

Sem memória, não há retorno.

Salmo 106 de 150 capítulos
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