ENSAIO AVULSO
22 de agosto de 2025 · 1 min de leitura

Sexta-feira. Seis da manhã.

Chego ao capítulo 1 de Isaías.

Deus não elogia. Acusa.
O povo segue os ritos. As festas continuam. Os sacrifícios também.
Mas o coração não está lá. E Deus rejeita tudo.

“Estou farto.”

O problema não é o culto. É a contradição.
Mãos que se erguem, mas não ajudam.
Orações que ignoram o órfão. Louvor com mãos sujas de sangue.

Deus não quer performance.
Quer justiça. Quer verdade.
Sem isso, a religião é teatro.

Mas mesmo assim, Deus chama.
“Vinde, e arrazoemos.”

Mesmo com culpa vermelha como sangue, Ele promete brancura.
Não automaticamente.
Há condição: arrependimento. Mudança. Obediência.

Isaías 1 é faca afiada.
Corta o falso.
Desmascara o culto vazio.
Exige vida coerente.

Deus não precisa de mais sacrifícios.
Precisa de gente que pratique o bem.

Quem não muda, será quebrado.
Mas quem ouve, será lavado.
Ainda há tempo.

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