ENSAIO AVULSO
26 de junho de 2026 · 1 min de leitura

A janela permaneceu aberta

Voo doméstico. Saída de emergência.

Eu estava sentado no corredor. A pessoa ao meu lado, na janela, dormia. O sol batia direto nos meus olhos. Forte. Incomodava bastante.

Esperei alguns minutos. Não queria acordar a pessoa. Quando já não dava mais, tentei fechar a janela com cuidado.

A pessoa acordou. E ficou brava. Abriu a janela novamente. Disse que o assento era dela e, portanto, a janela também.

Na minha cabeça, esmurrava a pessoa.

Só na minha cabeça.

Alguns minutos depois, tentei explicar. Disse que não queria acordá-la. A resposta veio seca: “Mas acordou.”

Pedi desculpas. A pessoa aceitou.

A janela permaneceu aberta.

Seguimos viagem.

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