Uma comunidade é formada por um conjunto de práticas, conceitos, valores, enfim, por uma cultura que é compartilhada.
Olha o povo judeu, por exemplo. Independentemente da tua opinião sobre Israel, tem uma coisa impressionante ali: a identidade judaica sobreviveu por séculos, inclusive em diáspora, sustentada por práticas, tradições e valores compartilhados.
Cara, isso não é pouca coisa.
Pois é. E aí vem uma ideia importante: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.”
Nem tudo aquilo que eu posso fazer é coerente com aquilo em que acredito, com os valores que escolhi para a minha vida e com as comunidades das quais escolhi fazer parte.
E eu preciso observar isso.
Se eu quero proteger uma comunidade, uma igreja, uma empresa, preciso proteger também esse conjunto de práticas e valores que sustenta a sua cultura.
Mas Paulo vai além.
Onde que isso fica evidente? Em 1 Coríntios, capítulo 6.
É de lá que vem a frase: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.” E ela continua: “Eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”
Percebe?
Não basta perguntar: eu posso?
Tem outras perguntas: isso convém? Isso é coerente com aquilo em que acredito? Isso está começando a me dominar?
Liberdade não é fazer tudo aquilo que você pode. É conseguir escolher aquilo que convém sem se tornar escravo daquilo que escolheu.
Tudo me é lícito. Nem tudo me convém. E eu não me deixarei dominar por coisa alguma.
1 Coríntios 6.
