ENSAIO AVULSO
26 de junho de 2026 · 1 min de leitura

Prolog

Registrar o que sabemos do mundo por meio de fatos. Maria é mãe de João e filha de Ana. O carro X tem o freio Y, que contém a peça Z.

Inferir, por meio de regras, novas relações a partir de fatos conhecidos. Ana é avó de João. A peça Z está no carro X.

Mais do que dados soltos. Fatos conectados. Relações explícitas e relações descobertas por inferência. Informação com utilidade. Conhecimento.

Essas são as possibilidades do Prolog. Uma linguagem declarativa cujo coração é um motor de inferência, construída para representar conhecimento e deduzir novas relações. E não é novidade. Existe desde 1972.

É um excelente complemento para agentes de IA. Em vez de consumir contexto e tokens para que uma LLM descubra relações que podem ser deduzidas por regras, um motor de inferência faz esse trabalho de forma determinística, mais rápida, mais barata e auditável.

Esse foi o tema da masterclass de ontem. É também um componente arquitetural que temos usado na Eximia em nossas consultorias. Repertório essencial para quem leva IA a sério, para além da moda e das especulações.

Não é nada inteligente pensar que a essência da inteligência artificial são LLMs.

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