Karnal conversou com o Claude.
Melhor ainda: Karnal conversou com um Claude que já carregava histórico, memória ativa e sinais suficientes para reconhecer seu jeito de conversar. E, visivelmente, adaptou a resposta à forma de quem perguntava.
Quando conversa comigo, o Claude não responde daquele jeito. Não é provocativo daquele jeito. Não solta “tiradas filosóficas” daquele jeito. Mas o problema não é o Claude. O problema sou eu. Cada um tem o Claude que merece.
O fato é que o Claude me conhece. Não me trata como se eu fosse o Karnal porque, afinal de contas, eu não sou. Fala da minha empresa. Sabe que sou consultor. Sabe que gosto das coisas “do jeito certo”. Sabe dos temas sobre os quais falo bastante. E, de vez em quando, usa minhas próprias expressões para formular as ideias dele. Ou será que as ideias são minhas?
Existe uma técnica antiga entre programadores: explicar o problema para um pato de borracha. Só de tentar explicar direito, muitas vezes a solução aparece. Agora, deixando de lado a hiperpersonalização, chegamos a um ponto curioso: o pato responde. E melhor: responde, provoca e ainda sai parecendo mais inteligente que a gente.