Se fala muito em não julgar as pessoas. E faz sentido, principalmente quando a gente está falando de intenções.
Você não tem como saber exatamente quais são as intenções de alguém.
Agora, comportamento é outra coisa.
Comportamento pode ser observado. Pode ser avaliado. E você pode, sim, reconhecer quando um comportamento é destrutivo.
O grande ponto é o seguinte: você pode até opinar, aconselhar, sugerir alguma coisa para outra pessoa. Mas você não controla se ela vai mudar.
O que você controla é outra coisa: aquilo que faz sentido para você, para o teu grupo e aquilo que não faz.
E aquilo que é claramente destrutivo não precisa, necessariamente, ser tolerado dentro do teu grupo.
Percebe?
Com as pessoas, paciência. Com as intenções, humildade para reconhecer que você não sabe tudo.
Mas, com comportamento, critério.
Você precisa saber muito bem o que aceita e o que não aceita.
E onde que isso aparece?
Em 1 Coríntios, capítulo 5.
Ali, Paulo trata do comportamento de um membro da comunidade e deixa claro que existem comportamentos que precisam ser confrontados e, em alguns casos, não podem ser tolerados dentro da comunidade.
E Paulo coloca um limite importante nisso: ele está falando da própria comunidade. Não é uma autorização para sair fiscalizando a vida de todo mundo.
É uma baita lição.
Não julgar intenções não significa abandonar critérios. E ter critérios não significa assumir o papel de juiz do mundo.
Não julgue aquilo que você não conhece por completo.
Mas não feche os olhos para aquilo que está evidente.
1 Coríntios 5.
