Voo doméstico. Saída de emergência.
Eu estava sentado no corredor. A pessoa ao meu lado, na janela, dormia. O sol batia direto nos meus olhos. Forte. Incomodava bastante.
Esperei alguns minutos. Não queria acordar a pessoa. Quando já não dava mais, tentei fechar a janela com cuidado.
A pessoa acordou. E ficou brava. Abriu a janela novamente. Disse que o assento era dela e, portanto, a janela também.
Na minha cabeça, esmurrava a pessoa.
Só na minha cabeça.
Alguns minutos depois, tentei explicar. Disse que não queria acordá-la. A resposta veio seca: “Mas acordou.”
Pedi desculpas. A pessoa aceitou.
A janela permaneceu aberta.
Seguimos viagem.