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22 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

Sábado. Oito da manhã. Atos 28.

Não dá para viver refém do julgamento alheio, cara. Ele muda muito rápido. E não interessa o que você faça, sempre vai ter bons argumentos de muita gente, até boa e bem-intencionada, para dizer que você está fazendo tudo errado.

Não dá para viver refém do julgamento alheio.

Sabe onde isso fica claro, cara? Em Atos dos Apóstolos, capítulo 28. Que, aliás, encerra o livro, tá?

Em Atos 28, depois que o navio que levava Paulo a Roma sucumbe à tempestade, todos conseguem chegar à ilha de Malta. E lá, Paulo é picado por uma cobra.

Os habitantes da ilha inicialmente consideram Paulo um verdadeiro criminoso. Afinal de contas, ele tinha escapado do mar, mas, na visão deles, a Justiça não permitiria que continuasse vivo.

Só que Paulo sobrevive. Eles esperam que ele inche ou caia morto. Esperam por um bom tempo. E nada acontece.

E aí, olha como o julgamento muda: o mesmo povo que momentos antes considerava Paulo um criminoso passa a dizer que ele era um deus.

De criminoso a deus.

Em poucos minutos, o mesmo homem foi julgado como criminoso e como deus. E Paulo não tinha mudado. O que mudou foi o julgamento dos outros.

Por isso, não dá para viver refém do julgamento alheio.

Atos 28 de 28 capítulos
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